El Clásico: um Real Madrid confortável contra um Barcelona que pouco incomoda

Primeiro gol de Alaba como madridista e mais um excelente jogo de Vinicius Jr e Rodrygo que se afirmam com a sequência tão clamada desde que chegaram. O Barcelona se portou bem diante da superioridade coletiva e individual do rival, mas sofreu no último terço.

Na vitória por 2 a 1 contra o grande rival Barcelona, o Real Madrid demonstrou seu poderio ofensivo nas triangulações e conseguiu afirmar os dois gols no jogo vertical de Carlo Ancelotti. Já o Barcelona, fez o possível em vista da superioridade do adversário, e deixa mais na cara os problemas e a necessidade de reforços para o próximo ano.

O jogo foi bem equilibrado apesar da diferença evidente entre as equipes, mas em momentos chaves o Barcelona demonstrou suas fragilidades. O desnível é evidente pela vitória tranquila dos merengues, mas também pela falta de agressividade do Barcelona, que pouco perigo ofereceu a um Real Madrid que tem problemas na sua defesa em 2021/22.

Os primeiros 30 minutos

Quando tinha a posse, a equipe catalã rodou bastante, Gavi e De Jong ficaram bem avançados enquanto Busquets permanecia na base. Sem a bola, mas mais especificamente logo após o desarme, os culés pressionaram alto e tiraram boas alternativas do Real Madrid em sair jogando mais rapidamente.

O Real Madrid marcava os espaços e estava tranquilo no meio-campo com uma partida ruim de De Jong. Com a confiança do treinador, Rodrygo foi titular e teve um papel importantíssimo, pois não poderia desperdiçar suas descidas ao ataque – auxiliava Vázquez e Modric pelo lado direito. O brasileiro conseguiu fazer tudo que Ancelotti gosta: quando avançava conseguia chegar até a grande área com boas ações, já que por lá o Barcelona oferecia bons espaços pelo jogo concentrar no lado esquerdo. Decisões excelentes do jovem atacante na partida.

Era evidente que o Barcelona focou em anular as saídas rápidas do Real Madrid para sofrer menos em transição, e isso pede um pós-perda quase que perfeito. Quando o Madrid tinha a posse, restava as bolas lançadas para Benzema e Vinícius, que são mais recorrentes quando se enfrenta um bloco mais alto.

A presença de Toni Kroos é fundamental para as triangulações da equipe. (Reprodução/La Liga)

Evitar as triangulações do adversário, o ponto forte, era o principal objetivo de Koeman, ponto compreensível dos blaugranas no jogo. Essas questões se mantêm nos primeiros 30 minutos de jogo, mas depois o Real Madrid finalmente consegue se livrar da marcação e consegue de fato impor o jogo vertical para abrir o placar.

O 1-0

O gol sai numa falha de transição defensiva do Barcelona, mas também num lance sensacional gerado por Alaba e finalizado pelo mesmo. O austríaco desarmou Memphis e contou com decisões perfeitas de Vinícius e Rodrygo que tramaram o restante da jogada para o estreante em El Clásico marcar seu primeiro gol como madridista. Mérito do Madrid.

É fato que o Barcelona pouco pôde fazer contra Vinícius pelo lado direito da sua defesa, o que deixa mais evidente a necessidade de contratações naquele setor, principalmente na lateral e na ponta.

Segundo tempo e reta final animada

Confortável em campo, o Real Madrid escolheu se resguardar e lançar seus atacantes para o ataque. Ancelotti fez alterações pontuais e esperava os erros do Barcelona, que aconteceram, mas não foram aproveitados em decisões ruins dos madridistas quando tinham vantagem numérica no último terço. Benzema muito abaixo do seu nível atual.

Coutinho entrou muito bem, forneceu mais chances nos passes bem trabalhados e Ansu Fati conseguiu se movimentar com mais liberdade, mas precisou sair por estar voltando de uma lesão difícil, o que deixa o Barcelona sem seu melhor jogador.

Num jogo abaixo de Militão, Alaba se provou (não que precisasse) um excelente reforço da equipe da capital. Além do gol, protegeu a área como poucos, para compensar o jogo individual abaixo do companheiro – que melhorou gradualmente no segundo tempo. A entrada de Sergi Roberto pouco faz diferença, o pesar neste caso seria a partida ruim de De Jong, que é o diferencial desse meio-campo sem Pedri, e Gavi sofreu muito sem apoio.

Os últimos minutos foram mais animados, o Barcelona avançava como nunca para tentar o empate e o Real Madrid tinha na mão o contra-ataque para matar o jogo – o que aconteceu logo após o rival perder chance na grande área. O gol de Vázquez sacramentou a vitória, Asensio fez toda a jogada e o rebote de ter Stegen foi nos pés do ‘camisa 17’.

Mesmo com uma partida ruim, Vázquez decidiu para o Real Madrid no final. (Reprodução/Real Madrid)

Como dito, é evidente que o Barcelona precisa de reforços pontuais. O elenco sofre com lesões e existe muitos jogadores abaixo do que o clube precisa ter para jogar em alto nível. Os problemas financeiros deixam o time numa posição ruim, mas é o recado que o El Clásico deixa para a equipe num futuro próximo.

Enquanto isso, o Real Madrid segue buscando uma melhora na defesa. Ainda que precise se resguardar mais, tende a oferecer perigo em contra-ataque. A presença de Mendy é a melhor noticia possível, seu nível na primeira linha é fundamental para que a equipe consiga defender bem e ter liberdade para atacar sem maiores preocupações. Vinícius com espaço para jogar é loucura e Ancelotti sabe disso. Potencializar o jovem brasileiro vem sendo a melhor coisa do treinador na sua segunda passagem e o verdadeiro diferencial para a equipe de Zidane.

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