Fique de olho: 6 jovens que podem brilhar na Copa do Nordeste

Como costumeiramente acontece, a Copa do Nordeste acaba por revelar vários jovens de bom potencial. E na atual edição, alguns já estão em evidência.

Iniciando sua terceira rodada, a Copa do Nordeste vem para uma grande temporada. Uma das principais competições do país no primeiro semestre, a Lampions destaca-se não apenas pelo nível dos jogos, mas também pelos atletas que são revelados durante a competição.

Pegando o ano de 2022 como exemplo, Luciano Juba (Sport) e Hércules (Fortaleza) ganharam espaço e foram grandes destaques de suas equipes no torneio. Para 2023, outros jovens são vistos como potenciais revelações. Abaixo listamos seis que podem ganhar boa notoriedade na competição. 

Julio (2001), atacante do Náutico

Principal homem de frente do Timbu neste começo de temporada, Júlio destaca-se principalmente pela sua atuação próxima a área. O centroavante tem bons atributos físicos, conseguindo proteger bem a bola de costas e em movimentos. Também tem boa qualidade atacando a última linha defensiva, se destacando pelo bom arranque em 10 ou 15 metros. Tem dificuldade em se associar com os companheiros e participa pouco do jogo como um todo. Tendo sua participação em campo mais resumida a quando recebe a bola no terço final. 

Tem uma boa finalização com o pé direito, mas ainda tem de evoluir no uso da perna não dominante. Outro ponto de melhora é seu tempo de bola, por vezes termina se antecipando — principalmente em disputas aéreas — e errando o timing da jogada. 

Foto: Tiago Caldas/Náutico

Dayvid (2003), extremo do Santa Cruz 

Destaque nas duas partidas do tricolor pela pré Copa do Nordeste, o extremo caracteriza-se principalmente pelo bom 1×1 que possui. Recebendo a bola bem aberto pela direita, Dayvid gosta de conduzir a pelota próxima ao corpo e consegue driblar para os dois lados. Seja em campo aberto ou espaço curto. Também faz um bom facão para se desmarcar e entrar na área. Porém, possui dificuldade em atuar por dentro. Seu jogo funciona apenas recebendo a bola próximo a linha. Também precisa melhorar o primeiro toque. Dayvid em  vários momentos perde a posse de bola por erros técnicos no domínio. 

Mostra-se mais adequado para cenários em que tenha campo para correr, inclusive sendo esse o contexto de suas entradas na Copa do Nordeste. Tem boa qualidade para percorrer grandes metros durante o jogo, porém, a parte física preocupa. Muito franzino, tem problemas para vencer situações que exigem mais embate corporal. 

Foto: Evelyn Victoria/Santa Cruz

Erik (2003), lateral esquerdo do CSA

Destaque na Copa São Paulo em janeiro, Erik voltou para Alagoas já assumindo a titularidade do Azulão nas primeiras partidas da temporada. O lateral tem boa qualidade defendendo. Tem uma boa leitura, conseguindo se antecipar para realizar cortes e interceptações. Na maioria das vezes está com o posicionamento corporal correto para a situação. Boa capacidade para ajudar na saída de bola, passando ou conduzindo por poucos metros. Contudo, algo que chama atenção é sua pouca contundência ofensiva. 

Erik não é um jogador de chegar na linha de fundo. Ficando retido mais a base da jogada ou ficando em meia altura. O lateral apresenta grandes dificuldades com seu pé ruim nos dois lados do campo. Tendo problemas para realizar desarmes e cortes com a perna direita. 

Foto: Reprodução / Instagram pessoal

Wesley (2002), lateral direito do Ferroviário 

Diferente de Erick, Wesley destaca-se pela proeminência ofensiva. Com um bom porte físico, o lateral oferece muitas chegadas no campo de ataque, sendo uma válvula de escape pelo lado direito. Podendo alternar sua participação recebendo a bola na lateral, ou atacando os adversários pelo meio, demonstrando qualidade ao atacar o espaço nas costas dos laterais no espaço entre o lateral e o zagueiro. Tem boa velocidade em longas distâncias. Tem dificuldades com relação ao controle de bola, muitas vezes adiantado ela quando tenta conduzir. Tem boa concentração e resistência. 

Defensivamente apresenta muitos problemas para vencer duelos individuais. Sendo batido com facilidade em lances de 1×1. Se sai melhor antecipando passes para interceptar a bola. Consegue firmar bem na última linha, porém, tem problemas para defender suas costas. 

Foto: Reprodução / Instagram pessoal

Sammuel (2001), meia do Fortaleza

Destaque da equipe na Copinha de 2022, Sammuel começou a receber oportunidades de Juan Pablo Vojvoda neste começo de temporada. Podendo atuar centralizado ou como um meia aberto, o atleta da base Tricolor demonstra uma boa capacidade lendo espaço. Com uma boa visão prévia das jogadas, Sammuel consegue acelerar o jogo ou deslocar-se para espaços mais livres no gramado. Tentando encontrar passes mais criativos, o jovem já tem uma assistência na atual temporada. 

Precisa melhorar a condução de bola e usar melhor seu pé não dominante. Sammuel também tem uma boa chegada na área e na base também chegou a ser testado como ala pela direita. O jogador tem um domínio da zona entrelinha e deve ser uma peça importante para o Fortaleza em cenários de poucos espaço no campo. 

Foto: Bruno Oliveira/Fortaleza

Paulinho (2002), atacante do Sport

Um dos principais nomes da base leonina, Paulinho tem tido poucos minutos na atual temporada. Mas ainda sim o jovem consegue deixar sua marca quando entra. Tendo duas assistências em 2023 já. O extrema destaca-se principalmente pela capacidade criativa e de drible. Atuando normalmente pelo lado esquerdo, o jovem tem bom drible em espaço curto, tendo saída para os dois lados. Apresenta boa variedade nessas situações de 1×1, realizando lances de boa plasticidade com poucos movimentos. 

A parte física é algo que preocupa, já que Paulinho não consegue sustentar muitos duelos físicos. Também sente-se mais à vontade correndo pequenas e médias distâncias, do que longos percursos. Precisa melhorar um pouco no quesito concentração, estando disperso em alguns momentos do jogo. 

Foto: Igor Cysneiros/Sport
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