COPA DO MUNDO – DIA 10

Por @RodrigoCout  e @viniciusof Bélgica 5×2 Tunísia A Bélgica deixou uma ótima impressão na tarde deste sábado em Moscou. Fazendo um jogo maduro e inteligente, a equipe goleou a Tunísia por 5×2 com gols de Lukaku(2), Hazard(2) e Batshuayi. Bronn e Khazri descontaram.Os europeus criaram muitas oportunidades, a maioria a partir de erros forçados dentro do campo tunisiano, […]

Por @RodrigoCout  e @viniciusof

Bélgica 5×2 Tunísia

A Bélgica deixou uma ótima impressão na tarde deste sábado em Moscou. Fazendo um jogo maduro e inteligente, a equipe goleou a Tunísia por 5×2 com gols de Lukaku(2), Hazard(2) e Batshuayi. Bronn e Khazri descontaram.Os europeus criaram muitas oportunidades, a maioria a partir de erros forçados dentro do campo tunisiano, mas os primeiros 20 minutos foram de manual, se impondo em todos os aspectos, dando uma mostra do que esse time pode fazer no Mundial. Um empate entre Inglaterra e Panamá ou uma vitória dos ingleses classifica matematicamente a Bélgica. A Tunísia precisa que o Panamá vença para que suas chances de passar sigam vivas.

O jogo começou com um ritmo frenético e a Bélgica perfeita. Imprimiu muita intensidade nas ações. Transições agressivas, Witsel e De Bruyne muito ativos na circulação da bola e movimentação, Hazard e Mertens se mexendo entrelinhas, buscando os lados, se associando, invertendo com os alas, Lukaku perfeito na leitura dos espaços. O resultado disso tudo foi a marcação de dois gols logo de cara. Primeiro com Hazard em cobrança de pênalti e depois com Lukaku, em erro forçado da zaga tunisiana. Sem contar as chances perdidas: Meunier, Hazard, Carrasco, Alderweireld e Mertens tiveram ótimas oportunidades e desperdiçaram. Foi uma verdadeira chacoalhada numa defesa que fica muitas vezes exposta e se desorganiza com encaixes e perseguições.

A Tunísia era o mesmo time agressivo da estreia contra a Inglaterra. Tentava marcar na frente, era intensa após a perda da bola, mas a parte técnica pesou em muitos momentos diante do cenário encontrado. Foram vários os erros em seu próprio campo, muitos oriundos do ‘’perde-pressiona’’ do time belga. Levou perigo em algumas ocasiões, mas é alterna precipitação nas ações ofensivas e chegada em bloco no último terço. Khazri flutua bastante, sai da referência, mas muitas vezes não há quem compense e dê profundidade. Até diminuiu em cabeçada de Bronn, aos 17 minutos, após falta lateral. Um prêmio a sua volúpia!

O ritmo belga abaixou naturalmente depois dos 25 minutos. Recuou suas linhas, mas continuou levando perigo em contra-ataques, por mais que não seja tão agressiva na abordagem de marcação quando entra em fase defensiva. De Bruyne em dois momentos errou o passe final, mas recuperou a bola que resultaria em mais um gol de Lukaku nos acréscimos da primeira etapa, o quarto dele na Copa do Mundo. Meunier deixou o camisa 9 na cara do gol. A Tunísia ainda sofreu mais duas baixas importantes no 1º tempo. Bronn e Ben Yousseff, lateral-direito e zagueiro, saíram lesionados. Naguez e Ben Alouane entraram.

Logo no início do segundo tempo a Bélgica ampliou. A Tunísia não tinha alternativas. Precisou sair mais, levou perigo em duas chegadas, mas no contra-ataque adversário foi punido. Hazard recebeu em profundidade de Alderweireld, driblou o goleiro, e marcou o quarto aos 6′ da segunda etapa. Carrascou quase marcou um golaço de fora da área nove minutos depois. Roberto Fernandez resolveu poupar o seu centroavante logo depois. Lukaku deixou o campo para a entrada de Fellaini. De Bruyne e Mertense foram adiantados.

Batshuayi entrou depois e Mertens voltou à entrelinha tunisiana. O jovem atacante teve cinco grandes oportunidades para ampliar o marcador, tamanha era a exposição tunisiana naquele momento, mas só conseguiu balançar as redes em uma delas. A Bélgica defendeu bem a sua área após a entrada de Fellaini. A Tunísia seguiu tentando e foi premiada com um gol para diminuir a goleada. Khazri marcou já nos acréscimos após boa jogada construída e cruzamento de Naguez.


 México 2×1 Coreia do Sul

Novamente apresentando um rendimento muito satisfatório, o México bateu a Coreia do Sul por 2×1 na tarde deste sábado, em Rostov, e está muito próximo da classificação para as oitavas de final. Vela, de pênalti, e Chicharito Hernandez foram os autores dos gols mexicanos. Son descontou. O grande destaque do jogo foi mais uma vez o nível de preparo mexicano para a partida. Começando pela estratégia e passando pelas adaptações ao seu modelo de jogo para que superasse pontos fortes do adversário. Os coreanos precisam que a Alemanha vença a Suécia para permanecerem vivos.

Osorio sacou Ayala e colocou o jovem Álvarez no sistema defensivo num comparativo com a estreia. O time seguiu no 4–2–3–1. Já na Coreia do Sul, saiu o gigante Kim Shin para a entrada do ponta Moon. Hwang foi jogar como centroavante. Ju Se ganhou a posição de Koo Ja no meio-campo e Park Joo, lesionado, deu lugar a Kin Min na lateral-esquerda. A equipe desta vez formou no 4–2–3–1

A Coréia do Sul começou melhor que o México. Por mais que a posse de bola(mais de 70%) e o controle das ações fossem da seleção latina, os asiáticos passaram os 20 minutos iniciais executando melhor a sua estratégia, que consistia numa marcação muito forte e o acionamento do trio de ataque na retomada da posse. Son, Hwang ou Moon eram lançados em profundidade assim que a bola era retomada, o que muitas vezes não possibilitava ao México se impor na sua intensa ‘’pressão pós-perda’’. O próprio Son teve grande chance de marcar e, pouco antes, Hirving Lozano já havia salvado um gol certo de Lee Yong.

Não que o México estivesse mal. O time era inteligente com a bola no pé, se mexia bastante. Saía jogando sempre de forma curta, com Guardado e Herrera revezando-se no apoio à linha defensiva. Vela circulando muito a intermediária. Layun e Lozano bem abertos, tentando abrir a fechada defesa coreana. Chicharito é que em alguns momentos saiu demais do terço final e talvez por isso o time não tenha tido profundidade inicialmente. O time asiático em alguns momentos chegava a ser violento, de tanta intensidade na abordagem de marcação, fez seis faltas em apenas 12 minutos.

No melhor momento coreano no jogo, o México abriu o placar. Layun puxou raro contra-ataque após escanteio contra a Tricolor e, na sequência do lance, a bola bateu no braço do zagueiro Jang. Vela bateu e marcou o primeiro gol do jogo aos 25 minutos. Com o placar,a dinâmica da partida se alterou um pouco. Os coreanos passaram a sair um pouco mais, mas o México seguia com mais posse. Layun e Lozano quase ampliaram.

Com o placar resolvido, os mexicanos valorizaram a posse de bola e só correram riscos nos minutos finais. Son teve a sua luta premiada em campo e marcou um golaço de fora da área já nos acréscimos. Importante ressaltar o grande trabalho de Juan Carlos Osorio até aqui na Copa do Mundo. Demonstra um nível altíssimo de estudo das debilidades e virtudes dos adversários. Um exemplo disso é o fato de basicamente ter prendido os laterais no campo defensivo, foram muito pouco ao campo de ataque, tudo para garantir superioridade numérica e linha defensiva montada nos contra-golpes adversários. ‘El Profe’’ vai comprovando a sua qualidade no maior torneio do futebol internacional. Já os coreanos buscaram com todas as armas que poderiam tentar, mas não foi o suficiente.


Alemanha 2×1 Suécia

Num dos jogos mais tensos da Copa até aqui, a campeã do mundo Alemanha colocou seu futuro em risco contra a Suécia. Ao time de Joachim Löw apenas a vitória interessava, já os suecos jogavam por um empate que lhes garantiria a vantagem pode somar apenas um ponto diante do México na última rodada para avançar.

Diante da necessidade dos 3 pontos, os germânicos iniciaram pressionando o adversário, com Muller e Reus muito próximos do centroavante Timo Werner, e com os laterais espetados como pontas. Tamanha exposição ofensiva complicou a Alemanha ainda no primeiro tempo, quando, num passe errado de Toni Kross, os suecos retomaram a posse e se beneficiaram do posicionamento adiantado da linha de defensores alemães. O gol de Toivonen, aos 32 minutos, pôs ainda pressão à atual campeã.

O passmap evidencia o posicionamento adiantado da linha alemã e a participação ativa dos defensores na construção do jogo.
O passmap evidencia o posicionamento adiantado da linha alemã e a participação ativa dos defensores na construção do jogo.

Com 45 minutos para assegurar a permanência na Copa, Löw sacou Draxler e colocou Mario Gómez, arrastando Timo Werner para ponta esquerda. O avante de 1m90 empurrou ainda mais a já enredada Suécia, que viu seu bloqueio vazar logo aos 3 minutos, com Marco Reus.

Como se a incrível partida do goleiro Olsen já não fosse uma pedra suficiente no sapato alemão, Boeteng parou um contra-ataque com falta, recebeu o segundo amarelo e deixou seu time com um a menos.

A necessidade da vitória falou mais alto que a desvantagem numérica e, faltando 3 minutos para o fim do tempo regulamentar, Löw colocou Julian Brandt na vaga do lateral Jonas Hector. Com um minuto para o fim, Brandt sofreu uma falta pela esquerda. O lance que sugeria um cruzamento foi rolado para Toni Kroos, que acertou um bonito chute no ângulo de Olsen. Com a vitória, os alemães embolam de vez o grupo F, que chegará à última rodada com três equipes em chances reais de se classificarem até mesmo na primeira colocação.

A vitória coroa a ousadia de Löw e o maior responsável pela reversão, o volante Toni Kross, cujo protagonismo na decisão se traduz em números.

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