Reforçado e sem Ademir: a equação do América Mineiropara 2022

Com bons reforços na defesa e no ataque, o América-MG precisa resolver uma última equação para se considerar mais forte do que em 2021: a saída de Ademir.

O América Mineiro teve o melhor ano de sua história em 2021 ao conseguir dois feitos inéditos: a permanência na Série A, que por si só já seria muito celebrada, e uma vaga na Libertadores. O clube vem se reforçando nesta janela de transferências para ter um plantel à altura da competição continental e do alto volume de jogos esperado para a temporada. Contudo, as lacunas deixadas pela saída de Ademir não parecem solucionadas.

No gol, Matheus Cavichioli, um dos destaques e líderes da equipe, está afastado após um procedimento para desobstrução de uma artéria no coração. Apesar de passar bem, o atleta não tem previsão de retorno. Por isso, o experiente Jaílson veio do Palmeiras e deve protagonizar uma boa disputa pela posição. Aos 40 anos, o arqueiro tem cancha para jogos grandes, porém precisará de sequência para atingir seu melhor nível, afinal demonstrou algumas dificuldades substituindo Weverton em jogos isolados no clube paulista.

Na lateral, Cáceres, ex-Cruzeiro, aparece como um excelente reforço e aumenta a concorrência para Patric. O paraguaio é um jogador forte, com boa noção de espaço e ajuda na construção, podendo executar tranquilamente a saída a três, ao lado dos zagueiros, característica do América. Além disso, Eduardo está recuperado de um tumor ósseo na perna direita e iniciou seu recondicionamento físico, podendo ser uma opção de velocidade pelo corredor ao longo do ano.

Wellington Paulista América-MG Footure
Wellington Paulista é um dos principais reforços do América-MG para 2022

A zaga é outro setor reforçado do Coelho, por mais que a dupla titular e o reserva imediato, Eduardo Bauermann, Ricardo Silva e Anderson, respectivamente, tenham se despedido da equipe mineira. Conti, ex-Bahia, e Éder, que estava no Atlético-GO, são jogadores de muita estatura, boa velocidade e jogo aéreo. Um dupla de pouco nome e ótima qualidade. Os dois terão a concorrência de Iago Maidana, jogador muito alto, de bom passe, porém que deve melhorar em embates físicos. Resta saber se a quarta opção está no elenco ou será contratada.

O tripé de meio-campo, com Lucas Kal, Juninho e Alê está mantido. Esta é uma grande notícia, tendo em vista a capacidade deles em realizar a marcação alta e por encaixes individuais no campo do adversário, inverter o lado das jogadas e entrar na área. Três aspectos marcantes do América-MG de 2021. Ademais, existe a expectativa pela recuperação de Zé Ricardo, jovem volante muito veloz e de bom passe, e de Juninho Valoura, dono de uma excelente batida na bola.

Entre meias e atacantes, Índio Ramírez e Matheusinho podem, talvez com menor qualidade e maior capacidade física, compensar a saída de Mauro Zárate, que por muitas vezes foi um falso 9. Os dois podem ser escalados tanto na posição do 10 clássico, inexistente hoje no América, como se movimentando do lado para dentro. Como centroavantes de fato, o Coelho conta com Rodolfo, opção de profundidade e força física, e com os contratados Wellington Paulista e Henrique Almeida: fortes no pivô e no jogo aéreo, importantes na retenção de bola no ataque e capazes de prender defesas fechadas.

Ademir Atlético-MG Footure
Ademir, agora no Atlético-MG.

Contudo, ainda há uma incógnita acerca da saída de Ademir. Destaque da equipe há pelo menos dois anos e autor de 13 gols no Campeonato Brasileiro, o atacante canhoto se transferiu para o Atlético-MG. Um substituto à altura certamente custaria bastante dinheiro e seria uma negociação complicada. Entretanto, para além da questão individual, existem mecânicas coletivas que serão afetadas.

Pela ponta esquerda Felipe Azevedo segue com moral, sendo responsável por sair de fora para o centro e entrar na área. Agora ele terá a concorrência dos velozes Everaldo e Adyson. No outro lado, Ademir era praticamente a única opção, jogando bem aberto para receber no mano a mano e correndo nas costas das defesas na hora dos contra-ataques. Grande parte das jogadas de gol do América saíam de seus pés. Hoje, não há ninguém para essa função no elenco.

Se jogadores serão contratados para essa função, se a velocidade e profundidade de Ademir serão adaptadas em outras posições, com outros atletas, não sabemos. Mas é a equação que precisa ser resolvida para o América-MG poder se considerar um time fortalecido em relação a 2021 e seguir fazendo história.

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