OITAVAS DA COPA - DIA 2

Por @_GabrielCorrea, @Maiiron_ e @JonCavalcante_ Chegamos ao final do segundo dia das oitavas de final da Copa do Mundo. Duas partidas decididas nos pênaltis. Cada uma com suas peculiaridades. De um lado, o fim do sonho com a geração da Espanha. Do outro, a Rússia comemora a histórica classificação. Na outra partida, um 0 a […]

Por @_GabrielCorrea, @Maiiron_ e @JonCavalcante_

Chegamos ao final do segundo dia das oitavas de final da Copa do Mundo. Duas partidas decididas nos pênaltis. Cada uma com suas peculiaridades. De um lado, o fim do sonho com a geração da Espanha. Do outro, a Rússia comemora a histórica classificação. Na outra partida, um 0 a 0 que ficou emocionante nas penalidades. Kasper mostrou as qualidades do pai, Peter. Mas não foi o suficiente. Avança a geração de Lovren, Rakitic, Modric e Mandzukic.


Espanha (3) 1 x 1 (4) Rússia

Rússia

Com uma proposta estranha para enfrentar a Espanha, a Rússia deixou de fora seus jogadores mais rápidos e que poderiam aproveitar a péssima transição defensiva espanhola. Sem as presenças de Cheryshev e Smolov, a aposta era numa ligação direta para Dzyuba – que vem fazendo boa Copa do Mundo. Um trabalho que estava tranquilo para Gerard Piqué e Sérgio Ramos atrás.

Defendendo esteve bem no 5-4-1. Ocupou todos os espaços possíveis para não deixar a Espanha aproveitar a entrelinha e deixava os zagueiros, principalmente Sérgio Ramos, tocarem a bola, enquanto Dzyuba “tirava” Busquets do jogo. O centroavante russo limitava qualquer linha de passe para o volante espanhol e a bola sempre chegava em Koke. Ou seja, os comandados de Hierro tinham um a menos para criar superioridade.

Agora, chega nas quartas de final. Sem peso, com a torcida e enfrenta um time que tem certos problemas quando necessita propor mais o jogo, mesmo que tenhamos um duelo bastante físico. A ver como irá se portar.

Espanha

Uma decisão errada que gerou um efeito cascata. A saída de Julen Lopetegui – e aqui não vamos julgar quem errou mais ou menos – fez com que o ânimo da Espanha fosse outro. Ninguém, é claro, imaginava que a equipe iria mudar tanto da noite para o dia.

Um gol no início fez a expectativa ser diferente, mas a Espanha “se fechou”. Como, se era ela que tinha a bola? Existem muitas formas de ter a bola e uma delas é para se defender. Sem querer agredir o oponente e apenas rondando, foi aí o erro espanhol. O futebol tem o acaso e qualquer tipo de soberba é castigada. Gol da Rússia. Bola ao centro.

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Toca toca toca. Não chuta. Toca toca toca. Não chuta. A Espanha tinha a bola, mas o medo de perder era tanto que a escalação foi moldada para melhorar a transição defensiva, mas tirou jogadores da entrelinha para atacar. Diego Costa era uma ilha. Ah, eu já falei que Iniesta estava no banco? Ele entrou. A Espanha começou a aproveitar melhor a entrelinha com Andrés na esquerda, junto a Isco e Jordi Alba. O problema é que ninguém passava por Mário Fernandes. Que atuação (mais uma!) do brasileiro naturalizado russo.

Aí tivemos os pênaltis e você sabe, goleiros são muito importantes nas penalidades. O acaso fez duas histórias se cruzarem. De um lado, Akinfeev. O goleiro que se superou na Euro 2008, mas desde então não conseguia ter grandes atuações, sair de Moscow e, pior, vinha de uma péssima Copa em 2014. Do outro, De Gea. O melhor goleiro do mundo. O paredão de Manchester. O problema é que na Seleção, David sofreu 7 chutes, defendeu apenas um e nas outras seis oportunidades a bola entrou. Nas penalidades, nenhuma defesa. Do outro lado, Akinfeev duas vezes colocou os russos na final.

A história está escrita. O fim de uma geração com Iniesta e Gerard Piqué dizendo adeus. O que irá acontecer ninguém sabe. Muitas dúvidas pairam no ar. Mas tudo começou com uma decisão que o futuro pode mostrar que estava errada.


Croácia (3) 1 x 1 (2) Dinamarca

Croácia

A ferradura é uma peça que é utilizada em cavalos e outros animais. E para os croatas é uma figura bastante corriqueira. Pois o país tem um formato de ferradura. Além disso, a ferradura representa sorte. E a sorte não começou do lado da Croácia. Logo aos 50 segundos, Jørgensen aproveitou cobrança de lateral na área e abriu o placar para a Dinamarca. Três minutos mais tarde a sorte se fez presente para os croatas, após lançamento de 40 metros em diagonal do zagueiro Vida, Rebić ganhou na força física e tocou para Vrsaljko que bateu cruzado e no bate-rebate a bola se ofereceu para Mandzukić deixar tudo igual.

A Croácia passou a dominar a faixa central de campo. Rakitić e Modrić se alternavam para buscar a bola entre os zagueiros para iniciar a construção ofensiva com passes curtos ou longos. Quando um ia até os zagueiros, o outro avançava para preencher o meio-campo. Os comandados por Zlato Dalic, possuía como lado dominante das jogadas, o lado direito com as associações entre Vrsaljko, Rebić e Mandzukić. No lado oposto não tinha a mesma dinâmica, pois Strinić pouco subia ao ataque e deixava Perisić e Rakitić em inferioridade numérica no campo ofensivo. Defensivamente, o time se postava no 1-4-1-4-1 com Brozović entre as linhas de 4 para preencher o espaço ocupado por Eriksen. O meia do Tottenham era o cavalo solitário carregando a cruz dinamarquesa. Quando encontrava espaço e tempo para pensar, era dos pés do camisa 10, as principais oportunidades de gols que surgiram para a Dinamarca.

A intensidade da primeira etapa, deu lugar a letargia na etapa complementar. Como a bola não conseguia chegar a intermediária ofensiva, Luka Modrić recuou para buscar o jogo e a faixa que ele ocupava ficou vazia. A partir daí, o que se viu foi uma Croácia estática e sem mobilidade. E com dois times “congelados” e com dificuldades para chegar ao ataque, o empate perdurou durante o restante do tempo normal. Na prorrogação o modo “soneca” continuou ativado. Modrić não conseguia jogar. Até que aos 8 minutos do 2°T, o camisa 10, despertou. E em um passe genial que rasgou a defesa dinamarquesa, encontrou Rabić. O atacante driblou o goleiro e foi derrubado pelo zagueiro Jørgensen. Modrić foi para a bola visivelmente incomodado. E o incômodo foi visto na má cobrança de pênalti. Schmeichel garantiu o empate na prorrogação. Após uma montanha russa de emoções nas penalidades, a Croácia alcançou a classificação.

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A Croácia é uma nação jovem que vai precisar muito mais do que a sorte para chegar a semifinal na Copa da França de 1998, que culminou com o 3° lugar. Modrić, Rakitić, Perisić, Mandzukić  e cia vão precisar lidar melhor com o favoritismo, pois irá encontrar a Rússia nas quartas de final, que, assim como a Nigéria e a Dinamarca não irão propor o jogo.

Dinamarca

A Dinamarca foi eliminada em um jogo que, digamos, não foi o melhor. Com dois minutos, uma bola na área, confusão e um gol marcado por Jorgensen em falha de Subasic. Nem deu tempo de comemorar, a Croácia empatou com Mandzukic em outra falha defensiva. Em cinco minutos o jogo “virou a esquina da loucura”.

Mas a Dinamarca foi melhor nele durante a maioria do tempo. Os dinamarqueses assistiram a Croácia, melhor tecnicamente, jogar durante o primeiro tempo com Christensen na base do meio campo. Com Eriksen e Delaney na frente, foram colocados na roda pelo bom trio Croata formado por Modric, Brozovic e Rakitic. Foi difícil lidar com o bom Ante Rebic na ponta e Mandzukic aprofundando, mas o jogo de reação escandinavo dava certo. Cornelius aparava, Eriksen e Poulsen pegavam na entrelinha tentando ganhar metros, mas eram frustrados por Lovren, esse de boa Copa, e Domagoj Vida; faltou Pione Sisto na ponta, o jogo ficava por dentro e ali a Croácia emparelhava fisicamente. O jogo não fluía com Christensen, mas na segunda parte entrou Schöne e Delaney veio para a base do meio campo e Eriksen ganhou um parceiro para tabelar. A Croácia fez um jogo de muito mérito defensivo, cortando velocidade e tirando a rapidez de Poulsen com ou sem bola; fazia o time jogar a bola para os lados e lá não tinha um jogador de desequilíbrio. Foi assim até os pênaltis, em que Schmeichel quase virou herói como seu pai.

A Dinamarca passou onde não deveria ter passado. O futebol é pobre, todos sabemos, joga pouco e ainda tem quase nada de inventividade. Peru, eliminado justamente por perder para eles, era melhor. Os sudacas ainda devem chorar o penal perdido por Cueva no confronto direto e crucial.

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