11 jovens a serem observados no Campeonato Brasileiro 2022

O calendário apertado traz consequências negativas aos clubes como por exemplo a pouca utilização de jovens jogadores. Ainda assim, alguns clubes vêm conseguindo dar minutos aos seus talentos.

Esta edição do Campeonato Brasileiro começou de maneira equilibrada. Porém, o que mais vem chamando a atenção é a quantidade de jogadores abaixo dos 21 anos (nascidos até 2001) que fizeram suas estreias e estão se destacando — além daqueles que não tiveram tanto espaço na temporada passada.

Seja por conta de titulares lesionados, opção técnica ou principalmente pela grande margem de evolução, já vale destacar o quanto estes jovens têm sido determinantes para o bom desempenho de suas respectivas equipes. É um ponto mais que positivo não só dentro de campo, mas também visando futuras vendas. Mas, enquanto isso não acontece, poderemos acompanhar o crescimento destas joias para que possamos continuar desenvolvendo e revelando bons nomes.

Da defesa ao ataque, podemos ver jogadores que não sentiram tanto a pressão do profissional e encararam o desafio com muita naturalidade. Alguns estiveram na última edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior e fizeram a transição de forma rápida. Outros se destacaram nas equipes de desenvolvimento e a comissão técnica decidiu que era o momento de dar mais um passo na evolução do atleta. Vamos aos nomes:


Vitor Roque (2005, atacante) — Athletico

O mais novo da lista, porém um dos mais promissores. Dono de um talento que impressiona, Roque chegou há pouco tempo na equipe paranaense e seguirá subindo degraus até chegar nas primeiras prateleiras do futebol europeu se tudo der certo em seu processo de maturação. O atacante tem tudo que o jogador da posição precisa para incomodar no terço final. Velocidade, potência e muita técnica para aumentar o repertório de jogadas. É imprevisível, muito habilidoso e faz tudo parecer fácil. Seja pelos lados ou centralizado, tem muito poder para construir ou finalizar jogadas. Em uma equipe que pressiona e costuma fazer transições rápidas como o Athletico, é uma arma letal.

Rubens (2001, Lateral/Meia) — Atlético-MG

Foto: Pedro Souza/Atlético

Meia de origem, Rubens ganhou a confiança do técnico Antonio ‘Turco’ Mohamed ao substituir o lateral titular Guilherme Arana e cumprir bem o papel pelo lado esquerdo da defesa. Rápido e forte no apoio, tem mostrado também disposição defensiva para não ficar em desvantagem já que possui poucas características. Costuma ser uma boa alternativa quando a equipe ataca principalmente pela boa chegada à linha de fundo ou a capacidade para fazer infiltrações. Além disso, não hesita em chutar a gol quando tem espaço. Com o passar dos jogos Rubens foi desenvolvendo melhor principalmente sem a bola e corrigindo seu posicionamento quando o adversário avança pelo lado direito. Já são seis jogos como titular em dez rodadas, além de ter entrado em outras três ocasiões. Só não foi utilizado na primeira rodada, contra o Internacional, e na do último fim de semana diante do Santos.

Arthur Chaves (2001, Z) — Avaí

Foto: Beno Kuster/Avaí FC

Titular em todos os jogos da equipe catarinense até aqui, tirando o último contra o Atlético-GO pois estava suspenso, é daqueles jogadores que certamente serão bem avaliados e especulados em times com maior poder aquisitivo nas futuras janelas de transferências. Inclusive, Arthur já passou pelo sub-17 do Flamengo em 2018. Zagueiro de pouca mobilidade, mas com boa velocidade em campo aberto para fazer desarmes, e que procura sempre simplificar as jogadas para não comprometer o sistema defensivo. Nível bom de concentração e isso chama bastante a atenção. Na maioria dos lances está bem posicionado para não perder os duelos individuais e tem força no jogo aéreo. Competente e firme. Tem margem para evolução em vários fundamentos e com a sequência que vem ganhando com o técnico Eduardo Barroca pode se tornar um bom zagueiro a nível nacional. Dificilmente perderá a posição de titular no decorrer do ano.

Hugo (2001, LE) — Botafogo

Foto: Vítor Silva/Botafogo

O jogador terminou a Série B com moral e agora na elite vem recebendo oportunidades no time titular sob o comando de Luís Castro. Com mais maturidade e consistência, está pronto para assumir o protagonismo na equipe e pode ser um dos pilares do ambicioso projeto alvinegro. De todo modo, com uma referência mais experiente ao lado, irá absorver ainda mais inteligência tática para aliar com a técnica. Eficiência não lhe falta. Vai bem também nos duelos defensivos. Já são três jogos seguidos como titular e mesmo com a série de resultados negativos há muita margem para melhorias. É mais um bom jogador a ser lapidado e trabalhado com paciência pois tem muito a entregar. Trabalha bem e quer crescer, que é o mais importante.

Gustavo Mantuan (2001, A) — Corinthians

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Se a fase ofensiva do Corinthians vem sendo positiva neste início de campeonato, pode colocar na conta também de Mantuan. Vitor Pereira vem aproveitando as qualidades do jovem atacante e sendo correspondido. É um jogador que acelera bem o jogo e abusa dos dribles curtos. Seja pelo lado direito ou esquerdo, infiltra para facilitar o avanço do lateral e gerar opções. É incisivo, tem qualidade técnica e cumpre bem o papel tático. Em algumas partidas também é utilizado como lateral pela sua facilidade em progredir e dar profundidade. Está numa crescente interessante e a sequência de bons desempenhos chama a atenção. No estilo de jogo intenso do técnico português, é muito importante em todas as fases.

Lázaro (2002, A) — Flamengo

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Campeão mundial sub-17, Lázaro finalmente vem tendo o merecido espaço. Bastante consciente no terço final e obediente taticamente, logo ganhou a confiança de Paulo Sousa. O técnico português enquanto esteve no comando da equipe gostou muito do jovem e deu o máximo de oportunidades. Aproveitou bem a chance no Campeonato Carioca e não foi diferente nas demais competições. Com a queda de rendimento dos experientes Bruno Henrique e Everton Ribeiro, além de Marinho que ainda não mostrou a que veio, Lázaro segue sendo uma boa alternativa quando o time sofre para criar principalmente quando o adversário se fecha demais.

Com as boas movimentações de Gabigol, quando o camisa 13 está em campo a parceria costuma dar certo. Ao receber a bola, faz bem a diagonal e acelera o jogo procurando o camisa 9. Já são três assistências para Gabi no ano. É um dos jogadores do Flamengo que menos precisa de minutos para participar de gols. Espera-se que sua evolução continue no decorrer dos anos e se torne tudo o que se via desde a base.

Estêvão (2002, M) — Internacional

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Um dos destaques da última Copinha e da Libertadores Sub-20, o meia colorado ainda possui poucos minutos no Brasileirão mas é mais um bom talento do ‘Celeiro de Ases’ que aos poucos vai ganhando espaço e gerando expectativas no torcedor. De técnica apurada e muita visão de jogo, Estêvão gosta de flutuar pelo último terço para gerar opções e tem muita atitude para tomar decisões, criando jogadas individuais. É mais um bom nome a ser observado durante a competição e que não deixa dúvidas sobre sua capacidade. Mesmo com a chegada de reforços para o setor, o jovem não deverá perder espaço já que possui características que casam com o estilo de jogo do técnico Mano Menezes.

Kevin Lomónaco (2002, Z) — RB Bragantino

Foto: Ari Ferreira/RB Bragantino

Contratado em abril junto ao Lanús, o zagueiro argentino é mais uma boa movimentação da equipe de Bragança. Tem boa técnica e firmeza nas ações defensivas, gosta de fazer conduções e passa bem a bola. No jogo associativo soma bastante e facilita a vida dos meias. Tem muito potencial para crescer no futebol brasileiro e se tornar um dos bons nomes defensivos do Brasileirão. Foi titular em quatro das 11 partidas do Bragantino até aqui na competição, mas vem se adaptando ao ritmo do nosso futebol para assumir a titularidade em um futuro não muito distante.

Lucas Pires (2001, LE) — Santos

Foto: Ivan Storti/Santos FC

O ótimo lateral esquerdo chegou ao Santos sem custos na metade do ano passado e de primeira foi integrado ao sub-20. Fez uma boa Copinha neste ano e em seguida promovido ao time principal. Desde que estreou no time titular tomou conta da posição e fez valer a aposta do time da Baixada. Lucas Pires é um jogador com ótimas capacidades ofensivas e já deu assistências em todas as competições da equipe nesta temporada. Chega muito bem na linha de fundo e seus cruzamentos são sempre perigosos. Tem um ótimo passe, físico bom para os duelos defensivos e vem evoluindo de forma impressionante. Com certeza já é um dos principais nomes da posição no país e logo entrará no radar da seleção. Famoso por revelar grandes talentos, o Santos acertou em cheio ao tirar o lateral do Corinthians.

Marcos Leonardo (2003, A) — Santos

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Por falar em Santos e a qualidade de suas crias, aí está mais um raio que caiu na Vila. Marcos Leonardo é o nome do momento no ataque da equipe. Dono de um faro de gol que encanta quem ama futebol, o artilheiro está sempre bem posicionado e por isso vem aumentando sua marca a cada jogo. Já são cinco gols no Campeonato Brasileiro em nove partidas disputadas. No ano, foi às redes 11 vezes em 27 ocasiões. E, para além disso, é muito participativo e incomoda as defesas adversárias com boas movimentações e passes que geram situações de perigo. Letal dentro da área, tem muita capacidade para se virar em espaço curto. Mostra a cada partida que não tem dificuldades para finalizar ou encontrar soluções mesmo pressionado. Além disso, tem força para arrancar, bom desmarque e faz o básico quando necessário.

Welington (2001, LE) — São Paulo

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Mais um ótimo produto de Cotia, que revela bons jogadores não apenas tecnicamente, mas também com bom entendimento do jogo e o que lhes são propostos dentro de suas capacidades e funções. Reinaldo tem uma grande sombra e não terá vida tranquila pois Welington Damascena está pedindo passagem. Dor de cabeça boa para Rogério Ceni. O jovem se destaca pela velocidade e suas capacidades de construção. Avança muito bem e leva bastante perigo em fase ofensiva. Seus cruzamentos são sempre perigosos e na medida certa para o atacante finalizar com eficiência e equilíbrio corporal. São duas assistências na competição, além de atuações convincentes e que condizem com o seu enorme potencial. Terá mais chances no 11 inicial no decorrer do campeonato e não irá desperdiçar. Logo será o dono da posição.


Outros jogadores, ainda que pouco utilizados, merecem atenção e vão seguir como boas opções para quando acionados darem conta do recado:

  • Da Silva (2001, Z) — Goiás
  • João Gomes (2001, V) — Flamengo
  • Rodriguinho (2003, M) — América-MG
  • Matheus Nascimento (2004, A) — Botafogo
  • Marcos Victor (2001, Z) — Ceará
  • Márcio Silva (2001, Z) -Coritiba
  • Matheus Martins (2003, A) — Fluminense
  • Miguel (2003, M) — RB Bragantino
  • Giovani (2004, A) — Palmeiras
  • Gustavo Garcia (2002, L) — Palmeiras
  • Vinicius Zanocelo (2001, V) — Santos
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