O BEATLE DE MANCHESTER

Por @_GabrielCorrea Artista e irreverente. Esse era o comportamento de George Best dentro de campo, mas também foi assim que o norte-irlandês ficou conhecido fora dele. Um dos maiores ídolos do Manchester United, o garoto de Belford, preferia um drible ao passe em profundidade. Futebolistas como Best nascem para jogador futebol e estão predestinados a […]

Por @_GabrielCorrea

Artista e irreverente. Esse era o comportamento de George Best dentro de campo, mas também foi assim que o norte-irlandês ficou conhecido fora dele. Um dos maiores ídolos do Manchester United, o garoto de Belford, preferia um drible ao passe em profundidade. Futebolistas como Best nascem para jogador futebol e estão predestinados a entrar nos livros da história do esporte bretão. Um talento puro que driblava até sua sombra no período da juventude. O talento o acompanhava desde o berço.

“Eu gastei um monte de dinheiro com mulheres, bebidas e carros velozes. O resto eu desperdicei”

Best chegou ao Manchester United no momento mais complicado da história do clube. A tragédia de Munique ainda pairava no clube em 1963, já que os Red Devils não venciam o Campeonato Inglês desde o acidente. Em cinco temporadas pelo clube, Best foi campeão da FA Youth Cup, bicampeão do Campeonato Inglês, bicampeão da Charity Shield e uma Copa da Europa (antiga Liga dos Campeões). George mostrou muito serviço em Manchester.

George Best

Seu estilo de jogo era sempre o mesmo: dribles e mais dribles. Ninguém sabia onde começavam e onde terminavam suas jogadas, um problema para os adversários – e para seus companheiros. Poucos foram os gols feios de Best. Marcou golaços nas semifinais e final da Copa da Europa, contra Real Madrid e Benfica. Foi Bola de Ouro em 1968.

Naquele período, o United teve um tridente que transcendia o nível do futebol inglês: George Best, Bobby Charlton e Dennis Law foram apelidados de “United Trinity”. As três lendas hoje possuem uma estátua em frente ao Old Trafford, palco de tantos shows.

“Se eu tivesse nascido feio, você nunca teria ouvido falar de Pelé”

Bonito e famoso, Best ganhou o apelido de “quinto Beatle” pela fama, corte de cabelo e quando adotou o estilo de vida popstar foi elevado de fato ao patamar de quinto integrante dos Garotos de Liverpool. Namorou atrizes e misses universo na época. A fama subiu tanto sua cabeça que construiu uma casa em Manchester com paredes de vidro, mesa de bilhar e uma piscina interna. Foi aí que seus problemas com as bebidas começaram a atrapalhar sua carreira.

“Se você me fizesse escolher entre passar por quatro jogadores e marcar um gol de trinta jardas contra o Liverpool ou ir para a cama com a miss universo, seria uma escolha difícil. Felizmente, eu fiz os dois”.

Best anunciou sua aposentadoria de maneira precoce aos 26 anos. O problema é que o norte-irlandês não largou seu estilo de vida e os problemas com bebida seguiram. Seu estado de saúde só piorava e em 2000, um problema no fígado o complicou. A magia de Best acabou em 2005, ainda por seus problemas de fígado. Antes disso, o craque do United pediu ao jornal “News of the World” que publicasse uma foto sua com a seguinte legenda: “Não morram como eu”.

Seu legado se mantém muito vivo através da Fundação George Best, dirigida por sua irmã Barbará. Em Belfast, sua cidade natal, também é impossível esquecê-lo. O aeroporto leva seu nome. O nome do “quinto Beatle”. O nome de um futebolista irrepetível.

Um tributo a Best:

Compartilhe

Comente!

Tem algo a dizer?

Gabriel Corrêa

Últimas Postagens

Como o Vojvodismo transformou o Fortaleza em protagonista no futebol brasileiro?
Jonatan Cavalcante

Como o Vojvodismo transformou o Fortaleza em protagonista no futebol brasileiro?

0 Comentários
God Save the Game #34 | A janela de transferências da Premier League 21/22
Gabriel Corrêa

God Save the Game #34 | A janela de transferências da Premier League 21/22

0 Comentários
Felipão chega entregando o de sempre: segurança e resultado
Gabriel de Assis

Felipão chega entregando o de sempre: segurança e resultado

0 Comentários
Guia do futebol masculino na Olimpíada de Tokyo 2020: parte 2
Caio Nascimento

Guia do futebol masculino na Olimpíada de Tokyo 2020: parte 2

0 Comentários
A Itália ainda pode crescer após o título da Euro?
Caio Bitencourt

A Itália ainda pode crescer após o título da Euro?

0 Comentários
Guia do futebol masculino na Olimpíada de Tokyo 2020: parte 1
Caio Nascimento

Guia do futebol masculino na Olimpíada de Tokyo 2020: parte 1

0 Comentários
O complicado início de Diego Aguirre no Internacional
Gabriel de Assis

O complicado início de Diego Aguirre no Internacional

0 Comentários
Rodrigo De Paul: o meia com DNA de Simeone e Atlético de Madrid
Bruna Mendes

Rodrigo De Paul: o meia com DNA de Simeone e Atlético de Madrid

0 Comentários
A Inglaterra superou seus traumas e, agora, se permite sonhar
Lucas Filus

A Inglaterra superou seus traumas e, agora, se permite sonhar

0 Comentários
Prestes a completar 100 jogos pelo Ceará, Guto Ferreira fala sobre o trabalho no Vozão, as críticas pela “falta de repertório” e sua metodologia de treino
Jonatan Cavalcante

Prestes a completar 100 jogos pelo Ceará, Guto Ferreira fala sobre o trabalho no Vozão, as críticas pela "falta de repertório" e sua metodologia de treino

0 Comentários
Brasileiro Sub-17 chega a fase de mata-mata
Caio Nascimento

Brasileiro Sub-17 chega a fase de mata-mata

0 Comentários
Ataque emperra e São Paulo perde confiança
Gabriel de Assis

Ataque emperra e São Paulo perde confiança

0 Comentários
A Espanha sai dessa Euro muito melhor do que entrou
Bruna Mendes

A Espanha sai dessa Euro muito melhor do que entrou

0 Comentários
A importância discreta: o que Víctor Cantillo soma ao Corinthians?
Aurelio Solano

A importância discreta: o que Víctor Cantillo soma ao Corinthians?

0 Comentários
Campionato Primavera: a mina de ouro do futebol italiano
Caio Nascimento

Campionato Primavera: a mina de ouro do futebol italiano

0 Comentários