Franco Armani: um goleiro que ganha jogos

A frase de Marcelo Gallardo demonstra toda confiança e qualidade do goleiro Millionário desde que chegou ao clube

Num período onde se pede a todo instante que o arqueiro participe da construção das jogadas, Armani prefere ser um “goleiro à moda antiga” no auge dos seus 33 anos. O que não é, necessariamente, algo negativo em seu jogo. Nesta atual edição da Libertadores foi decisivo na disputa por pênaltis contra o Cruzeiro e dando segurança contra o Boca, na Bombonera.

A partir de um sistema defensivo bastante consistente e com marcação alta, o River Plate pode sofrer em alguns momentos com as transições mais rápidas de seus adversários e então surge uma das principais qualidades do goleiro argentino: a velocidade de reação.

As principais defesas de Armani são em chutes a queima roupa. Com ótima leitura do movimento de seus rivais, prefere não cair antes do seu adversário decidir o seu chute. Mesmo assim, quando cai no lado contrário, sabe utilizar os pés para defender. Em 10 jogos na Libertadores, foram apenas cinco gols sofridos e seis clean sheets. Se pegarmos a Superliga Argentina, são 11 partidas com oito gols sofridos e quatro clean sheets. Outro dado bastante interessante é que Armani não sofreu gols em 50% de seus jogos pelo clube (36 de 72).

Outra qualidade em evidência de Armani é a capacidade em defender pênaltis. Algo que pudemos acompanhar não só pelo River Plate, mas também por Atlético Nacional/COL e Seleção Argentina.

Apesar de estar menos tempo no Monumental de Nuñez que alguns de seus companheiros, a experiência de alguém bicampeão da Libertadores é respeitada por todas. O relato do colega Ezequiel Scher no site da Conmebol após eliminar o Boca Juniors merece ser lido. Podemos observar um dos trechos abaixo:

“Es la tercera final de Libertadores que jugará: una con Atlético Nacional y dos con la banda roja. Sabe de memoria en qué momento ganar segundos, cómo tirarse al piso tras los centros, cuándo salir y cuándo quedarse. Físicamente está impecable. Lo demuestra en el tiro libre de Mac Allister, una pelota que parece simple, pero que lo lleva a zambullirse de palo a palo hasta abajo”

É verdade que a saída de bola não passa por seus pés, são em média 20 passes por partida com um acerto de 52%. Entretanto, é em outro atributo com os pés que vem se destacando: os passes longos. O aproveitamento de 68% neste tipo de lance chama atenção pela verticalidade da equipe.

E na busca pelo título de sua terceira Copa Libertadores da América, Franco Armani sabe que não precisa ser daqueles goleiros que acerta 100% dos passes, mas sim um que busca 100% de aproveitamento em suas defesas para não deixar um ataque com Éverton Ribeiro, De Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa balançarem a sua meta.

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Gabriel Corrêa

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