Os problemas defensivos do Atlético Mineiro de Turco Mohamed

Sete pontos atrás do atual líder do brasileirão, o Galo de Turco Mohamed tem conquistado resultados positivos nas últimas semanas, mas em um aspecto ainda busca a melhora: a transição defensiva

Atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil, o Atlético Mineiro vem passando por dificuldades durante a temporada de 2022. Com a saída do treinador Cuca, a equipe mineira apostou em Turco Mohamed para dar sequência ao trabalho. Contudo, o Galo tem sofrido com o atual comandante. Principalmente com problemas nos aspectos defensivos. Tendo sofrido 14 gols em 13 jogos no Brasileirão. A título de comparação, na mesma época da temporada passada, o alvinegro tinha tomado 10 tentos e havia conquistado sete pontos a mais (28×21). Turco vem tentando melhorar os números, nas últimas duas rodadas a equipe conseguiu sair sem ser vazada. Porém, alguns problemas ainda persistem. 

Começando desde a parte ofensiva, o Galo possui falhas na sua marcação alta. A pressão é realizada por encaixes individuais. Nacho e Ademir pegam os laterais, Sasha e Hulk nos zagueiros e Jair e Allan nos volantes rivais. Ou dependendo da formação, Nacho que faz dupla com Hulk contra os zagueiros adversários, enquanto os extremos fixam nos laterais. Os principais problemas aqui se dão por comportamento e estruturas mal executadas: o espaço entre os meio campistas e zagueiros é gigante, então, sempre que os adversário conseguem levar a bola para o costado dos volantes, possuem um grande espaço para progredir. 

Esse espaço dado se alia a uma má recomposição onde a equipe não consegue “correr para trás”, sempre demora pra retornar e tem grande dificuldade em diminuir o espaço do portador da bola — que normalmente tem tempo para poder carregar e pensar. Alguns gols tomados pelo Galo saem justamente desse tipo de lance. Na goleada sofrida contra o Fluminense, três dos cinco gols sofridos foram assim. 

Agora, voltamos para uma parte do problema em pressão. O comportamento após perda da posse não está funcionando. Dificilmente os jogadores correm pra pressionar quem tem a bola e a reação é muito lenta — com exceção de alguns jogos com maior grau de exigência. Dando espaço para o adversário sair com a bola pelo chão.

Outro ponto a se notar, é que o Galo possui uma enorme dificuldade em fechar linhas de passe. Em várias dessas pressões frustradas, os adversários sempre tem uma alternativa de passe aberta. E com isso superam a marcação alta sem sofrer muitos perigos. Trazendo novamente os gols sofridos da equipe contra o Tricolor das laranjeiras, no primeiro gol tomado o time se encontra completamente espaçado e não reage deixando ao menos 4 jogadores livres do Fluminense para sair da pressão. O tricolor consegue chegar na outra área e faz o gol.

Pressão pós perda mal sucedida da equipe no primeiro gol do Fluminense

Quando já estabelecido na defesa, o Galo usa uma defesa em 4-4-2, dando muito espaço entre as linhas, com uma distância considerável entre zagueiros e volantes. Quando o rival acha um passe neste espaço e um zagueiro sobe pra encurtar a distância, a defesa fica extremamente exposta em situações de inferioridade — assim cedendo várias situações de bola descoberta para os adversários — e assim “criando” muito espaço para lançamentos em profundidade contra a última linha. 

Em várias situações, essas bolas longas conseguem penetrar na defesa da equipe, principalmente no costado dos laterais, que em alguns momentos se encontram mal perfilados corporalmente. Importante avaliar que o Galo tem muita dificuldade para sair da defesa sob pressão. Entregando rapidamente a bola para o adversário na intermediária. E quando consegue sair, perde muito tempo, pegando toda a defesa dos rivais já posicionada no campo defensivo. Por esses e outros motivos, a equipe de Turco Mohamed tem sido bastante inconstante na atual temporada. Estando sete pontos atrás do líder Palmeiras. As tentativas de melhora tem sido realizadas, mas a equipe precisará emendar uma boa sequência de vitórias caso queira conquistar o bicampeonato brasileiro.

Foto de Capa: Thiago Ribeiro/AGIF

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