Tal pai, tal filho – parte 1: as novas joias da família

Uma das características mais marcantes do futebol é a capacidade de renovação dos novos ídolos. Muitas vezes essa renovação faz parte de uma família. Há vários exemplos na história do futebol de pais e filhos, e às vezes até de avós, que jogaram futebol em alto nível e marcaram época em clubes ou seleções.

Um dos exemplos mais vividos na memória recente é o da família Verón, que conquistou inúmeros títulos com Juan Ramón e Juan Sebastián.

Juan Ramón Verón, o pai, defendeu as cores de Estudiantes, Panathinaikos, Junior Barranquilla e Cúcuta em quase vinte anos como profissional, além de ter treinado a seleção da Guatemala, com certo sucesso, na Copa Ouro, na década de 1990. Juan Sebastián Verón, o filho, é atualmente o presidente do Estudiantes, clube que mora no coração família, mas além das cores do Pincharrata, onde nascera e terminara a carreira, eledefendeu Boca Juniors, Sampdoria, Lazio, Manchester United, Chelsea e Internazionale.

Ao todo, La Bruja (o pai) e La Brujita (o filho) conquistaram 22 títulos oficiais, sendo que as quatro Libertadores da América do Estudiantes foram conquistadas com protagonismo da família Verón, com três taças erguidas por Juan Ramón e uma por Juan Sebastián. Feitiço? Talvez.

Nesta primeira parte você vai conhecer a fundo a história de três famílias de três novas promessas e seus pais, que jogaram futebol profissionalmente. Antes que você diga que está faltando alguém, calma. Vem mais por aí!

Daniel Maldini

É impossível falar sobre o Milan sem citar a família Maldini. Como mencionado acima, o primeiro a defender as cores do Rossoneri foi Cesare, o avô, no começo da década de 1950. Um dos pioneiros na função de líbero na defesa, o mais velho dos Maldinis a jogar futebol profissionalmente chegou, mais precisamente, ao Milan em 1953, da Triestina, clube da cidade natal de Cesare. Com os Diavoli, o vovô conquistou uma Champions League e quatro Scudetti, além de ter sido treinador em meados da década de 1970 e em 2001. Cesare falecera em 2016, quando tinha 84 anos de idade.

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Para os mais novos, o Maldini mais famoso é Paolo, um dos maiores defensores da história do futebol e uma lenda viva em Milão. Ao contrário do pai, Paolo só usou as cores rubro-negras em toda a carreira, empilhando 1028 jogos em 24 temporadas como um atleta milanista. Paolo foi o bastião dos áureos tempos do Milan, tendo conquistado 25 títulos com os Rossoneri, sendo sete campeonatos italianos e cinco Liga dos Campeões. Se no Estudiantes as quatro taças de Libertadores foram conquistadas por um Verón, no Milan esse recorde passou por um triz. Das sete “orelhudas” que o clube possui, seis foram conquistadas com a participação de um Maldini.

O sangue real dos Maldini segue fluindo nas entranhas do Milan. A bola da vez é Daniel Maldini, que ao contrário do avô, do pai e do irmão, atua como meia-ofensivo, ponta-direta ou ponta-esquerda. Antes de Daniel, as esperanças eram depositadas em Christian, que não fora capaz de responder ao mesmo nível, estando atualmente no Pro Sesto, da quarta divisão italiana.

O mais novo dos Maldinis tem 19 anos e, além de contrariar os antepassados no posicionamento em campo, ele é destro. Cesare, Paolo e Christian eram canhotos, apesar de Paolo desenvolver uma boa ambidestria na reta final da carreira. O jovem Daniel começou a ganhar destaque no Milan Primavera (sub-20) com 16 anos de idade, na campanha de 2018/19, quando os Rossoneri foram rebaixados no campeonato nacional da categoria. Todavia, em 2019/20, na segunda divisão do Primavera, Daniel fora responsável pela belíssima campanha do Milan, que fizera 18 pontos a mais que a SPAL, segunda colocada, conquistando o acesso sem os playoffs, já que a pandemia do novo coronavírus aconteceu na reta final do campeonato.

Ao lado de Lorenzo Colombo, centroavante um ano mais jovem, Maldini desponta como uma das melhores promessas produzidas recentemente em Milanello. As principais qualidades técnicas de Daniel são a facilidade em dominar, controlar e reter a bola. Com 1,87m de altura, o italiano utiliza muito bem a envergadura para esconder a pelota, dificultando para o marcador a tentativa de roubar-lhe a posse. Além disso, o jovem Maldini possui uma explosão física muito boa, tanto que nos primórdios ele era mais um extremo do que um meia-ofensivo como atualmente. Daniel é capaz de carregar a bola por longas distâncias no gramado com uma facilidade impressionante para mudar de direção.

Ademais, o caçula da família possui bom entendimento tático do jogo. Daniel Maldini entende o domínio orientado (receber a bola e buscar espaços) e o jogo associativo (interagir com outros companheiros em zonas onde a bola está). Na partida contra o Monza, durante a pré-temporada pós-quarentena, o bambino tivera uma atuação destacada, sobretudo pelas leituras de jogo, associação com Théo Hernández, o lateral-esquerdo, e por um belo gol no lado esquerdo do ataque em tabela com Lucas Paquetá.

A torcida mais fanática do Milan, os Ultras, pode não nutrir um carinho especial pelo genitor de Daniel, apesar de toda história construída na longa trajetória pelo clube, porém, a transição do mais novo herdeiro da família tem sido muito bem feita, tanto pelo pai, que é diretor, quanto pelo treinador Stefano Pioli. Nos próximos meses, Daniel Maldini pode até figurar na seleção italiana sub-21, que provavelmente disputará a Euro da categoria, especialmente por ter sido convocado para seleções de camadas inferiores da Azzurra.

Giovanni Reyna

Sexta-feira, 21 de julho de 2002, a Alemanha enfrentou os Estados Unidos pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, no estádio de Ulsan. A equipe de Michael Ballack, Oliver Kahn, Miroslav Klose, Oliver Neuville, Bernd Schneider e comandada pelo histórico Rudi Voller era tido como muito favorita contra o selecionado estadunidense, que havia despachado o México nas oitavas por 2×0.

Os alemães venceram a partida por 1×0, com gol de Ballack, porém, ao contrário do que os analistas da época imaginavam, a partida não foi nem um pouco fácil. A dificuldade aconteceu muito por conta do camisa 10 dos Estados Unidos, que atendia pelo nome de Claudio Reyna. Filho de pai argentino, que imigrou para Nova Jérsei no final da década de 1960, o meio-campista, que em 2002 vestia as cores do Sunderland, atuou como um perfeito enganche argentino ao orquestrar o jogo com muita frieza. Reyna foi o responsável por criar todas as chances claras de gol para Brian McBride, que obviamente as perdera.

Esse é um belíssimo compilado da atuação de Claudio Reyna, que tanto machucou a Alemanha nas quartas-de-final de 2002.

No entanto, o recital de Reyna não foi uma novidade completa para os alemães, pois o meia era conhecido por boa parte dos que estiveram em campo pela Mannschaft naquele dia. Reyna atuou de 1994 a 1999 na Bundesliga, tendo vestido as cores do Bayer Leverkusen, que o contratou do Virginia Cavaliers, e do Wolfsburg por empréstimo. Posteriormente, o ex-jogador estadunidense transferiu-se para o Rangers, onde conquistou todos os seus títulos como jogador profissional. Ele ainda defendeu o Sunderland e Manchester City, na Inglaterra, antes de voltar para os Estados Unidos, onde encerrara a carreira no New York Red Bulls, em 2008.

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Em 1997, Claudio Reyna se casou com Danielle Egan, que também fora jogadora de futebol, tendo, inclusive, defendido a poderosa seleção feminina dos Estados Unidos. Egan atuou seis vezes pelo selecionado nacional e marcou um gol.

Atualmente, Reyna é diretor técnico do Austin FC, que entrará na MLS a partir de 2021. Todavia, hoje, o ex-jogador é mais conhecido por ser pai de uma das maiores promessas do futebol alemão. Giovanni Reyna, camisa 32 do Borussia Dortmund, ainda estava morando na barriga de Danielle Egan quando o pai chamava a atenção do mundo no maior torneio da Terra.

Giovanni nascera em 13 de novembro de 2002, alguns meses depois daquela épica partida entre Alemanha x Estados Unidos. Coincidentemente, o jovem meio-campista começou a trilhar sua carreira assim como o pai, que saiu de uma equipe norte-americana para um time famoso na Alemanha. Em 2019, o Borussia Dortmund contratou Giovanni Reyna junto ao New York City FC, onde ele atuava há cinco anos nas divisões de base do clube onde o pai chegou a ser diretor esportivo também.

O pequeno Reyna é o segundo dos quatro filhos que o casal Claudio e Danielle tiveram. Infelizmente, o primogênito, Jack Reyna, faleceu aos 13 anos de idade devido à um câncer, em 2012. O nome da jovem estrela do BVB é uma homenagem à Giovanni Van Bronckhorst, ex-lateral da seleção holandesa, que jogou com Claudio Reyna no Rangers.

Fruto de uma família boleira e com nome de jogador bem-sucedido, a joia de 17 anos é um bom exemplo de como funciona a captação de reforços do Borussia Dortmund para a base. Os aurinegros não apenas contratam jogadores jovens para a equipe profissional com o intuito de revendê-los em mercados mais competitivos. O BVB tem uma política interna de abastecer suas camadas inferiores com jogadores promissores também com a intenção de moldá-los ao seu estilo, ou ao estilo do futebol alemão. É um processo ainda mais barato e lucrativo do que contratar jogadores já profissionais, porém, jovens, como o Haaland, por exemplo.

Foi assim que Yousoufa Moukoko, outra pérola da academia, foi encontrado na base do St.Pauli, em 2016. Dois anos mais novo que Reyna, o jovem nascido em Camarões, mas que representa internacionalmente a Alemanha, é altamente cotado para estrear entre os profissionais mesmo com apenas 15 anos de idade. Antes de Moukoko e Reyna, Jadon Sancho, que hoje brilha entre os titulares, e é cortejado pelo Manchester United, fizera o mesmo caminho. O inglês era famoso nas competições internacionais e em equipes inferiores do Manchester City, porém, ele nunca teve o tratamento que sua habilidade requeria. Contratado com o intuito de abastecer a equipe principal logo, Sancho chegou a integrar a equipe sub-19 para adaptar-se antes de brilhar em gramados germânicos.

Esse caso é muito semelhante ao de Gio Reyna, que ao contrário de 2019, ele começa 2020 como titular absoluto na Bundesliga, tendo participado das cinco partidas pelos aurinegros com um gol e três assistências. Adquirido em janeiro do ano passado, primeiramente o estadunidense se aclimatou ao estilo do clube ao defender a equipe sub-19, tendo sido peça-chave na boa campanha do BVB na Youth League, quando fizera partidas estonteantes contra Barcelona e Slavia Praga.

Na equipe sub-19 comandada por Michael Skibbe, Reyna atuava como meia-esquerda no 4-4-2, tendo liberdade para jogar tanto por dentro quanto por fora. No entanto, na seleção dos Estados Unidos, que disputou o mundial Sub-17 aqui no Brasil, o norte-americano atuou como meia-ofensivo no 4-2-3-1 de Raphael Wicky, sempre centralizado e armando jogadas. Na equipe principal de Lucien Favre, Giovanni tem formado um tridente com Haaland e Reus (às vezes Sancho, às vezes Brandt), sempre no lado esquerdo para aproveitar o pé direito em finalizações. Sabendo da predileção do atleta por jogar mais centralizado e pela experiencia na equipe sub-19, Favre dá liberdade para que o jogador procure espaços em zonas mais centrais, fazendo o movimento de fora para dentro, enquanto Haaland (ou um falso 9) faz o movimento oposto (de dentro para fora).

Giovanni herdou algumas qualidades do pai, como a facilidade em bater faltas e escanteios. Além disso, o jovem Reyna também possui um controle de bola impressionante, conseguindo “guardá-la” e “protegê-la” dos adversários. Ao contrário do pai, Giovanni é mais alto (1,83m contra 1,78m) e, nesse momento da carreira, demonstrar ser um meio-campista com explosões e corridas. Será que os Estados Unidos terão mais um Reyna comandando o meio-campo numa Copa do Mundo?

Federico Redondo

Fernando “El Príncipe” Redondo foi um dos jogadores mais elegantes da história do futebol argentino. Revelado pela maravilhosa cantera do Argentinos Juniors, que já brindou ao mundo craques como Diego Armando Maradona, Juan Román Riquelme, Sergio Batista, Juan Pablo Sorín e Estebán Cambiasso, Redondo foi um dos maiores volantes do futebol sul-americano e que ajuda a justificar o apelido de Semillero del Mundo (O Viveiro do Mundo) ao Argentinos Juniors, que o carrega com tanto orgulho.

Profissional com apenas 16 anos, El Príncipe recebera esse apelido pela estonteante habilidade com a bola nos pés, pela incrível visão de jogo e, acima de tudo, pela lealdade na marcação. Antigamente, era raro encontrar um camisa 5 com todas essas características, sobretudo a última, já que a função original do jogador nessa posição é marcar e proteger a linha defensiva.

Sir Alex Ferguson chegou a dizer que “Redondo tinha ímãs nos pés” e Fabio Capello, que o treinou no Real Madrid, uma vez disse que El Príncipe era “taticamente perfeito”. O ápice de sua carreira fora justamente pela equipe merengue, onde conquistou duas Ligas dos Campeões, um Mundial de Clubes e duas vezes a La Liga. De família italiana, Redondo tinha o sonho de jogar na Serie A, algo que cumprira ao se transferir para o Milan. Porém, devido à uma grave lesão, o gênio argentino entrou em campo apenas 16 vezes em quatro anos de contrato, se aposentando aos 36 anos de idade.

Apesar das conquistas com o Real Madrid e Argentina, infelizmente a carreira de Fernando Redondo não atingiu sua plenitude. Entretanto, a linhagem nobre dos Redondos ainda não se deu por vencida.

Diego Borinsky, respeitado jornalista argentino, suscita a questão. De quem mais poderia esse filho que não fosse de Fernando Redondo? A cara de um, focinho do outro.

Federico Redondo, o caçula de Fernando, é a bola da vez. O pibe de 17 anos já fora alçado a equipe principal para treinamentos por Diego Davobe, atual comandante do Argentinos Juniors, que é especialista em potencializar jovens promessas. Destaques nas divisões inferiores, “Redondito” é a imagem escarrada do pai, tanto pela aparência de galã hollywoodiano quanto pelo estilo mágico com a canhota em campo.

Com cabelos longos e opiniões contundentes como o pai, Federico disse que se espelha em Riquelme e Fernando Gago, em entrevista recente à ESPN Latina. O jovem volante também disse que não sente pressão para vencer no futebol por conta do sobrenome, já que seu irmão mais velho, Fernando Redondo Solari, não conseguira ir tão longe.

O jovem Federico já fora convocado para a seleção sub-15 da Argentina por Pablo Aimar, em 2017. Atualmente, o contemporâneo do Redondo mais velho, El Payaso, dirige a categoria sub-17, e é outro fã declarado do menino, tendo comparecido à vários jogos da equipe reserva do Bicho de la Paternal.

Segundo reportes de Cecília Franco, da TyC Sports, Federico Redondo tem enchido os olhos de Davobe nos treinamentos. No entanto, a presença na equipe principal ainda não é garantida, mas descartá-lo para o campeonato, que começa no final de novembro, seria uma loucura, haja vista que Redondo seria o substituto natural de Fausto Vera, 20 anos, que é outro canterano del Semillero, e que atrai olhares ávidos da Europa.

Redondo pai sempre de olho no Redondo filho. Fora dos gramados, Fernando também era muito famoso por suas convicções, tendo perdido uma convocação para a Copa do Mundo, em 1998, porque não queria obedecer as ordens de Daniel Passarella para cortar o cabelo. Será que o Príncipito vai pelo mesmo caminho?

Redondito ainda precisa ser mais agressivo na marcação, porém, mesmo com tão pouca idade, o jovem volante já demonstra um grande entendimento do jogo, executando ações táticas como desmarque e ativação do “terceiro homem”, além de chegadas providenciais no último terço. Federico é um exímio passador e driblador, sendo capaz de livra-se da marcação adversária com movimentos de corpo sem ao menos tocar na pelota. Além disso, a mais nova pérola de La Paternal também consegue descolar lançamentos e inversões de jogadas para os extremos.

Projetar no filho os sonhos do pai podem ser perigosos, no entanto, o caso dos Redondos parece ser algo mais firme, mais focado. Resta saber até que ponto o jovem Federico vai conseguir levar o legado da família. O hype existe e é justificável.

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Caio Nascimento

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