A reformulação nas laterais da Seleção Brasileira

Pensando em 2026 e um novo modelo de jogo na Seleção, separamos seis laterais que podem fazer parte do ciclo no Brasil

Com um novo ciclo se iniciando, é natural imaginar que nomes surjam e outros deixem de ser convocados na Seleção Brasileira. Além da zaga (Thiago Silva anunciou aposentadoria após a Copa do Mundo de 2022), as laterais deve ter mudanças significativas nos próximos três anos até o Mundial de 2026.

Com a chegada de Fernando Diniz, novo técnico interino do Brasil, devemos ter uma mudança de perspectiva no setor. Buscando acomodar seus atletas da melhor forma em campo, Diniz já teve laterais de chegada na linha de fundo (Madson no Santos), mas também construtores (Marcelo no Fluminense) em seus últimos anos.

Pensando nos últimos anos da Seleção Brasileira, Danilo e Alex Sandro foram os titulares durante praticamente todo ciclo. Entretanto, ambos não se destacavam por contundência ofensiva — principalmente o lateral direito — muito pelo modelo de jogo de Tite na Seleção.

Foto: Rodrigo Ferreira\CBF

O Footure separou seis nomes de laterais mais jovens e em bom momento que podem ser convocados nos próximos meses por Fernando Diniz:


Caio Henrique

Dentre todos os citados, Caio é o lateral mais equilibrado. Formado como volante no Santos e no Atlético de Madrid, Caio Henrique foi deslocado para a lateral já no profissional e logo se adaptou a posição, virando titular absoluto do Mônaco desde a chegada na França.

Sendo um defensor de bom nível, se destaca principalmente pelo posicionamento corporal muito correto. Inclusive, na reta final da atual temporada o brasileiro chegou a atuar como zagueiro pela esquerda em uma linha de 5 adotada pelo Mônaco.

Caio atua muito bem na base da jogada. Com sua formação no meio-capo, o jogador tem boa qualidade como passador, encontrando bons passes a média e longa distância — tendo 50% de aproveitamento em 6 tentativas por partida. Apesar de ser um jogador mais de base, sua ultrapassagem para a linha de fundo é boa, possuindo velocidade e boa leitura para atacar o espaço.

Carlos Augusto

Revelado no Corinthians, o lateral esquerdo tornou-se rapidamente uma peça importante no Monza. Atuando como um ala no sistema de três zagueiros da equipe italiana, o jovem tem uma importância muito grande na parte ofensiva da equipe. Com uma passada larga, aliando velocidade e resistência para correr longas distâncias, Carlos ataca os corredores centrais e laterais com muita potência durante a partida. Na última temporada da Série A, marcou seis gols e deu três assistências.

Além disso, Carlos tem boa condução com sua perna esquerda e seu índice de força é satisfatório, conseguindo vencer duelos na imponência. Contudo, precisa melhorar na atenção defensiva, em alguns momentos acaba demorando a tomar decisões, chegando atrasado em lances importantes.

Ayrton Lucas

Presente na última convocação feita por Ramon Menezes, Ayrton Lucas começou a temporada como um furacão no Flamengo. Com 11 participações diretas para gols até o presente momento, Ayrton se destaca principalmente pela potência ofensiva.

O “Beijinho” tem muita facilidade para pisar na área, atacando o espaço nas costas dos laterais adversários e boa capacidade finalizando de média e longa distância. 

Ayrton pode atacar tanto por corredores centrais ou laterais e tem um aproveitamento alto nos cruzamentos (41%). Porém, sua qualidade mais visível, é a velocidade. O lateral consegue atingir picos de velocidade altíssimos, como no duelo contra o Vasco, quando o atleta atingiu mais de 37km/h no lance do segundo gol.

Contudo, o contexto defensivo do Flamengo para proteger Ayrton é diferente da Seleção. Na equipe de Jorge Sampaoli, Thiago Maia está sempre pronto para realizar coberturas para liberar o lateral/ala em fase ofensiva — adaptação que talvez ocorra menos em nível de Seleção.

Dodô

O lateral da Fiorentina é o jogador com mais valências defensivas dentre os citados. Dodô tem uma leitura defensiva boa para definir o momento de subir pressão ou correr para trás e temporizar a jogada. Mantendo um bom posicionamento corporal, costuma fazer um trabalho importante ao tirar a velocidade dos atacantes em condução, dando não apenas tempo para recomposições e coberturas, mas também tirando o espaço dos rivais e facilitando seu trabalho para roubar bolas ou interceptá-las. O brasileiro tem 62% de aproveitamento em duelos defensivos. 

Podendo atuar aberto, ou construindo mais por dentro, seu posicionamento na fase ofensiva da Viola pode variar dependendo do contexto escolhido pelo treinador Vincenzo Italiano. Seus quase 40% de aproveitamento em cruzamento são um ponto positivo, mostrando critério principalmente ao cruzar a bola para quem vem de trás. Devido seu porte físico, demonstra alguns problemas em duelos de maior exigência física. 

Vanderson

Assim como Ayrton, Vanderson também esteve presente na última convocação da Seleção e possui características que o brasileiro normalmente pede de um lateral. Revelado pelo Grêmio, o jogador chegou a ser usado numa segunda linha (4-4-2) no Mônaco em determinados momentos. Este posicionamento ajuda a entender sua principal qualidade: atacar a linha de fundo.

Vanderson é um jogador extremamente agressivo ofensivamente, deixando sempre o adversário que o marca desconfortável. 

Apesar da boa ultrapassagem e volume para alçar a bola na área, precisa melhorar seu aproveitamento nessas jogadas — tem apenas 28,72% de acerto em cruzamentos. Com um bom porte físico, tem resistência para realizar esses movimentos durante 90 minutos.

Defensivamente, é um jogador que ainda precisa aprimoramento. Sendo um pouco afobado para tentar roubar a bola do adversário — principalmente ao subir pressão —, pode gerar espaços consideráveis em suas costas; além de possuir um 1×1 defensivo oscilante.

Khellven

Com um bom biotipo, passada larga e altura, o lateral do Athletico se destaca por chegar muito bem na linha de fundo. Khellven tem qualidade para explorar a ultrapassagem nas costas dos laterais adversários, enquanto seu drible é bem funcional e assertivo (51% de acerto). Porém, arrisca poucos lances de 1×1 comparado a qualidade demonstrada na situação. 

Defensivamente, Khellven mostra boa disciplina e concentração para ocupar seu espaço na última linha e realiza boas coberturas defensivas. Porém, o lateral tem dificuldades em lances de 1×1 defensivo, sendo batido com certa facilidade por atletas mais habilidosos.

Além dos nomes citados, existem outras boas opções para a posição, como é o caso do lateral direito Arthur — que já chegou a frequentar as convocações de Ramon Menezes. A leva de bons jogadores na posição pode trazer o respiro necessário para um dos setores mais carentes na Seleção Brasileira nos últimos anos.

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