Thomas Partey pode elevar o nível do Arsenal em diversos sentidos

A contratação de Deadline Day tem tudo para ser uma das melhores da janela na Premier League

A novela foi longa. O Arsenal demonstrava interesse na contratação de Thomas Partey desde 2018 e, nesta janela, o ganês dividiu as atenções dos tabloides com o também excelente Houssem Aouar. No fim das contas, o francês não chegou, mas a captura feita junto ao Atlético de Madrid nos momentos derradeiros do Deadline Day tem tudo para se provar espetacular.

É, afinal de contas, um dos melhores do mundo em sua posição. 

Não estamos falando de um atleta promissor ou de alguém que precisará se acostumar com o ‘salto de realidade’ para a Premier League. O novo reforço dos Gunners já brilhou em vários confrontos de peso e, com 27 anos, demonstra estar preparado para desembarcar na Inglaterra com ares de soberania. 

Soberania é, inclusive, um termo que se encaixa perfeitamente quando paramos para analisar seu desempenho. 


Sob o comando de Diego Simeone, foi possível enxergar um projeto de meia completo se tornar exatamente nisso. Técnica e visão para encontrar passes que quebram as linhas do adversário, inteligência para cobrir eventuais falhas dos companheiros e preencher as lacunas importantes no campo, agressividade e intensidade para sufocar quem está com a bola e concentração, aliada à um bom senso de posicionamento, para proteger a sua defesa e bloquear os espaços.

Tudo isso em uma ‘estrutura’ e tanto: 1,85m e uma força que dificilmente é superada por algum oponente. Sua presença por si passa segurança para quem está ao seu lado e acanha quem está do outro. Mais do que isso, porém, o ponto crucial está na aplicação de tais características. Conhecemos jogadores com atributos capazes de os colocarem no enxuto rol de ‘meias completos’, mas na prática as coisas não acontecem como o esperado.

Os motivos são variados, mas têm a ver com consciência, dedicação, objetividade, confiança… e por aí vai.

Partey, porém, consegue desempenhar na quarta-feira uma função que o exige passes mais incisivos e chegadas na área como elemento surpresa, e no domingo o papel de um volante responsável por dar combate na frente da própria zaga e fazer a saída de bola. São raros os momentos que você vai vê-lo destoando das instruções do treinador ou das melhores escolhas a se fazer em determinados cenários. Mesmo os cenários adversos, tão constantes em um campeonato exigente como o inglês.

(Foto: Reprodução/HITC)

Em Madrid, a última temporada de Thomas foi como a peça que fazia de tudo um pouco – ou muito. Considerando a queda – ou estagnação – de Saúl e Koke, a saída de referências do elenco e um desempenho coletivo abaixo da expectativa, foi o camisa 5 quem chamou a responsabilidade e tentou criar algo diferente em um time que sofreu para engrenar. Apesar de não ter um marketing destacável e aparecer pouco nas discussões de destaques da posição, sem dúvida alguma estamos falando de um.

Mikel Arteta fez por merecer um investimento desse nível para ver o seu projeto no lado vermelho de Londres crescer e, por todas as razões acima citadas, é difícil imaginar o ganês entregando performances que não sejam muito boas. Quando a janela ameaçava frustrar o torcedor e possivelmente minar a evolução da equipe, o Arsenal garantiu um jogador que eleva o seu patamar.

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