GUIA DA CHAMPIONS: Real Madrid e Manchester City

Guardiola e Zidane se enfrentam em contextos diferentes, mas na busca da glória com Real Madrid e Manchester City

O reencontro entre Real Madrid e Manchester City na Liga dos Campeões parece bastante simbólico e por questões distintas. Naquele distante 2016, os comandados de Zidane começavam o início de sua dinastia com três conquistas em sequência, enquanto o time de Manuel Pellegrini não conseguiu se impor em nenhum momento das partidas e foi eliminado.

A punição da UEFA com o City pode ser tratado como algo que tira o peso do clube e Guardiola, talvez, vá agradecer em breve. Enquanto isso, na Espanha, o clube da capital reencontra seu melhor futebol – bem diferente do momento em que foi realizado o sorteio.

Para nos apresentar os Merengues e os Citizens, convidamos Bruna Mendes, integrante do El Rondo, e Lucas Filus, participante do God Save The Game.


REAL MADRID EM RECONSTRUÇÃO BUSCA A GLÓRIA NOVAMENTE

Depois de todo o desastre que foi o 2018/19 do Real Madrid, a atual temporada começou com diversas incógnitas. Após a saída de Cristiano Ronaldo em 2018, Florentino Perez não trouxe nenhuma reposição à altura, e com isso, deixou a entender que a equipe tinha jogadores suficientes para manter o nível de competitividade demonstrado nos últimos anos.

Com tantas mudanças na parte técnica e tática, o coletivo não engrenou e vimos um Karim Benzema se soltar ainda mais dentro de campo, chamando toda a responsabilidade que muitos pensaram ser imposta por Gareth Bale. O francês manteve as boas performances, continua sendo o principal jogador da equipe no ataque e soma 18 gols e nove assistências em 32 jogos na atual temporada.

Para suprir uma posição que era necessária não só dentro das quatro linhas, mas também fora delas, o Madrid foi atrás de um sonho antigo e tirou Eden Hazard do Chelsea. Depois da janela de verão a torcida ficou ainda mais esperançosa, pois a contratação da estrela belga fez com que a equipe voltasse a ter uma referência de um craque no time titular, ao lado de Benzema.

O começo foi difícil. A pré-temporada deixou claro que Zidane teria muito trabalho para corrigir os problemas da equipe – principalmente defensivamente, setor no qual o time vinha tendo mais complicações.

O time titular do Real Madrid muda a todo instante, principalmente no ataque, setor onde Zidane tem mais peças disponíveis para encaixar. O trio Casemiro, Kroos e Valverde foi titular em 14 partidas nessa temporada, e o Real Madrid não perdeu nenhuma delas. Essa estatística só deixa mais claro que Zidane não deve mudar o meio-campo que traz tantos resultados para a equipe. Dessa forma, o francês terá dois principais esquemas na sua cabeça: 4-3-3 ou 4-4-2, geralmente utilizado em losango. A grande dúvida do time titular segue sendo o ponta direita, e como é uma questão tão discutida, Zizou pode acabar pensando na experiência e optando por Bale no 4-3-3 ou Isco no 4-4-2.

Começo conturbado e sistema defensivo ajustado

Além de não conseguir vencer nenhum dos dois primeiros jogos da Champions League pela primeira vez na história, o Madrid sofreu bastante com falhas que envolveram a defesa em momentos decisivos. Isso fez com que os merengues, na busca pelo título espanhol, deixassem pontos preciosos para trás. Entretanto, conforme a temporada foi se desenrolando, o técnico francês conseguiu potencializar seus defensores, e o desempenho no setor melhorou significativamente.

Contando com um Courtois em alto nível novamente, o número de gols sofridos diminuiu e o alto nível da defesa se tornou uma das chaves da equipe para manter a regularidade – processo de extrema importância em um campeonato de pontos corridos. Essa solidez se tornou ainda mais significativa quando terminaram o primeiro turno da La Liga com uma das melhores marcas defensiva da equipe na história.

Problemas no ataque e a “Benzemadependência”

Apesar de toda a evolução em relação a última temporada, o Madrid se tornou ainda mais refém de Karim Benzema. O francês é parte essencial do quesito ofensivo da equipe, fazendo triangulações e saindo da área para abrir espaços entre os zagueiros. O grande problema é o time não contar com um finalizador para acompanhar e associar com o francês, deixando o time dependente de Benzema para criar chances e também concluir as jogadas.

O mapa de calor do atacante Karim Benzema em 19/20 (Arte/Sofascore)

Com um centroavante tão associativo em campo, os meias e os pontas precisam estar a todo momento atentos aos movimentos do camisa 9, e com isso adentrando mais a área. O único meia da equipe que consegue oferecer essa agressividade é Fede Valverde, nessa circunstância o jovem uruguaio se tornou a grande surpresa da equipe na temporada, pois apresentou em campo essa intensidade que o time precisava no box-to-box.

Fede Valverde

Mesmo com a posse da bola na maioria do tempo, as movimentações e as circulações do coletivo são lentas, facilitando que a marcação adversária se encaixe sem muitas dificuldades.

É nítido como as jogadas individuais se transformaram na grande forma do Real Madrid produzir seus gols, porque o grande diferencial da equipe vem a partir dessas situações, e é aí que entra Eden Hazard. Depois de ficar quase três meses fora, o camisa 7 voltou recentemente de lesão e já no seu primeiro jogo do ano mostrou a importância que tem dentro do time. No empate contra o Celta agregou bastante no sentido associativo e incisivo, trabalhando bem junto com Benzema, e criando chances para seus companheiros finalizar.

A falta de um ponta direita em alto nível traz ainda mais deficiências para o Madrid atacar. Gareth Bale não faz uma boa temporada e os jovens – apesar de oferecerem mais do que o galês nas chances que receberam – não têm total confiança do Zidane. Ainda que Lucas Vázquez – por contribuir no setor defensivo, reduzindo espaços do ponta adversário e ser extremamente fiel ao sistema – seja o favorito de Zidane, não tem a mesma qualidade que outras opções do elenco para mudar a intensidade do jogo. Esse aspecto é visto com bastante clareza quando Rodrygo e Vinícius entram e desequilibram. O banco de reservas chega para ser uma forma de desafogar se algo na equipe titular não corresponder.

A ascensão de Vinícius Jr. era esperada conforme ele foi ganhando minutos. Quem acompanha o time semanalmente percebe nos mínimos detalhes como o Real Madrid é uma equipe previsível, e os brasileiros, principalmente Vinícius, transformam todo esse cenário, seja rompendo linhas ou dominando o adversário através de dribles. Apesar da oscilação, que se torna normal pensando em um jogador de apenas 19 anos, toda a agressividade que a equipe necessita no ataque Vinícius proporciona. Seu trabalho em espaços reduzidos é notável e virtuoso, porém é evidente que Zidane não tem plena confiança no jogador. Vimos bastante situações que exemplificam isso quando o ex-Flamengo fez grandes jogos e não conseguiu ter uma sequência no time titular, sem conseguir aproveitar 100% a ausência de Hazard.

Pelo jogo contra a Real Sociedad nas quartas da Copa del Rey, o brasileiro elevou o nível da equipe e foi o melhor jogador nos 90 minutos, chamando a responsabilidade, impondo sua personalidade e demonstrando total condição de lidar com situações adversas dentro de campo. De qualquer forma, o brasileiro se torna a grande arma saindo do banco de reservas, e, analisando tudo que ele possibilita em campo, seu futebol pode ser fundamental para uma mudança tática e técnica dentro desse confronto.

Vini – Mendy – Benzema, gol contra o Atleti (Fonte: Twitter da LaLiga)

O jogo sem a bola e a importância de Casemiro

Zidane pede sempre para que a equipe suba a marcação quando está sem a bola. A pressão alta é fundamental no jogo merengue, pois além de possibilitar uma situação de ataque ao tomar a posse já no último terço do campo, faz com que a equipe feche espaços ao pressionar a saída do adversário, deixando os jogadores que estão na base da jogada sem muitas opções.

Casemiro e Mendy estão bem regulares na temporada e são os principais responsáveis pelo alto nível da equipe na defesa – o volante brasileiro é considerado por muitos o jogador mais importante da equipe. Ocupando espaços na frente da área, Casemiro cobre a maioria dos seus companheiros. Seu posicionamento em campo, na maioria das vezes, impede que qualquer erro se transforme em chances para o adversário. Desde 2016 percebemos as dificuldades que o clube enfrentava para substituir o brasileiro, e depois que Marcos Llorente foi vendido ao rival Atleti, Casemiro se manteve como o único jogador do elenco que consegue, de fato, contribuir para o que é exigido nos últimos anos.

É bastante característico na história do clube que os defensores auxiliem também no setor ofensivo. Além dos laterais serem fundamentais para conseguir certa profundidade, notamos em diversas situações, quando o time necessita, Sergio Ramos se apresentando ofensivamente. Tal contexto seria ainda mais agradável para o adversário se não existisse Casemiro. Toda essa estratégia deixa espaços no primeiro terço e consequentemente gera ocasiões de contra-ataque para os adversários, sendo uma das formas mais acessíveis de atacar o time de Zidane se feito de maneira certa. Quando alguém é desarmado ou erra um passe, o peso caí nas costas do camisa 14. O mesmo precisa se desdobrar ao sair do meio para ocupar a faixa que será contra-atacada para dar tempo do seu companheiro de equipe recompor a defesa.

A eliminação precoce na Copa del Rey demonstrou claramente a falta que o time sente do volante brasileiro quando ele não está presente, ainda mais com Marcelo em campo – lateral que apoia bastante e nem sempre consegue voltar a tempo para recompor.

Os gols da Real Sociedad

Na véspera do grande jogo das oitavas contra o Manchester City, o Madrid teve de lidar com algumas dificuldades defensivas e isso preocupa, pois é o ponto mais forte da equipe na temporada e principalmente em 2020. Quando um sistema é utilizado da mesma forma sempre, acaba ficando muito previsível, e quando Zidane pediu demissão justificou a não-permanência retratando que o time precisava de mudanças, tanto na parte tática quanto na parte técnica. A esperança é que nesse tempo em que o treinador ficou fora, tenha conseguido nutrir táticas e estratégias para inovar e remodelar toda essa situação que ele mesmo enxergou quando saiu.

Situações do confronto

O setor defensivo do Manchester City é talvez a principal deficiência da equipe na atual temporada, e em contra partida o setor ofensivo do Real Madrid deixa bastante a desejar. Conseguir atacar, literalmente, a deficiência do adversário e expor o mínimo dos seus pontos fracos nos 180 minutos tem tudo para ser uma superação para Zidane no duelo contra os ingleses. O confronto envolve um time que nunca chegou em uma final e bateu na trave diversas vezes nos últimos anos, e outro que foi campeão quatro vezes nesse mesmo tempo. O fator psicológico em partidas desse nível conta bastante e, além da tática, a grande força do Madrid é confiar que suas estrelas darão o máximo para voltar a vencer nas grandes noites de Champions – assim como foi no tricampeonato.

Zidane não é o técnico mais brilhante do mundo quando se trata de estratégias, mas, além de tudo, ele sabe muito bem como motivar cada um de seus jogadores e como potencializar seus medalhões, isso é um dos pontos mais fortes do treinador tricampeão.


MANCHESTER CITY DESGASTADO EM BUSCA DA REDENÇÃO

Sob o comando de Pep Guardiola, o Manchester City se transformou em um dos melhores times da história da Premier League. Conquistou o campeonato duas vezes, marcou essa ‘era’ no coração do torcedor e cativou muita gente. Mas na temporada atual vem dando impressões mais desgastadas, com uma queda em praticamente todos os aspectos. A ascensão do Liverpool a níveis inimagináveis também não ajuda nessa percepção.

A diferença para os Reds – 25 pontos – não representa a distância real entre as equipes em termos de desempenho, até por algumas variáveis infelizes terem determinado negativamente os resultados dos citizens, então precisamos estar cientes de que ali existe um elenco de altíssimo nível. Jogadores que atingiram patamares gigantescos nos últimos anos, um treinador que é referência histórica no futebol e a capacidade de, ainda mais em dois jogos, superar qualquer adversário.

Teve perrengues durante 19/20 e pagou caro por isso, se distanciando da posição que ocupavam em tabela e reputação há pouco tempo, mas recentemente vem dando sinais de recuperação da competitividade. Apesar de chegar para o embate com o Real Madrid sem o favoritismo, apresenta as condições de buscar a classificação.

A possível escalação do City para enfrentar o Real Madrid (Arte/Tactical Pad)

Você pode ter se surpreendido com a imagem acima. O City de Pep não atuava sempre em um conhecido e bem treinado 4-3-3? Ainda podemos considerá-la como a tática padrão, mas as melhorias nos fatores que eram problemas vieram justamente com uma mudança para o 4-2-3-1. Mais pra frente vamos entender esse lado. Agora, foco nas valências de um time que cuida da bola como poucos no mundo.

A “saída em quadrado” do Manchester City

Como é de se esperar, a posse tem extrema importância em qualquer estratégia. Éderson de vez em quando utiliza sua qualidade em lançamentos longos, mas a prioridade é fazer uma saída bem estruturada por baixo, envolvendo defensores e meias recuados em zonas de risco para atrair a marcação e abrir espaços lá na frente. Os zagueiros costumam abrir o posicionamento, ficando cada um em uma extremidade da área, e geram uma conexão com os dois ‘volantes’ – se é que podemos chamar assim.

Tendo quatro jogadores de linha e um goleiro-líbero para construir, fica difícil impedi-los de avançar as jogadas e estabelecer as bases para dominar o campo ofensivo. Mesmo tendo um trabalho muito forte e organizado de pressão alta, a probabilidade de erros com peças excelentes e uma esquematização melhor ainda é baixa. É sempre um cenário de superioridade ou igualdade numérica, com o benefício de serem técnicos o suficiente para fugir da pegada do oponente com tranquilidade.

A construção se dá de várias formas, mas muitas vezes tem dois meias, dois zagueiros e o goleiro criando superioridades; os laterais oferecem suporte para passes mais agudos na intermediária.

As peças-chave na criação

Chegando em posições próximas do gol, o City pode agredir com um um jogo relativamente direto ou trocar passes com intensidade até que as brechas apareçam. O que muitas vezes ocorre quando a supracitada saída de bola é bem executada? Atletas como De Bruyne e Bernardo Silva, cientes do que estava sendo feito, já ocupam espaços atrás da linha de pressão adversária – geralmente perto do círculo central – e recebem em plenas condições de acelerar e criar chances contra uma estrutura já defasada.

Quando o panorama não favorece a velocidade nos ataques, o já famoso 2-3-5 aparece. Dois zagueiros, dois ‘volantes’ e um lateral invertido (normalmente Kyle Walker) servindo de apoio para o quinteto que sistematicamente quebra as defesas. As peças ocupam espaços pré-estabelecidos em treinamento e executam jogadas claramente ensaiadas, passando até a impressão de algo robotizado, automático. É comum observar os azuis marcando ‘o mesmo tipo de gol’ em várias oportunidades.

Há também uma tentativa de povoar o meio de forma que se abram lacunas nas laterais, onde abusam dos cruzamentos e passes mais incisivos. Em trocas de posição coordenadas, De Bruyne pinta por ali e distribui assistências como as 16 que já registrou nesta edição do Campeonato Inglês (deve bater recorde por lá). Por ser um sistema seguido tão à risca e capaz de naturalmente superar a maioria das equipes, pontualmente (agora, na verdade, é até recorrente) a ausência de lances ‘diferentes’, trazidos do imaginário criativo do jogador, é sentida.

E, se os artifícios mecânicos que os levaram para um patamar tão alto não funcionam em algumas partidas, os atletas demonstram de certo modo a sensação de estarem perdidos e frustrados. A ver se isso vai pesar contra o Real.

É válido destacar que o City tem cinco jogadores com mais de sete gols (Mahrez, De Bruyne, Jesus, Sterling e Aguero) e três com mais de sete assistências (Mahrez, David Silva, De Bruyne) na temporada, sinal de ampla aptidão ofensiva.

A posse de bola gira em torno dos 60% em todas as competições que disputa e o acerto nos passes pela Champions é de 90%. Tem uma média de 618 passes curtos por partida. Técnica acima da média.

Defender se tornou um problema

Mas nem tudo são flores. E os reais problemas surgem quando a bola não está sob a regência do time de Manchester. A transição defensiva não é das mais seguras e está evidente o uso das faltas táticas para brecar contragolpes sem tanto esforço coletivo – esse que acontece nos primeiros segundos do adversário com a posse, quando tentam recuperar na pressão, mas aí em diante o panorama muda.

Se o oponente tem a mínima qualidade e coragem pra fugir da marcação inicial e agressiva do City, pode encontrar campo aberto pela frente e colocar os defensores em situações caóticas. E ali ninguém está se dando muito bem, considerando o improviso de Fernandinho na zaga e a titularidade de Otamendi pela lesão do confiável Laporte – que voltou aos gramados a uma semana da UCL, para alívio do torcedor.

Situação que não ocorreu poucas vezes na temporada do City: transição defensiva desorganizada.

Falta também um líder, como a saída de Kompany comprovou. Aquela figura capaz de conduzir a postura dos companheiros, garantir que a linha suba conforme a pressão alta se inicia e manter a proximidade entre os setores. O espaçamento é um fator que vem marcando negativamente a temporada.

Aí entram em cena os pontos fortes do possível uso do 4-2-3-1. Se no 4-3-3 é normal ver dois zagueiros e apenas um meia sofrendo pra marcar a transição (ainda mais se o meia for Rodri, mais passivo e menos imponente em relação a Fernandinho), com essa nova formação a estrutura naturalmente oferece reforço na compactação. Não que a divisão posicional seja valiosa, principalmente com um treinador ‘coletivo’ como Pep, mas só pra termos uma noção: é como se existissem dois blocos, os 6 da soma 4+2 e os 4 da soma 3+1.

O primeiro bloco para dar maior segurança defensiva, reduzir as possibilidades daquele cenário caótico e fazer com que o ataque jogue mais tranquilo, menos preocupado com a frequente bagunça lá atrás. E o segundo bloco para decidir os confrontos, com capacidade suficiente de superar pequenos desafios – os pontas mais longe do gol, por exemplo – e colocar a bola na rede. Como vem sendo demonstrado em alguns momentos, o City pode adotar um 4-4-2 sem bola e se transformar em um conjunto mais sólido. Isso é necessário em um mata-mata de UCL.

Em algumas partidas ou situações pontuais, Guardiola optou por fechar mais a equipe com dois meias recuados e uma marcação compacta no 4-4-2.

Mais ainda se do outro lado está o maior vencedor da competição, dono de quatro dos últimos seis troféus. O caminho para os citizens pode ser estabelecer o jogo que gostam de fazer, dominando o terreno ofensivo e criando espaços de forma automática, mas o monstro que está pela frente é de outra dimensão. O Real Madrid em termos de sistema fica abaixo do próprio City, só que tem enraizada a famosa ‘hierarquia técnica’, simbolizada por craques como Kroos, Modric e Benzema.

Eles conseguem por si tomar controle das partidas independente das circunstâncias, algo que os comandados de Guardiola não possuem. Em Manchester, quem manda é o sistema e os atletas desempenham um papel fantástico, mas menos dominante. Em Madrid, quem manda são os atletas e eles costumam fazer as melhores performances em momentos pesados. Ou seja, é bem possível que a versão menos ‘total football’ do City precise ficar de lado para um jogo mais cauteloso, consistente e vertical. Com tudo passando pela visão espetacular e os pés calibrados de De Bruyne. Vai ser duro para ambos os clubes.

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