COPA DO MUNDO - DIA 6

Por @_GabrielCorrea, @RodrigoCout e @Maiiron_ A 1ª rodada da Copa do Mundo da Rússia chegou ao fim e a 2ª rodada já começou! Tivemos um duelo intenso entre Colômbia e Japão, com a vantagem dos nipônicos após uma expulsão logo no início dos Cafeteros. No duelo Polônia x Senegal, muita força física e transições da equipe africana e […]

Por @_GabrielCorrea, @RodrigoCout e @Maiiron_

A 1ª rodada da Copa do Mundo da Rússia chegou ao fim e a 2ª rodada já começou! Tivemos um duelo intenso entre Colômbia e Japão, com a vantagem dos nipônicos após uma expulsão logo no início dos Cafeteros. No duelo Polônia x Senegal, muita força física e transições da equipe africana e a Rússia que também com muita força física acabou com o sonho do Egito de Mo Salah na Copa do Mundo.


Colômbia 1 x 2 Japão

A expulsão de Carlos Sánchez no início da partida poderia colocar o jogo em xeque, mas não foi exatamente isso que aconteceu. Com um a mais, o Japão mostrou um jogo associativo e que acelerava muito na parte final do gramado. O nipônicos, mesmo abrindo o placar, sofreram bastante e precisamos falar sobre jogo mental.

A Colômbia estava destroçada mentalmente com uma expulsão no início e o placar contra, com exceção de dois jogadores: Juan Fernando Quintero e Falcao Garcia. O primeiro sempre teve qualidade técnica, mas faltava intensidade e que sobrou no jogo de hoje. Foi muito bem atuando numa função mais recuada para tentar quebrar as linhas e ainda marcou um bonito gol batendo falta por baixo da barreira. O segundo tentava segurar a bola e vencer os duelos pelo alto para deixar o time respirar.

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Na segunda etapa, o Japão utilizou sua principal arma (se você leu o Guia Tático da Copa já sabia): a bola aérea. Velocidade, intensidade, pausa no momento certo e a equipe não parava de atacar. Conseguiu assim muitos escanteios e criava perigo ao goleiro Ospina em muitas oportunidades. De tanto insistir, conseguiu marcar com Osako e garantiu a surpresa do dia e agora coloca o Japão como um dos candidatos para passar a próxima fase. A ver num duelo 11 x 11 e o comportamento da equipe.


Polônia 1 x 2 Senegal

Senegal teve na minha opinião o rendimento mais regular de uma equipe ao longo dos 90 minutos nesta 1ª rodada de Copa do Mundo. Falo de fidelidade e execução correta de um modelo de jogo. Controlou a partida inteiramente, sofrendo uma pressão natural por parte da Polônia no final do jogo. O time europeu começou tomando a iniciativa de ter a bola e atacar, abria bem os seus extremos, buscava rápidas inversões buscando o lado contrário e associações entre extremos e laterais. Não conseguiu pela postura agressiva e organizada de Senegal na parte defensiva. O time polonês não conseguia progredir em campo, foi se enfraquecendo mentalmente e sendo dominado.

Depois dos 25 minutos iniciais, o time africano já conseguia ficar mais com a bola e, por mais que não fizesse nada de tão produtivo em ataques posicionais, conseguia levar perigo nas transições. Fez o seu gol desta forma. No 2º tempo, a Polônia teve bons minutos iniciais. Voltou com três zagueiros, teve mais amplitude no terço final do campo, mas em falha gritante de Krychowiak sofreu o segundo gol. Demorou um pouco para se restabelecer e até diminuiu na reta final do jogo, mas seguiu sofrendo com os velozes contra-ataques senegaleses.


Rússia 3 x 1 Egito

A Rússia classificou e é surpreendente, não me digam o contrário. Um time que não ganhava desde outubro passado até a estreia da Copa e não jogava minimamente bem, chegou no torneio e mudou tudo. A linha era de cinco, virou com quatro. Uma base de dois volantes muito forte a frente os dois zagueiros; Roman Zobnin e Yuri Gazinsky desempenham bom papel nesses 180 minutos de Mundial. Antes dos zagueiros, a defesa de área dos dois é ótima. Interceptam, cortam, diminuem espaços; e Zobnin tem um plus: faz transição como ninguém.

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Na partida de hoje vimos a Rússia decisiva em duas áreas. Sem Dzagoev, que é um jogador de que organiza o time por baixo, com intensidade; o treinador preferiu colocar Golovin no centro do meio-campo e Cheryshev aberto, ajudando dois bons jogadores do elenco. Além de trocar Smolov, outro jogador mais associativo, por Dzyuba para aproveitar o jogo direto. Akinfeev não teve trabalho, a dupla de defesa foi bem mais uma vez, deixando só um chute ir ao alvo, justamente o do pênalti e gol do Salah.

A Rússia trocou o pneu com o carro andando e deu certo nesses dois planos iniciais. Zhirkov e Mário Fernandes são dois bólidos pelos lados da defesa, Golovin, seja por dentro ou fora, é um jogador que influencia muito em todas as fases e tem Dzyuba, que não é um centroavante de muito refino, mas retém a bola e deixa seus companheiros com tempo de pisar na área em transição. Rússia classificada é a primeira surpresa desse torneio. Repito, era um time que não inspirava nada.

O Egito, além do time não tão forte, tem a questão mental de não ter Salah inteiro nos dois confrontos. Um time inofensivo no ataque, não tão criativo no meio e uma defesa que faz muita água. Eu esperava um pouquinho mais de Elneny, Trezeguet e Hegazy. Infelizmente, acaba cedo o sonho dos Faraós.

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