COPA DO MUNDO - DIA 7

Por @RodrigoCout, @_GabrielCorrea e @Maiiron_ Estamos no início da segunda rodada da Copa do Mundo de 2018 e com a confirmação de mais uma equipe já nas oitavas de final: Uruguai. Além disso, Cristiano Ronaldo deixou sua marca para Portugal conquistar os três pontos contra Marrocos apesar a da atuação abaixo da média dos comandados […]

Por @RodrigoCout, @_GabrielCorrea e @Maiiron_

Estamos no início da segunda rodada da Copa do Mundo de 2018 e com a confirmação de mais uma equipe já nas oitavas de final: Uruguai. Além disso, Cristiano Ronaldo deixou sua marca para Portugal conquistar os três pontos contra Marrocos apesar a da atuação abaixo da média dos comandados de Fernando Santos. Por fim, uma Espanha que sofreu num duelo contra Irã que lembrou em diversos momentos o início dos duelos Guardiola x Mourinho no início desta década. Vamos aprofundar agora em mais uma rodada de Copa!


Portugal 1 x 0 Marrocos

Portugal venceu, mas novamente apresentou muito pouco na parte coletiva/ofensiva. Abriu o placar logo aos três minutos e teve imensa dificuldade de encaixar bons períodos de posse e trocas de passe efetivas. Ficou gravado nos intensos encaixes de marcação marroquinos. Não havia movimentos de apoio, o que forçava o time a ligar diretamente o ataque. Muito pela falta de compactação entre meio e ataque do adversário, criou mais uma chance com Gonçalo Guedes. O jogador do Valencia que teve grande temporada no Valencia, mas ainda tem sentido o peso do Mundial. Talvez um gol possa aliviar essa pressão.

O Marrocos mostrou muita velocidade na troca de passes, movimentação intensa, ocupou bem o campo de ataque e teve postura muito agressiva. Não venceu o jogo pelo excelente trabalho de defesa a própria área feito por Portugal. Aqui entra o debate entre “saber sofrer” e “sofrer”. Portugal conseguiu se defender, mas sofreu muito mais do que soube sofrer. Faltou finalizar melhor também para os marroquinos, além de Rui Patrício que teve ótima atuação.


Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita

Depois de uma vitória complicada contra o Egito, Óscar Tabárez decidiu retornar ao modelo proposto historicamente no Uruguai: baixar as linhas, recuperar e buscar o contragolpe. O problema é que nos primeiros 20 minutos a Celeste fez o contrário, e seguiu tentando ter a bola e propor jogo. E foi difícil. Aqui podemos falar que num campeonato onde os nervos estão à flor da pele, praticar o jogo que se esta acostumado é muito melhor. Foi isso que aconteceu com o Uruguai.

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O gol de Luisito Suárez veio após uma cobrança de escanteio onde o goleiro falhou e o camisa 9 apenas empurrou a bola para o fundo da rede. De maneira geral, muita dificuldade para circular a bola com velocidade ou então – assim que recuou as linhas – acertar um contragolpe para matar o jogo. O time ainda é um incógnita quando falamos qual será a ideia para enfrentar a Rússia ou o mata-mata do Mundial. Ao que parece, utilizar um estilo impregnado no seu DNA possa ser o caminho para Óscar Tabárez e seus comandados.

Do lado da Arábia Saudita, seis trocas fizeram o time um pouco mais organizado defensivamente, diferente da inocência vista na estreia contra a Rússia. Serviu de aprendizado para uma futura participação dos sauditas na Copa do Mundo. Tentou em alguns momentos criar oportunidades, mas sem sucesso contra Giménez e Godín.


Espanha 1 x 0 Irã

O que 78% de posse de bola e 696 passes certos de dão em um jogo? Quem viu Espanha x Irã mais cedo na segunda rodada do grupo B da Copa não olhou o “grande rondo espanhol” em sua essência, a Espanha no primeiro tempo conviveu com o mesmo problema que a Argentina teve contra a Islândia; funil e entrelinhas fechadas tendo que fazer jogo lateral e cruzar contra uma defesa bem postada. Alba dava muita amplitude e trabalhava com Isco e Iniesta, o lado direito era estéril em uma combinação que não fez sentido, Vázquez e Carvajal, o jogo espanhol ficou torto para o lado esquerdo e até David Silva, sempre muito imperativo ficou sumido.

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A Fúria tentou dez finalizações a gol, acertou uma. Isso não é por imperícia ou algo assim. O selecionado persa vinha na sua filosofia encrustada desde 2014, já com Carlos Queiroz, defende a área antes de tudo e depois pensa em transições ofensivas. A seleção espanhola concedeu espaços nos lados, o Irã aproveitou pouco ou quase nada da fragilidade espanhola.

A segunda parte seguiu com os de Queiroz defendendo a área e seguindo o mesmo plano. Os espanhóis vieram com Iniesta, Isco e Silva mais móveis; o que funcionou. Don Andrés teve vitória pessoal e furou a parede iraniana com um passe na profundidade para Diego Costa, ele dividiu e a bola entrou. Gol estranho, como o jogo inteiro. Irã fica com três pontos, ainda vivo no grupo, e pega Portugal com um Cristiano cheio de gols nesse início de Mundial. Espanha pega Marrocos, que mesmo com bom futebol não pontuou. Espanha ainda é o time que mais tem potencial pra jogar o futebol fluído e que tanto pedem nessa Copa, ainda é o elenco que mais tem soluções ofensivas, mas pegou duas carnes de pescoço e conseguiu lidar com elas. Além de ter esse time com tantas valias técnicas, vai mais uma: a mental. Virou contra os lusos em jogo de seis gols, sendo penalizados no final com um gol de bola parada. Hoje não se desesperou quando batia na parede e voltava. Mesmo com todos os problemas a La Roja é a favorita. Mas, ainda assim, precisamos lembrar: o mata-mata é outro campeonato. Ser o melhor durante o ciclo não adianta nada, precisa ser o melhor do dia.

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