As primeiras impressões no retorno de La Liga

A maratona de jogos mostra que os clubes irão sofrer nesta volta de La Liga: quais os destaques neste retorno?

Com o retorno da La Liga, vimos muitos times oscilarem durante os 90 minutos. A ideia das cincos substituições foi uma maneira de oferecer uma assistência em relação ao físico dos jogadores, que ficaram muito tempo sem jogar e de cara precisam enfrentar o cenário competitivo em tão pouco tempo.

Diante de todas as consequências envolvendo a parada, foi muito discutido como esse processo de aumentar o número de substituições ajudaria as equipes maiores e com elenco maior. Com tantos jogos em pouco tempo é necessário entender que os times com um elenco mais limitado irão sofrer mais e os grandes terão mais opções de qualidade saindo do banco.

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Como os jogadores vão se recuperar nos poucos dias entre as partidas com um ritmo tão insano? Até onde as substituições implicam no desempenho? Mais mudanças durante o jogo podem mudar a proposta dos times fazendo com que não conservem o mesmo nível dentro das quatros linhas, caindo de produção e pedindo ainda mais dos treinadores.

São muitas consequências e contextos diferentes, cada clube vai ter que enfrentar essa situação de uma maneira. Mas quais os destaques positivos e negativos nessas circunstâncias?

La Liga

Em campo, Barcelona e Real Madrid mostraram toda a superioridade técnica e individual de seus jogadores, mesmo sofrendo coletivamente em certas situações. Precisando lidar com questões físicas, um elenco mais recheado consegue suprir as necessidades enquanto outros times não conseguem. No Sevilla, Diego Carlos continuou seu ótimo trabalho depois de meses sem jogar. O trabalho defensivo do zagueiro foi fundamental para o time segurar o ataque dodo Real Betis no dérbi que abriu a rodada.

Apesar do gol contra na partida, foi fundamental para potencializar a saída. O primeiro gol do Sevilla saiu após um lançamento maravilhoso do brasileiro para Munir assistir De Jong. Se firmando como um dos melhores zagueiros da La Liga – ou quem sabe o melhor –continua sendo fundamental para o jogo que Lopetegui quer, enfrentando as barreiras físicas e conseguindo se manter durante os 90 minutos nas duas partidas.

Já o artilheiro de Lopetegui nessa temporada não conseguiu manter o mesmo nível na segunda partida. Lucas Ocampos comandou a equipe na vitória contra o maior rival e conseguiu demonstrar o nível desde o começo da temporada. As questões físicas obviamente implicaram nesse sentido, tanto que o camisa 5 foi substituído quando o time ainda precisava de um gol para tentar matar o jogo.

O quarto lugar parece cada vez mais disputado

O Atlético de Madrid precisa retornar ao top 4, e em meio a uma temporada de altos e baixos, Simeone irá trabalhar muito para conseguir fazer todos os seus jogadores render o bastante para isso. O retorno não foi tão agradável devido as preocupações físicas da equipe. Sem João Félix, o treinador afirmou que não poderia sustentar dois atacantes de fato lá na frente e optou por colocar Marcos Llorente como um segundo “atacante” ao lado de Diego Costa. A maneira do volante de se mover mais rapidamente lhe rendeu muitos passes entrelinhas e também para atacar espaços, e isso foi bem aproveitado.

Pensando nos aspectos físicos, mas também compensando ofensivamente, o treinador optou por Carrasco saindo da esquerda para o meio, com maior liberdade posicional, na ideia conseguir um apoio ofensivo maior visando um Llorente improvisado – entretanto o belga pouco contribuiu.

Na fase atual, Koke no último terço da mais qualidade ao toque final do Atleti, é quem mais vai contribuir na criação. E nesse sentido o elenco colchonero tem certa superioridade em comparação aos adversários na briga.

OUÇA DEPOIS: El Rondo #10 | O retorno de La Liga

O Getafe não conseguiu a mesma objetividade desde o retorno e vem sofrendo para marcar seus gols que aconteciam com frequência quando o time necessitava. A Real Sociedad necessita reencontrar o bom momento ofensivo que o levou até o quarto lugar. Simeone é claramente o técnico mais experiente entre essas equipes, talvez isso pese no final e o time consiga chegar a se classificar. Mas é claro como a precisão é fundamental para o jogo dos três times e se tornará muito difícil sem ela.

Equipes com futuro

Apesar de ser considerado uma equipe relevante da parte de cima da tabela, o Espanyol vinha sofrendo durante a temporada. O time de Abelardo conseguiu pontuar nas duas partidas até aqui e sem tomar nenhum gol, algo importante pensando em sair da zona de rebaixamento. A situação é difícil, porém com um elenco superior – se comparado com adversários da parte de baixo da tabela, o time catalão pode se sobressair e conseguir a permanência.

Diego Martinez vem fazendo um dos trabalhos mais subestimados do campeonato. O técnico do Granada recém promovido a primeira divisão consegue fazer uma temporada além do que só garantir a permanência. A grande surpresa positiva da temporada conta com dois atacantes jogando em um ótimo nível. O experiente Roberto Soldado e o mais jovem Carlos Fernández somam gols e assistências enquanto o goleiro Rui Silva salva quando necessário.

A ideia de um jogo mais vertical, acionando os pontas com velocidade e um repertório de esquemas se adaptando ao que o adversário requer são a grande chave de Martinez que entende as limitações de seu elenco e a inferioridade em relação aos adversários já conceituado dentro da liga.

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