Jarlan em busca de recuperação

Após estourar com o Junior de Barranquilla, Barrera lidou com a falta de estabilidade na Argentina e tenta reencontrá-la em Medellín

O Junior de Barranquilla despontou no cenário continental entre 2017 e 2018 por suas boas campanhas em sequência na Copa Sul-Americana. Respectivamente eliminado na semifinal pelo Flamengo e vice-campeão diante do Athletico-PR, o Tiburón chamou atenção principalmente pelos talentos presentes em seu elenco.

Yimmi Chará, Yony González, Victor Cantillo e Luis Diaz saltaram aos olhos do público ao oferecer velocidade, inventividade, visão de jogo e muito poder de criação para que Julio Comesaña pudesse colocar em prática seus conceitos. Entretanto, nenhum destes apresentava um teto tão alto para evoluir quanto Jarlan Barrera.

Conhecido por ser sobrinho do icônico ídolo colombiano Carlos Valderrama, tal cartaz ajudou a criar ainda mais expectativas sobre o que o canhoto de 1,71m poderia entregar dentro de campo, principalmente neste ano de 2019. Fundamental em uma grande campanha de seu time e negociado com o Tigres (MEX), esperava-se um crescimento absoluto de Barrera nesta temporada. Mas não vem sendo bem assim.

Após um imbróglio contratual e devido ao excesso de estrangeiros no clube mexicano, foi cedido por empréstimo ao Rosario Central no primeiro semestre, com a perspectiva de ter bons minutos em um time que precisava desesperadamente de uma referência técnica na segunda parte da Superliga Argentina e na fase de grupos da Libertadores. Nada além de decepção. Sob o comando de Edgardo Bauza e depois Paulo Ferrari, viu a cor da bola apenas quatro vezes com a camisa canalla antes de deixar o clube em junho.

No mês seguinte, o retorno a sua terra natal. Buscando recuperar o tempo perdido, acertou com o Atlético Nacional em definitivo e, com os verdolagas, ainda tenta estabelecer novamente a regularidade que demonstrou em 2018. A oscilação de rendimento vem sendo grande, buscando a adaptação em um modelo de jogo de muita variação tática proposto por Juan Carlos Osório.

Os espaços ocupados por Barrera contra Rionegro Águilas, América de Cali e Santa Fé (Imagem: SofaScore)

Acostumado a jogar como uma figura centralizada atrás do atacante, Barrera tenta apresentar suas ferramentas jogando por dentro em esquemas como 4-1-4-1, 3-4-3 e 3-4-2-1, onde não consegue replicar exatamente este posicionamento. Ainda assim, demonstra boa movimentação e segue dando amostras do dinamismo que pode oferecer.

Jarlan apresenta alguns números bons no Clausura colombiano, mesmo neste momento de readaptação. Em 20 jogos na fase regular, foi o 3º jogador que mais criou grandes chances (9), acumulando 5 assistências e um percentual de acerto de passe bastante qualificado para quem sempre arrisca bolas terminais (83%). Para 2020, fica a esperança de se ver a pleno aquele jogador que infernizou defesas no norte do continente outra vez.

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