Guia do Brasileirão 2021 | Como joga o Atlético Mineiro de Cuca

Em parceria com as redes sociais oficiais do Brasileirão, lançamos o Guia do Campeonato Brasileiro 2021. No quarto dia, vamos conhecer o Atlético Mineiro de Cuca

A chegada de Cuca no Atlético Mineiro fez a equipe mudar alguns conceitos que observamos ao longo da temporada 2020 com o argentino Jorge Sampaoli. Além disso, contratações como Nacho Fernández, Hulk, Dodô e Tchê Tchê reforça ainda mais um elenco recheado e, ao mesmo tempo, alguma pressão na busca por títulos. No Campeonato Brasileiro, o objetivo é bater de frente com o Flamengo, atual campeão, na briga pelo título da competição, e, claro, da Libertadores da América.

As dúvidas ficam na lateral direita com Guga ou Mariano e o primeiro volante com Jair, Allan ou Zaracho (Arte: TacticalPad)

A CONSTRUÇÃO DO ATLÉTICO MINEIRO

Na saída de bola, o técnico Cuca total liberdade para os jogadores de meio-campo (Allan, Jair, Tchê Tchê, Nacho, Zaracho, etc) a se aproximarem dos zagueiros para criar uma linha de passe e tentar atrair a marcação rival. Junto a este movimento, o lateral do setor da bola sempre se aproxima. Ou seja, no lado direito, Guga; e no lado esquerdo, Guilherme Arana.

Devido a qualidade de Éverson e Junior Alonso, também não é raro observar o Atlético Mineiro buscando alguns lançamentos longos para a equipe disputar pelo alto com os seus jogadores mais ofensivos — não por acaso o treinador pede a contratação de um centroavante — ou inversões para os pontas (Saravino, Keno e cia) ganharem na velocidade dos seus marcadores.

COMO ATACA O ATLÉTICO MINEIRO

O Galo pratica um jogo de mais mobilidade — algo explicado no The Pitch Invaders com Rodrigo Leitão —, onde os jogadores estão sempre muito próximos da bola tentando gerar superioridade, passes mais curtos e ganhando campo com as individualidades, também.

Por isso, precisamos começar falando sobre o centroavante. Hulk se adaptou muito bem na função como um falso 9. O paraibano recua para ajudar na construção das jogadas por dentro e abrir espaço para as infiltrações de Keno e Savarino, os dois pontas, e os meio-campistas Nacho ou Tchê Tchês, estes variando que estará à frente da linha da bola e quem estará mais na base das jogadas. Por sua capacidade de finalização e vitória pessoal, Hulk consegue recuar e ainda fazer movimentos para atrair o marcador e, depois, ganhar na velocidade para chegar na área com qualidade.

Aqui, cabe ressaltar a chegada de Nacho Fernández e como o jogador “tomou conta da posição” em pouco tempo. Atuando como um jogador mais livre, sempre próximo do setor da bola ou em alguns momentos recebendo os passes por trás da defesa nos espaços que Hulk cria, o argentino tem números muito interessantes (mapa acima) como nas pré-assistências para finalização, toques de bola no terço final, movimentos sem bola e a pressão no adversário.

Ainda na fase ofensiva, algumas coisas diferentes do que observamos no período de Jorge Sampaoli: o posicionamento dos extremas. Keno e Savarino buscando muito a zona entrelinha ou o meio-espaço entre zagueiro e lateral para, assim, dar o corredor para Guilherme Arana e Guga — que tem ficado muito mais num meio termo entre a base da jogada e chegando na linha de fundo.

COMO DEFENDE O ATLÉTICO MINEIRO

Na fase defensiva, o Atlético Mineiro com Cuca faz uma marcação mais individual. Os laterais fazem perseguições mais longas, geralmente nos pontas adversários, os meio-campistas tem algum jogador definido para cuidar e, com exceção dos extremas e o centroavante, todos tem, em via de regra, um jogador para “ficar mais de olho”.

Entretanto, é bastante comum ver uma marcação mais forte na saída com Nacho subindo pressão ao lado de Hulk, os pontas tentando fechar os espaços dos laterais e a equipe pressionando mais forte. Em alguns momentos, já com o placar a seu favor, o time recua numa linha de meio-campo para, quando recuperar, ter campo para correr com seus pontas e buscar o gol adversário.

BOLAS PARADAS

Faltas Ofensivas Laterais: a força do Galo com Igor Rabello pelo alto, além de Junior Alonso, faz o time nas bolas paradas laterais apostar em cruzamentos mais para o centro com, geralmente 2 a 3 jogadores no setor e apenas um em cada trave para a “casquinha” ou aproveitar um cruzamento mais aberto.

Escanteios Ofensivos: seguindo o mesmo padrão de aproveitar os seus cabeceadores — ainda mais se tiver Réver e Rabello, por exemplo —, o Galo coloca mais jogadores por dentro. A questão é que, quando busca cruzamentos mais fechados, deixa 2 jogadores na primeira trave, um por dentro e um na segunda trave, mas todos quase rente a linha do gol, para prejudicar a marcação adversária.

Escanteios Defensivos: nos escanteios, assim como com bola rolando, o Atlético Mineiro marca individual tendo dois jogadores em zona (um na primeira e outro na segunda trave), além de dois jogadores para buscar o rebote. Mas a presença de outros jogadores depende muito de como o adversário ataca nas bolas paradas.

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