Proatividade, liderança humanizada e decisões técnicas: os pilares de Lucas Drubscky no Sport

Diretor executivo revela rotina de trabalho, explica o funcionamento dos processos de contratações, comenta sobre visão mercadológica dos jogadores formados no clube e ressalta co-responsabilidade da imprensa no baixo nível técnico do futebol brasileiro

Diretor executivo mais jovem das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, Lucas Drubscky, 29 anos, está à frente do departamento de futebol do Sport há um ano e oito meses. Durante esse período, tem liderado um processo de transformação no clube.

Mesmo em um cenário de recursos escassos, devido ao alto passivo e receitas insuficientes, Lucas Drubscky não se deixou levar pelo clima de terra arrasada, e implementou medidas para gerar um clima organizacional harmônico e que não gerassem custos que agredissem a saúde financeira – debilitada – do Sport.

“Modifiquei desde layout de programação de treino, concentração da comissão técnica, passando por uma apresentação mais iconográfica da escalação da equipe nos jogos do Sport até o processo logístico de viagens, por exemplo. São mudanças não tão bruscas, mas que mudam o status do clube em relação ao ambiente externo”, explanou o Diretor Executivo.

O relacionamento com as pessoas no dia-a-dia também é algo que o chefe do departamento de futebol modificou. O Sport rompeu com a estrutura conservadora de empregados x chefes, que perpetuava a hostilidade entre as partes e baixo nível produtivo. Com olhar mais humano e empático, o ambiente organizacional melhorou e gerou engajamento e bons resultados.

“Eu sou adepto da gestão humanizada. Pois ao meu entender essa é a melhor forma de gerenciar as pessoas. O relacionamento é a chave para uma boa gestão. O fato de se importar com a pessoa, com o que ela pensa, sente e estar próximo e, isso gera ambiente de trabalho harmônico capaz de solidificar a relação de confiança. E dessa forma, o gestor fica mais a par de tudo o que acontece no clube e culmina com a melhora nos resultados”, afirmou Lucas Drubscky.

Lucas Drubscky conversando com Rithely
Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Influenciado pelo pai, Ricardo Drubscky, ex-técnico e atual diretor executivo do Cruzeiro, Lucas cresceu em um ambiente que desde cedo lhe instigou a conhecer sobre o jogo e suas nuances. Como ouvinte, vivenciou situações que lhe geraram habilidades e competências para analisar o futebol.

O meu pai é o cara que me deu a paixão pela bola. Pra mim não tem alguém no Brasil que conheça mais do jogo que meu pai. Tem amplo domínio da parte de campo e gestão. Técnicos como Tite e Dorival Jr o chamam de professor dos professores. É um poço de conhecimento. E pude beber bastante dessa fonte”, ressaltou o diretor executivo do Sport.

Ele completou. “Por isso, busco entender a metodologia de treino para avaliar o trabalho do treinador. Se aquilo que ele fala que quer treinar está sendo transmitido do treino para o jogo. E dessa forma avaliar e cobrar se está dentro do projeto do futebol do clube”.

Lucas Drubscky, diretor executivo do Sport
Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Formado em Direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), passagens por Atlético-MG e Cruzeiro e com diversos cursos de capacitação pela CBF e Universidade do Futebol, Lucas Drubscky acredita que o futebol no âmbito gerencial sofreu mudanças, assim como o jogo e, não pode ser gerido como há 15 anos. É preciso se capacitar e privilegiar decisões técnicas.

“Há 15 anos o gerenciamento dos clubes eram realizados exclusivamente pelos estatutários e a condução era pautada pelo achismo e pela ausência de conhecimento técnico preexistente. Hoje cada vez mais o futebol exige conhecimento sobre legislação, transações negociais e regulamentos. E a figura do Executivo nasce da necessidade dos clubes em ter um profissional capaz de gerir e englobar todos os departamentos e processos que acontecem no dia-a-dia”, afirmou.

Você confere outros trechos da entrevista abaixo.

Na sua gestão o Sport teve até o momento quatro técnicos. Como funciona o processo de contratação? E qual o seu papel dentro dessa engrenagem?

Varia de clube para clube. E de região para região. Mas uma coisa quase unânime no Brasil, é que o estatutário gosta de realizar a escolha. É claro que, em determinados clubes o executivo é responsável por conduzir e realizar o processo de contratação. Mas o executivo de toda forma faz parte de um conselho decisório.

No Sport os processos de contratação dos treinadores aconteceram de forma distintas. Não vou esmiuçar como foi, mas sempre a decisão foi colegiada. Às vezes prevalece a opinião de uma pessoa, às vezes de outro, às vezes é um consenso. E essa forma de tomar decisão não é uma exclusividade do Sport. É algo bem comum no Brasil.

Como distinguir um trabalho estagnado de uma fase ruim dentro do processo que está sendo construído?Como avaliar essas nuances sem se contaminar por julgamentos externos?

O bom trabalho é bom em qualquer lugar. O que muitas vezes não se tem são pessoas com a capacidade para reconhecer e validar o trabalho como sendo bom. A decisão do contrata e manda embora, esse é bom ou esse é ruim, são proferidas por pessoas que não possuem a menor capacidade de fazer essas escolhas. É a mesma coisa de colocar um padeiro para realizar uma cirurgia de rim. Porque o pai dele ou o tio foi um cirurgião, não implica em dizer que ele será um bom cirurgião. Mas o futebol está na boca do povo. Todo mundo sabe de futebol. Mas não é assim.

Meu pai tem 40 anos de carreira. E se você colocá-lo numa mesa com um torcedor do Cruzeiro, o torcedor vai querer dar aula para ele. E vai falar que está errado. E ele terá milhões de razões e argumentos técnicos para provar que o que foi feito está correto. O negócio é que o futebol é essa mágica. É o esporte mais praticado no mundo. O que gera mais dinheiro, que tem mais fãs, mais clubes… É tudo muito exposto. É uma gestão em aquário, onde estão todos vendo e palpitando.

É incrível onde se vá a pressão nos acompanha. Vou jantar com a minha esposa e as pessoas me abordam: “tem que ganhar domingo, hein?!”. O time perde e dou bom dia ao meu porteiro e ele fala “mais ou menos, né?!”. E em meio a toda essa pressão, nós profissionais que nos qualificamos para exercer a função temos que levantar a bandeira da tomada de decisão pautada no tecnicismo em detrimento das decisões passionais. Por isso, a importância de ter um profissional capaz de julgar o trabalho de um técnico e, principalmente, com voz ativa. E para isso, é necessário que se tenha a confiança por parte dos gestores que são elegidos para que a análise do executivo de futebol seja validada.

Lucas Drubscky conversando com Guto Ferreira
Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Uma das atribuições do diretor executivo é fazer uma ponte entre a comissão técnica e os diretores estatutários. Como é a sua relação com os treinadores? Costumar conversar sobre questões técnicas do jogo?

O dirigente estatutário faz parte do corpo técnico e diretivo ao mesmo tempo. Então, muitas vezes a relação executivo-treinador é muito tensa. Pois quando o trabalho do técnico está passando por um momento de baixa, o executivo se afasta para sinalizar que o problema não tem nada a ver com ele. O técnico percebe e se fecha. O executivo perde o acesso ao treinador e fica mais imbuído das atividades administrativas.

As minhas relações com os treinadores são muito claras. Não estou para disputar protagonismo. Me apresento como sendo um braço de ajuda na condução técnica do grupo e do departamento de futebol. E dessa forma consigo ter um trânsito livre na gestão técnica pautado na confiança e no bom relacionamento. Mas óbvio sem realizar interferência nas escolhas.

O que o torcedor do Sport pode esperar da equipe ao longo da temporada? Qual o perfil dos atletas para executar as ideias de jogo do técnico?

Um fator que irá caracterizar a equipe do Sport será a entrega. Um jogo competitivo, aguerrido, brigado para alcançar os pontos necessários para o atingimento dos nossos objetivos. Podemos não ter êxito em alguns jogos, mas de maneira alguma passaremos a ideia de um jogo descompromissado. E mesmo com esse contexto de dificuldade administrativo-financeira, estamos montando uma equipe com o máximo de responsabilidade e critério possível.

Como funciona o processo de contratação de atletas para o Sport?

Aqui no Sport eu divido essa responsabilidade com o presidente e com os demais diretores estatutários. De certa maneira não acho essa descentralização como algo negativa. Pois ajuda a não rotular o executivo como um mero contratador. Pois no senso comum o executivo bom é aquele que realiza contratações capazes de render esportivamente. E na verdade a contratação é apenas uma das diversas atribuições do executivo.

E o Departamento de Inteligência do Sport faz parte desse processo de análise de mercado?

Hoje no Sport nós contamos com dois profissionais no Departamento de Inteligência. E é pouco para suprir as demandas inerentes as atividades do futebol como a análise de treino, adversário e de mercado. Dessa forma, acabamos por realizar consultas pontuais sobre alguns jogadores. Mas diante da carga de trabalho extensa, preferimos concentrar os esforços dos analistas na formação de relatórios internos a respeito da análise de adversário e da própria equipe.

“O treinador constrói o jogo. Mas o gestor é quem faz o futebol.”

Como é a rotina de um diretor executivo de futebol durante a semana?

O Sport detém duas grandes estruturas: o estádio da Ilha do Retiro e o Centro de Treinamento. A Ilha do Retiro concentra toda a parte administrativa. E o CT é a parte técnica puramente. Então, o Diretor Executivo, que tem esse papel dúbio de gerir administrativamente e tecnicamente o Departamento de Futebol tem que estar inteirado nessas duas vertentes.

Por exemplo, o treino é à tarde. Pela manhã fico na minha sala na Ilha do Retiro para tratar de reuniões com empresários, receber atletas, despachar sobre determinado assunto com o presidente e reuniões com os departamentos. No período da tarde, me desloco para o CT com o objetivo de acompanhar a sessão de treino. Procurando conversar com o treinador, atletas e analisando e gerenciando tudo que engloba o futebol. Desde os departamentos médicos, fisiologia, passando pelo Centro de Inteligência e culminando com o setor de comunicação do Clube.

E esse alinhamento com a comunicação é imprescindível. Um exemplo é a apresentação de um jogador. Escolher o melhor horário para apresentá-lo. Decidir se vamos postar primeiro no site oficial ou liberar nas redes sociais. Se o jogador está treinando, mas ainda não assinou o contrato. Então não confirmamos a contratação.

Após o fim do treinamento, volto a conversar com o técnico sobre o treinamento e a expectativa para o jogo. Iniciamos o processo de planejamento logístico. Mais um exemplo. O jogo é quinta-feira contra o Grêmio? Aí ligo para o executivo e negociamos a possibilidade de adiantar o jogo para quarta. Pois assim teremos uma semana para descansar. Essa parte de relacionamento é primordial.

E nos momentos pré-jogo o que costuma fazer?

Em um dia pré-jogo, não concentro com os demais membros da comissão técnica e jogadores. Mas no dia de jogo, já vou para o CT e almoço com eles. Estou junto na preleção. Vou no ônibus para o estádio. Estou sempre junto e vivenciando todo o processo.

Lucas Drubscky, diretor executivo do Sport
Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Durante os jogos qual é o seu comportamento?

Muitas vezes o torcedor fala que o profissional não tem o mesmo amor. Na verdade, é um amor 10 vezes mais profundo. Porque o torcedor fica triste com a derrota e com a gozação do amigo que torce pelo rival. E acabou. Mas nós profissionais do futebol possuímos uma relação de dependência muito maior.

Porque é nosso trabalho e provém dele o sustento da nossa família. Então, a relação de necessidade do resultado é mais visceral do ponto de vista do profissional em comparação com o torcedor. É algo que só quem está dentro de todo o processo consegue perceber.

Eu torço como um louco. Independente de ser Estadual ou Série A. Mas claro, que, tenho a consciência do cargo que ocupo e a instituição a qual represento. E por isso, não posso me exceder e começar a xingar juiz e adversários.

Dentro do escopo de gestão do diretor executivo está as categorias de base. Em meio a um caos financeiro que culminou até com a interrupção das atividades, quais ações você tem adotado para atenuar os impactos na formação de atletas e também nos ativos do Sport?

Hoje nós temos como gerente geral das categorias de base o Rodrigo Dias. E o nosso relacionamento é muito bom. Conversamos diversas vezes ao longo da semana. Temos um alinhamento muito forte. Cenário que não existia até 2018. Onde existia uma distância muito grande entre base e profissional.

É um trabalho conjunto. No final de 2019, me reuni com o Rodrigo e analisamos nome por nome de jogadores que poderiam servir ao profissional. Além disso, ajuda muito o Cesar Lucena ser técnico do Sub-20 e auxiliar do profissional. Pois facilita a integração de informações.

Mas infelizmente a situação financeira do Sport é muito delicada. E inviabiliza qualquer projeto de reestruturação das categorias de base. E por isso, o Sport teve que abrir mão de realizar investimentos na base para manter a sobrevivência do clube. O presidente costuma falar que tivemos que cortar na carne. E é mesmo. São decisões difíceis que praticamente não são tomadas. Elas acontecem por si só.

Ainda com todos os problemas temos conseguido abarcar o máximo de talentos e atenuar essa transição entre base e profissional. E a gente tem aos poucos tido retorno financeiro. Mas claro, esperamos ter retornos financeiros e técnicos ainda maiores no médio e longo prazo.

Tratado como uma das grandes promessas do Sport, Rafael é vendido a Ferroviária-SP e emprestado ao Cruzeiro
Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Como você lida com a visão mercadológica de pouca valoração de atletas formado no Sport?

Para mudar, acredito que seja necessário um longo tempo. Na minha visão o ideal é não dispender tanta energia querendo lutar contra o sistema. É mais vantajoso aceitar e buscar alternativas para que o clube consiga ter uma rentabilidade considerada justa. Porque não adianta brigar com a visão que está estabelecida no mercado. Muita gente fala: “o jogador saiu por x para o São Paulo ou Cruzeiro e, depois de 2 anos foi vendido pelo triplo”.

A marca dessas duas equipes está mais consolidada no mercado vendedor internacional. O Cruzeiro, por exemplo, tem um departamento voltado para desenvolver a marca internacionalmente. Então, veja, a marca é mais vista. A marca é mais valorizada. Ah, mas você então está falando que o São Paulo e o Cruzeiro são maiores que o Sport? Não é nada disso. Estou falando de valoração da marca. E isso é possível de se fazer no Sport. Mas precisamos de incentivo e de pessoas capazes de executar as estratégias.

Quais os principais pontos estabelecidos pelo planejamento estratégico do Sport para 2020-2021?

O planejamento do Sport está voltado para retorno técnico de curto e médio prazo. Para manter a saúde financeira e estrutural, o clube tem que permanecer por 4,5 anos consecutivos na Série A. Pois só dessa forma, o Sport poderá pensar em um projeto mais amplo e de longo prazo.

Mas não existe nenhum ponto que possa ser implementado em paralelo ao objetivo de permanência na Série A?

A implementação de um departamento de negociações internacionais que busque a valorização da marca Sport no cenário internacional é um passo importante para se almejar. Pois uma simples ação de realizar uma excursão com atletas das categorias de base para disputar competições na Holanda, Coréia do Sul e Rússia, contribuirá com uma vivência de jogo maior, enriquecimento cultural e consequentemente tornará o jogador mais completo.

E dessa forma, o atleta pode ter uma adaptação mais tênue em uma possível venda para o exterior. Uma vez que, já foi submetido a diversos contextos de escolas de futebol e cultura. E tudo isso, contribui para que haja uma maior valoração do ativo (jogador). Mas é uma ideia embrionária e que precisa ser melhor conversada.

Lucas Drubscky, diretor executivo do Sport
Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

No futebol a falta de uma comunicação institucional clara e objetiva é capaz de gerar ruídos. Dessa forma, se têm uma incompatibilização entre expectativa versus realidade. Como você costumar agir para evitar passar uma mensagem equivocada ao torcedor?

A gente precisa separar as informações que são necessárias de serem transmitidas e as confidenciais. Pois a gente sabe que a torcida e a imprensa querem ter acesso a todo e qualquer conteúdo. Mas algumas coisas não podem ser repassadas para a torcida e imprensa porque fazem parte do sigilo empresarial e contratual.

Mas existem determinados assuntos que necessitam ser transmitidos e há falhas no processo comunicativo. E essas falhas muitas das vezes podem ter origem na má interpretação. Uma vez que, o departamento de futebol quer passar uma mensagem com determinado contexto e o departamento de comunicação não captou o mote central e a mensagem é transmitida com outro viés.

Por vezes o departamento de comunicação aconselha o departamento de futebol a se expressar de determinada maneira e acontece o oposto. Outro fator é que as vezes o departamento de futebol é composto por muitas pessoas que se posicionam e não há uma conformidade de pensamento. E dessa forma o torcedor fica sem saber em quem acreditar. E isso gera um gasto de energia muito grande. Uma vez que causa transtorno e retrabalho.

Por isso, bato na tecla que é necessário a profissionalização de todos os setores do clube. Pois a partir do desenvolvimento de processos e métodos de trabalhos que devem ser seguidos por todos diminui as chances de gargalos.

A imprensa tem um papel importante na formação de opinião dos torcedores. A existência de profissionais que realizem análises fidedignas e com responsabilidade ajudaria a ter um futebol melhor?

Você foi perfeito na sua colocação. Se todo jornalista e profissional da imprensa pensasse dessa maneira a gente teria um futebol como produto muito mais atrativo. Porque na maioria das vezes nós temos um jogo como fruto do medo e que busca jogar por uma bola. Então é um jogo que possui poucas ideias, truncados e pautados na imposição física.

A imprensa tem responsabilidade na forma que o jogo é jogado sim. E como você bem falou, são grandes formadores de opinião e que muitas das vezes emitem opiniões errôneas, que, causam pressões descabidas e, influenciam as pessoas a tomarem decisões para o jogo ser o que é atualmente.

E da mesma maneira que tenho que estudar para ocupar o cargo de diretor executivo do Sport. O profissional de imprensa também tem que estudar para exercer a sua função. Porque é muito fácil falar de forma leviana e colocar em xeque o prato de comida de uma família.

Mas a gente tem vários bons exemplos como é o caso do Pedrinho, comentarista da Tv Globo/Sport Tv. Ele realiza análises e criticas com embasamento sobre o jogo de futebol. Uma melhor qualificação do profissional de imprensa vai gerar um ambiente melhor para se trabalhar no futebol. E consequentemente teremos um jogo melhor. Pois é um efeito em cascata.

E as iniciativas do Footure, Futebol Interativo, Universidade do Futebol são meios de disseminação de informação de maneira técnica. E ao abrir essa porta, a pessoa adquire embasamento para formar uma opinião.

Você atingiu muito jovem um cargo de grande relevância no futebol. Quais próximos desafios gostaria de ter na carreira de diretor executivo?

Verdade. Ostento o título de diretor executivo de futebol mais jovem das Séries A e B (risos). Eu tenho um desejo de trabalhar no exterior. A Major League Soccer (MLS) é um mercado muito promissor. O próprio André Zanotta saiu do Grêmio para trabalhar no FC Dallas. E vejo com bons olhos o crescimento da liga. Seria algo muito desafiador.

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Jonatan Cavalcante

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1 comentário

  1. “Qual o perfil dos atletas para executar as ideias de jogo do técnico?”

    Como definir isso, se ao longo do ano passam 3/4 treinadores por lá? As vezes, uns com ideias radicalmente opostas ao outro.
    Cenário complicado.
    Mas foi uma bela entrevista.
    Parabéns

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