Fernando Prass: “O futebol serve para escancarar o problema de intolerância da nossa sociedade”

Em entrevista exclusiva, o goleiro Fernando Prass, conhecido por ser politicamente engajado e ter ideias diferentes dentro do futebol, abordou temas como sociedade, política e tática

Aos 41 anos, o gaúcho Fernando Büttendender Prass, vivendo o que considera o auge físico, segue contrariando as estatísticas. Sustentando o posto de ídolo palmeirense desde 2015, ano em que o clube começou sua reestruturação, o goleiro não vê problemas em considerar-se como minoria no futebol, tampouco se recusa em falar sobre política, psicologia e tática.

Nacionalmente respeitado pelos títulos conquistados e conhecido por ser um jogador politicamente engajado, Fernando Prass, em entrevista realizada no Centro de Treinamento do Palmeiras, abordou pautas sociais, relembrou a polêmica que envolveu Jair Bolsonaro e revelou qual o melhor treinador com quem trabalhou.

Em seguida, a entrevista concedida ao Footure pelo goleiro revelado pelo Grêmio e vencedor de dois Campeonatos Brasileiros e duas Copas do Brasil:

Footure: O que você costuma fazer quando está na concentração?

Fernando Prass: Sempre tem um ou outro jogador que fica conversando ou alguém da comissão, da Análise de Desempenho. A gente conversa sobre futebol porque, normalmente, a gente está vendo sobre futebol. E aí, começa a conversar de assuntos variados, mas, invariavelmente, entra no futebol. Às vezes é sobre uma situação que a gente viu em algum time, um adversário nosso… às vezes alguma coisa até em cima do nosso próprio time. Até sobre perspectivas minhas que eu tenho como jogador, que eles, que não foram jogadores, não têm. Isso é uma coisa que a gente já conversou, que é legal ter esse feedback de um atleta, de quem esteve lá dentro, porque, realmente, as percepções são diferentes. E acho que a percepção do goleiro é ainda mais diferente do que de qualquer outro jogador, porque ele vê o jogo por um outro ângulo. Ninguém vê o jogo por inteiro como o goleiro vê.  

Você ainda faz parte do Clube dos Capitães? Qual o intuito do projeto? 

Sim. É manter o pessoal orientado em relação ao que está acontecendo enquanto categoria. Tem um canal aberto para alguma reclamação, alguma sugestão, porque, hoje em dia, apesar da facilidade de comunicação, é difícil juntar todo mundo. Às vezes tu até consegue juntar algumas pessoas, mas elas estão totalmente desconexas das ideias, do que está se passando. Então, tu ter um grupo mais ou menos mantido com as mesmas pessoas durante um tempo, começa a ficar uma coisa mais sistemática, uma coisa que anda mais fácil do que, de ano em ano, de 6 em 6 meses, ficar mudando todo mundo.

Por mais que digam que deu errado, o Bom Senso foi importante para a discussão de pautas. Valeu a pena?

Não concordo que não deu certo. Eu acho que deu certo. Tanto é que se mudou o calendário e, para o ano que vem, se prometeu que vão respeitar as Datas FIFA. E antes não existia nem discussão em relação a isso. A questão do fair play financeiro se plantou uma semente, mas aí vai da boa vontade das pessoas que comandam e dos clubes, também, para criar mecanismos que, além de delinear o que se tem que ser cumprido, tem que ter uma série de punições. Se não tiver punição, fica sem nexo, e acho que isso é a maior dificuldade. A conivência de algumas pessoas com a bagunça. 

Tem o exemplo do Figueirense. O Figueirense fez uma greve esse ano, em 2019, que teve salário atrasado, mas é salário de 2018, 2017. O Figueirense ficou devendo 2017, inscreveu novos jogadores, se inscreveu na competição, aí deveu 2018, não pagou 2017, se inscreveu na competição de 2019, inscreveu novos jogadores… o mínimo que deveria ser feito é proibir de inscrever novos jogadores. Eu uso uma analogia, uma comparação: tu financia um carro no banco X e deixa de pagar. Tu não vai conseguir bater na porta dos caras e financiar outro carro, eles não vão te dar crédito. Aqui no Brasil sempre se procura fazer um jeitinho e as pessoas não se atentam que o mais prejudicado e o único prejudicado é o clube. Vão falar “Ah, mas os jogadores também não vão receber”. Não recebe agora, porque ele vai entrar na Justiça e vai receber. O único prejudicado dessa situação toda é o clube, e a gente vê clubes em calamidade, que, se fossem empresas, estariam falidas ou em recuperação judicial.

Sobre o caso do Figueirense, o que pensa sobre a atitude dos jogadores? Faria o mesmo?

É difícil falar para quem não está lá dentro. Cada um sabe onde o calo aperta. Eu, falando no lugar de outra pessoa, é muito fácil. Mas, pelo que eu acompanhei, chegou a um ponto insustentável, que a própria empresa que era gestora do futebol do Figueirense entregou, não dava mais satisfação, não dava mais apoio nenhum e deixou o barco à deriva. E aí, tiveram que chegar ao extremo de fazer o que fizeram. Como eu te falei, não sei qual atitude tomaria porque eu não estou lá e não sei o dia a dia de cada um, o dia a dia do clube e realmente como aconteceram essas promessas. Mas tanto é que a empresa saiu, até pediu o desligamento da Série B e o clube conseguiu reverter essa situação. Eu acho que foi uma atitude muito aceitável deles e até com uma paciência de se louvar. 

Qual a importância de um jogador de um futebol ser engajado social e politicamente?

Acho que às vezes não é muito interessante para quem comanda isso, e não falo só no futebol. Na sociedade também. Isso a gente sabe que, culturalmente, os países que foram mais opressores com sua população, com regimes ditatoriais, eles têm e sempre tiveram a intenção de deixar o povo quanto mais ignorante melhor. E o jogador fica ignorante, mas é por acomodação, por conveniência. O jogador que eu falo é o jogador de elite, que é o que tem uma voz ativa. Porque não adianta o cara da Série D, Série C se posicionar porque não vai ter repercussão. O cara da Série A, do topo da pirâmide, muitas vezes a crise não bate à sua porta, não bate na porta do filho, o filho não passa necessidade, então ele se acomoda e até se acovarda. Acaba não se posicionando e meio que se alienando da realidade que é o futebol. 

E, também, a gente às vezes se esconde por medo das críticas. Eu mesmo, o pessoal do Bom Senso todo, o Alex, Dida, Paulo André, Juan… nós fomos criticados por muitas pessoas porque a gente estava levantando uma bandeira e chamavam a gente de hipócrita porque a gente vivia uma realidade financeira excepcional e fazia algumas reclamações. Mas é aí é que está: tu tem que brigar, é uma minoria que briga pela maioria, e a minoria somos nós, que temos voz ativa. Para nós, era muito cômodo se calar. Não ia prejudicar minha família, nem a família de muitos jogadores de Série A, mas, quem entra numa situação dessas, que dá a cara, que expõe, que emite opinião, sempre está sujeito às críticas das mais variadas. Eu vi algumas pessoas chamando a gente de projeto de sindicalistas. São pessoas, por ignorância ou por interesses, que tentam diminuir alguma opinião que foge um pouco do comum do que é o meio do futebol.

Prass: “Eu não consegui nem encostar na taça” (Foto: Getty Images)

Apesar de nunca ter declarado sua ideologia política, suas visões parecem ser contrárias às de Jair Bolsonaro. É isso mesmo

O pessoal criou uma polêmica no campeonato do ano passado, que ele, como simpatizante do Palmeiras e Presidente da República, subiu para entregar o troféu. Mas as pessoas, não sei se por ignorância ou por interesse, tiram um pouco do conceito. Na semana da decisão, nós já tínhamos sido campeões e a festa ia ser no Allianz. Nos reuniram aqui, nos explicaram tudo o que tinha que ser feito, o cronograma da premiação. Era para o campo estar limpo. Nenhum familiar poderia entrar para que não tivesse confusão, para que ficasse uma imagem limpa para a televisão. Então, nossas famílias, que são os mais importantes, não poderiam estar ali. E aí, nada mais natural que o Presidente da República entregue o troféu para o campeão do país. Só que, depois, virou uma bagunça. Trezentos assessores, trezentos seguranças, e eu não consegui nem encostar na taça. 

O que eu critiquei foi isso, a organização da CBF em relação a premiação. Não pelo Presidente estar lá. Mas óbvio que, ideologicamente, eu discordo de muitas coisas, concordo com outras, assim como do governo passado. Hoje, se tu concorda com Bolsonaro, é anti-PT, se concorda com alguma coisa do PT, tu é anti-Bolsonaro, e acho que as pessoas estão ficando muito abitoladas, radicais, intransigentes. Acho que não tem nada a ver. Tu pode compactuar de algumas ideias e discordar completamente de outras. Isso não te faz inimigo de um e nem aliado de outro.

No Chile, a situação política é conturbada e o povo está lutando por seus direitos. O que pensa sobre os jogadores que se calam neste momento?

É difícil opinar de longe. Eu acho que um jogador, como qualquer pessoa da sociedade, tem o direito, não obrigação, de se posicionar. Óbvio que, quando você fala dos jogadores do Chile, você fala do alto escalão, porque tem essa visão de que todo jogador é bem de grana, bem de vida. Quando o país está numa draga, economia ruim, saúde ruim, educação ruim, transporte ruim… só que teu filho estuda em escola particular, tu anda num carro top, mora num prédio com segurança particular, tu não necessita tanto do Estado como as outras pessoas, e aí tu te isenta de participar do teu país. Tu vive num país à parte, numa bolha, só que essa bolha não é instransponível. Uma hora ou outra tu vai sentir o reflexo desse problema social que o país tem.

Acho que as pessoas não poderiam esperar acontecer alguma coisa próxima de si para se posicionar. O ideal era que se posicionassem, mas aí entra o comodismo, entra até o medo de se expor. Porque é cobrado, do jogador de futebol, que tenha uma aura de super-herói. Ele tem que ter o comportamento perfeito, tem que ter uma postura perfeita, não pode perder a cabeça, não pode errar. Acho que o jogador se resguarda um pouco por causa disso.

Bruno Henrique foi protagonista de dois casos recentes com a torcida do Palmeiras, onde foi cobrado em seu dia de folga e teve a esposa agredida na Arena da Baixada. O que pensa sobre o caso?

Eu acho que isso não é problema exclusivo do futebol. Só que no futebol as coisas tomam uma proporção muito maior. Muitas pessoas já devem ter tido a esposa de algum amigo agredida, assaltada, com algum tipo de violência, e não se tem a repercussão, essa dramaticidade toda que se tem no meio do futebol. A gente, óbvio, tem uma mídia maior em cima da gente, mas isso é um problema do país inteiro, um problema social. O futebol, às vezes, serve para escancarar esse problema de intolerância, de violência, de desequilíbrio que a gente está passando pela nossa sociedade. 

O futebol estuda diariamente o lado técnico e tático, mas raramente oferece apoio psicológico aos jogadores. Como melhorar o lado mental em um ambiente onde a cobrança é enorme?

Até vou usar uma ideia de um treinador que está em alta no Brasil, o Jorge Jesus. Me lembro quando trabalhei com ele, em Portugal, em 2005, 2006, e ele falava com a gente. Sistemas táticos é 4-3-3, 3-5-2, 4-4-2 em losango, em quadrado, 4-1-4-1, 4-3-2-1… inventaram todas as nomenclaturas já. Parte física: os caras corriam, na década de 50, 4,5 km, depois foi para 7 km, depois, na década de 2000, 10 km. Agora, em 2010, 12 km, e aí as pessoas acham que parou. Não, continuam correndo os 12 km, mas as ações de alta intensidade, que eram 20 num jogo, agora são 60 ações de intensidade. 

Então, parte tática e física não tem para onde evoluir, e ele sempre falava que uma das coisas que tem mais margem para evolução é a parte mental. Sinceramente, até hoje, eu não tive nenhum clube que conseguisse, com qualidade, com resultado, para trabalhar a parte mental. A gente sempre tem aquelas dinâmicas de grupo, um ou outro psicólogo, mas, no futebol, eu ainda não consegui trabalhar com ninguém que realmente eu sentisse uma eficiência grande. 

Qual o melhor treinador com quem trabalhou?

No começo do ano eu cheguei a comentar que o melhor treinador com que trabalhei era o Jorge Jesus. 

Normalmente, quando o jogador expõe sentimentos ou pede, por exemplo, uma renovação de contrato, é chamado de mercenário. Qual a sua opinião sobre essarobotização do atleta?

Isso é cultural, né. Se criou uma imagem, se criou uma cultura, e é difícil tu mudar isso. Muitas vezes, também, por culpa do jogador que não conseguiu gerir de uma maneira correta sua carreira. Porque tu está num clube e o clube não quer renovar com o jogador, todo mundo fala “É natural, futebol é assim, jogador não pode ficar bravo, não pode ficar triste porque faz parte do futebol”. Agora, se acontece ao contrário, se o clube quer e o jogador não quer ficar, ele é taxado de mercenário. Então, acho que cabe ao jogador, também, trabalhar para mudar essa imagem, e aí sai da acomodação, se expõe um pouco mais, consegue expor suas ideias de uma forma mais clara… isso tudo sai do comodismo. Mas, como se trata de futebol, é difícil as pessoas, principalmente torcedor, entender isso. Ele cobra uma fidelidade que, hoje, na profissão que virou o futebol, é praticamente impossível.

Aos 41 anos e na reserva do Palmeiras, pensa em se aposentar?

Depois que tu passa dos 35, 36 anos, tu pensa em se aposentar, mas eu não coloquei prazo, não coloquei meta nenhuma. Eu pretendo jogar ano a ano. Chego no final do ano, vejo como é que eu estou, se estou me sentindo bem, se eu estou rendendo bem, que é o mais importante. Não tenho planos de parar de jogar no ano que vem, vou continuar jogando. É que eu não estou atuando como titular, então fica difícil de falar da parte técnica, só nos jogos que as pessoas podem ver, mas, fisicamente, eu me sinto em uma das minhas melhores formas. Tanto que, nos dados que tem aqui de percentual de gordura, é o mais baixo que eu já tive. Nível de força, de potência… eu fiz um trabalho desses que o Palmeiras fez a reestruturação de 2015 para 2016, para manter os níveis de força e potência, que é o que a gente perde com a idade, e eu consegui aumentar em torno de 20%. O trabalho foi até acima das expectativas que eu tinha.

Você declarou que fez cursos de Gestão Esportiva e administração, além do desejo de morar fora do país para estudar algo que não seja sobre futebol. Quais os planos para o futuro?

Eu fui para o Grêmio em 1991, são 28 anos. Estar 28 anos no futebol, em um mundo tão fechado que é esse… é diferente de uma outra profissão que tu conhece outras pessoas, interage. Então, é difícil vislumbrar alguma coisa fora do futebol. A minha ideia, quando parasse de jogar, era morar um ano fora do Brasil, conhecer alguma situação totalmente fora do futebol, para, daí, poder botar na balança. Parando um ano, estudando, morando fora, experimentando outras coisas, eu vou poder falar “Experimentei Economia, Gestão, Administração, mas o que eu quero é futebol”. Mas eu fiz esses dois cursos porque são coisas que estão no meu dia a dia. É mais fácil eu assimilar, eu absorver essas coisas.

Para Prass, é necessário um modelo de jogo concreto para que o goleiro possa jogar com os pés (Foto: Getty Images)

No futebol mundial, goleiros que saibam jogar com os pés ganham cada vez mais protagonismo. Acha que é fundamental?

Eu acho que é fundamental, hoje, saber jogar com os pés, mas tudo depende do sistema do teu time também. Eu sempre falo isso. Se tu pegar o Neuer, que é um goleiro que joga bem com os pés, o Guardiola implantou o sistema de jogo. Acho que depende muito disso. Tu pode trazer o Neuer para botar aqui. Se tu botar em algum time do Brasil que não tenha um sistema tático, uma organização para jogar, para dar opção para o goleiro, ele não vai conseguir jogar. 

Muitas vezes a gente vê um zagueiro tendo tranquilidade para jogar que, às vezes, um goleiro não tem, mas as pessoas não se atentam muito bem a isso. O zagueiro, quando recebe a bola, pode ter uma linha de passe lateral para a esquerda, uma linha frontal, uma linha lateral para a direita, uma bola longa, um toque de lado… e, se todas as opções forem fechadas para ele, ele dá um tapinha para trás que o goleiro está ali, porque ninguém marca o goleiro antes de receber a bola. O goleiro, não. Se te fecharem um passe lateral para a direita, lateral para a esquerda e uma bola frontal, tu não pode dar o passe para trás porque não tem linha de passe. É a mesma coisa que proibir os jogadores de linha de darem passe para trás ou lateral, só passe para frente. É muito mais difícil. E tu, levando isso num time que não tem a formatação para dar duas ou três opções para o goleiro, nenhum goleiro vai jogar com os pés. Mas eu ainda acho que o primordial do goleiro é o jogo com as mãos. 

Tem alguma opinião formada sobre o projeto de clubes-empresa?

Eu vi algumas coisas, ouvi alguns podcasts, conversei com algumas pessoas. Pelo que eu consegui ouvir de especialistas, dizem que o texto que o Maia está propondo é muito subjetivo, é muito amplo, muito genérico. Eu acho que é importante a opção por clube-empresa porque te dá a possibilidade de fazer a captação de recurso. 

Hoje em dia, o cara só consegue colocar dinheiro no futebol se for patrocinador, se tiver uma marca. Agora, se tem um investidor que vai pagar, vai participar da gestão do clube, vai botar dinheiro e vai recolher os dividendos, aí é diferente. No Brasil, hoje, não tem legislação para isso, o cara não pode investir no Brasil. Mas acho que, acima de tudo, pode ser clube-empresa. Tem o exemplo do Figueirense, que se deu mal, e tem exemplos de sociedades esportivas, que nem o Palmeiras, que nem o Flamengo, que nem o Grêmio, que deram certo. Então, muito mais que o modelo de gestão, é a forma de gestão. 

Enquanto tu depender de uma pessoa, como foi aqui, como Paulo Nobre, para dizer “Vai ser assim, eu vou fazer desse jeito, eu vou seguir assim”, enquanto depender de uma pessoa para isso, vai ficar refém. Quando tiver o mecanismo, um conjunto de regras que te imponham regras de gestão, punições para não cumprimentos de determinadas coisas, aí tu não vai depender. Eu acho que independe de ser clube-empresa, sociedade esportiva ou ser sem fins lucrativos. Eu acho que está muito mais na competência e na seriedade da gestão. Eu, particularmente, sou a favor do clube-empresa, principalmente por essa parte de conseguir fazer a captação de recursos.

No Palmeiras, dentro de campo, algo mudou entre o trabalho de Felipão e Mano Menezes?

Mudou sim. É que as pessoas acham que mudança é do 0 para o 100, mas pode ter uma mudança do 20 para o 30, do 50 para o 70. Tem alguns aspectos e algumas coisas que eles são parecidos, mas tem outras coisas que são totalmente diferentes. Não é uma mudança drástica, mas teve, sim, uma mudança. Pelo menos eu, que estou aqui dentro, percebo nitidamente.

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Caio Alves

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