FUTEBOL NA TERRA DA COPA

Por @maiiron_ e @viniciusof Em virtude dos preparativos à Copa do Mundo de 2018, a Federação Russa decidiu antecipar em duas semanas o início da liga local. A bola começou a rolar na terra da Copa no último final de semana. A competição pouco badalada no Brasil é uma das mais disputadas do Velho Continente, com pelo menos […]

Por @maiiron_ e @viniciusof

Em virtude dos preparativos à Copa do Mundo de 2018, a Federação Russa decidiu antecipar em duas semanas o início da liga local. A bola começou a rolar na terra da Copa no último final de semana. A competição pouco badalada no Brasil é uma das mais disputadas do Velho Continente, com pelo menos três candidatos ao título e seis clubes de tradição. Abaixo a gente vai listar seis razões para você acompanhar a liga – pelo menos enquanto não iniciam os mais badalados torneios europeus. Acredite: há bom futebol, bons jogadores e acima de tudo muita paixão futeboleira por lá.

 

  1. UM CAMPEÃO ‘ESTRANGEIRO’

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Após encerrar o jejum de 16 anos, o Spartak defenderá o título na temporada 2017/18. A equipe treinada pelo italiano Massimo Carrera, que conta com uma legião estrangeira de respeito composta por Bocchetti, Serdar Tasçi, Fernando, Quincy Promes e Luiz Adriano, se reforçou pouco para a temporada. Foram duas contratações: Marko Petkovic e Georgi Tigiev.

Com a manutenção do elenco, que tem na dupla Fernando e Zobnin o ponto de equilíbrio do meio-campo, é um dos favoritos ao título. O ataque não fica atrás: o badalado holandês Quincy Promes, recentemente especulado no Liverpool, e o brasileiro Luiz Adriano, reabilitado da decepcionante passagem pelo Milan, compõe provavelmente a mais perigosa dupla de ataque do país.

Veremos se o Spartak mantém a campanha assustadora da temporada passada, quando liderou o torneio por 25 das 27 rodadas disputadas.

  1. ZENIT REFORÇADO

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O Zenit, que apostou forte em Mircea Lucescu na temporada passada, precisa recuperar terreno na Rússia. O terceiro lugar do time mais endinheirado do país não repercutiu bem em São Petersburgo.

O elenco, já forte com Criscito, Giuliano, Kokorin e Javi García; ganhou os reforços de Noboa, Driussi e do impressionante Leandro Paredes (foto). O argentino vem de uma temporada acima da média na Roma e pousa no Zenit com a missão de dar um toque refinado ao meio campo de Roberto Mancini, que gosta de um futebol aproximado e fluído.  Os gols ficam por conta de Dzyuba, centroavante de muita força, e Driussi, que chegou com expectativa altíssima após bons anos no River Plate.

  1. A TEMPORADA PARA VITINHO DECOLAR

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Aos 23 anos, Vitinho precisou fracassar na Rússia e brilhar no Brasil para entender que seu lugar é na Europa. O atacante, que havia feito apenas um gol em 24 jogos pelo CSKA, foi emprestado ao Internacional em 2015, voltou a balançar as redes com a assiduidade dos tempos de Botafogo, e despertou interesse de diversas equipes brasileiras em janeiro. Porém os russos não aceitaram um novo empréstimo e fizeram questão de cobrar os 8 milhões de euros impostos pela multa rescisória. Com Moscou como único destino, Vitinho encarou os problemas de adaptação com a língua e o clima que o prejudicaram na primeira passagem e deslanchou. Desde o retorno já foram seis gols e seis assistências em 13 jogos.

Vitinho tornou-se peça importante do sólido 3-5-2 do técnico Viktor Goncharenko. Bem como em seus melhores tempos de Inter, o atacante foi o jogador terminal e a referência nos contra-ataques da defesa menos vazada da Rússia. A arrancada de quatro vitórias nas últimas rodadas contou com três gols de Vitinho e foi fundamental para a classificação da equipe à fase preliminar da UEFA Champions League. A expectativa sobre Vitinho será ainda maior na temporada 2017/18, pois, passados quatro anos de sua contratação, ele enfim perece decolar.

  1. O REPRESENTANTE DO LESTE

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Um dos mais incomodativos adversários desta edição do Campeonato Russo promete ser o SKA Khabarovsk; mas não exatamente pela qualidade do time. O que amedronta todos é a distância para os adversários, já que a equipe é a única representante do leste russo, ausente da elite desde 2008. Para se mensurar a distância, a cidade de Khabarovsk está a apenas duas horas de avião de Tóquio e a 6,5 mil quilômetros de Ecaterimburgo, viagem mais próxima que terá na primeira divisão. Na primeira rodada, o Zenit, de São Petesbutgo, viajará dez horas de avião para deixar o oeste e rumar ao extremo leste.

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É a primeira vez do SKA Khabarovsk na elite. Quarto colocado na segunda divisão, disputou o acesso à elite num playoff decidido contra o 13º da primeira divisão. Depois de empatar duas vezes por 0 a 0 e percorrer 14 mil quilômetros, venceu o Orenburg nas penalidades.

  1. O LADO B DE MOSCOU

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Dois tradicionais clubes da capital russa estão em baixa há anos: Dínamo de Moscou e Lokomotiv Moscou. A temporada 2017/18 marca o retorno do Dínamo à elite depois de um ano na segunda divisão. A clube manteve a base que venceu com facilidade a liga de acesso e contratou os atacantes Kirill Panchenko e o brasileiro Wanderson, ex-Krasdonar.

Lá se vão 13 anos que o Lokomotiv não ergue o Campeonato Russo. O atual campeão da Copa da Rússia quer resgatar seus tempos de protagonismo do começo do milênio, quando fez 3 a 0 na Inter de Milão de Vieri e Crespo no Lokomotiv Stadium. Perdeu o brasileiro Maicon, um dos mais cobiçados do elenco, e repôs com outro brazuca: Ari, ex-Spartak e Krasnodar, que há oito anos atua no país.

  1. PALCOS DE COPA

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Dos 12 estádios que sediarão a Copa do Mundo de 2018, pelo menos três serão vistos na liga russa: o Krestovsky Stadium (foto), em São Petesburgo, a Arena Kazan, em Cazã, e a Otkrytie Arena, em Moscou.

O primeiro é um gigante com capacidade para 69 mil pessoas, inaugurado em abril deste ano pelo seu novo proprietário, o Zenit. A pomposa arena sediou cinco partidas da Copa das Confederações, incluindo a grande final entre Alemanha e Chile. Será palco da semifinal e da disputa de terceiro lugar da Copa.

Erguida em 2013, a Arena Kazan foi um dos estádios que menos precisaram de reparos dentre todos os selecionados pelo comitê organizador da FIFA. O Rubin Kazan cedeu sua moderna casa para quatro jogos da Copa das Confederações e cederá para oitavas e quartas de final da Copa do Mundo.

Moscou será a única cidade a ter duas sedes no torneio. Quem acompanhar as partidas do Spartak na capital verá a Otkrytie Arena, um moderno estádio multiuso com capacidade para 45 mil espectadores. Foi palco de quatro jogos da Copa das Confederação, incluindo a disputa pelo terceiro lugar. Na Copa do Mundo sediará partidas da primeira fase e uma válida pelas oitavas de final. A grande decisão ocorrerá no lendário Estádio Olímpico Lujniki, que comporta 78 mil pessoas na capital. É possível que alguma das quatro equipes de Moscou atue lá durante a liga.

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