A importância de Igor Paixão no título da Eredivisie do Feyenoord

O ex-Coritiba foi uma peça fundamental no 16º título nacional dos comandados de Arne Slot.

O Feyenoord conquistou a Eredivisie 2022/23 com duas rodadas de antecedência após derrotar por 3 a 0 o Go Ahead Eagles, no emblemático estádio De Kuip. A confirmação do 16º título nacional do clube de Roterdã chegou depois de ter registrado 24 vitórias, sete empates e apenas uma derrota. A conquista foi uma recompensa tardia para o treinador Arne Slot, que já esteve muito próximo de vencer o Campeonato Holandês em 2019/20 com o AZ Alkmaar, mas a temporada acabou sendo cancelada por conta da pandemia de coronavírus. Antes do cancelamento da competição, o AZ era o líder empatado com o Ajax de Erik Ten Hag.

A consagração para Slot foi especial também porque o título chegou após o Feyenoord ver saídas de peças importantes dentro do elenco para essa temporada. Como contexto, a equipe perdeu sete dos 11 titulares presentes na final da Conference League do ano passado. Por conta disso, muita gente precisou chegar para que o Stadionclub pudesse corresponder com as expectativas. E dentre diversos reforços, Igor Paixão foi um dos principais destaques — mesmo que não tenha sido titular desde o início da campanha, mas acabou sendo importante nesta reta final de temporada.

Os dados de Igor Paixão na temporada 22-23 (Footure PRO)

Dentro do sistema de jogo de posição de Arne Slot, Igor pode ser utilizado nas duas pontas do 4-2-3-1 base utilizado pelo Feyenoord em 2022/23. O ex-Coritiba ganhou espaço depois de inicialmente ter sido um recurso vindo do banco para mudar cenários de jogos, utilizando sua agressividade contra defensores nos enfrentamentos individuais, partindo para o drible, acelerando pelos lados e ganhando a linha de fundo.

Já consolidado como titular neste final de temporada, Paixão se estabeleceu como extremo pela direita, jogando ao pé natural. Partindo aberto, o brasileiro agrega em muitas situações dentro do jogo de posição praticado pela equipe neerlandesa: toma boas decisões bom a bola, costuma dar bons passes (média de 78% de acerto) para manutenção da posse e apresenta capacidade associativa ao ter boa relação em campo com o lateral-interior (Marcus Pederson ou Lutsharel Geertruida) pelo lado direito e o centroavante mexicano Santiago Giménez.

Já na esquerda, atuando de pé trocado, Paixão também é uma ameaça partindo em posição aberta, mas pisa mais em zonas intermédias e apresenta mais alternativas em zona de 3/4 seja para se aproximar ou buscar uma finalização próxima da entrada da área. No entanto, seu crescimento na europa foi mesmo na direita, registrando sete gols e cinco assistências na Eredivisie.

Sendo uma figura de amplitude/profundidade, drible, velocidade e com margem bastante grande de crescimento, será interessante ver Igor Paixão jogando na Champions League na próxima temporada.

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