AS CARAS PARA O PRÓXIMO CICLO DA SELEÇÃO BRASILEIRA EM 2030 #1: BRENO BIDON
O novo quadro da Footure vai analisar jovens com potencial para fazer parte do próximo ciclo da Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti
Nascido em 2005, o meia Breno Bidon já se consolidou como titular do meio-campo do Corinthians nas últimas duas temporadas. Mesmo sob o comando de diferentes treinadores no período, o jogador se firmou como peça de equilíbrio da equipe em distintos contextos de jogo.
Com boa relação com a bola e criatividade acima da média, Bidon desponta como um dos jovens mais promissores do elenco alvinegro. A expectativa é de que, em breve, receba propostas do futebol europeu e passe a ser considerado para o próximo ciclo da Seleção Brasileira.
Diante desse cenário, o meia é o primeiro nome da série “As Caras de 2030”, em que a Footure analisa jovens jogadores com potencial para integrar o ciclo rumo à Copa do Mundo FIFA de 2030.
A TRAJETÓRIA DO JOVEM
Nascido em fevereiro de 2005, Breno Bidon foi formado nas categorias de base do Corinthians. Promovido ao elenco profissional em 2024, estreou em partida contra o Água Santa e, desde então, já ultrapassou a marca de 100 jogos com a camisa alvinegra. O jogador também acumula convocações para as seleções brasileiras de base.
Utilizando a camisa 7, Bidon exerce papel central na dinâmica ofensiva da equipe, sendo responsável por dar fluidez ao jogo. Sua importância é evidente: sem o meia, o Corinthians tende a apresentar queda significativa na organização e na circulação de bola, além de perder consistência na recomposição defensiva.
COMO JOGA
Bidon iniciou sua formação como meia central, atuando por trás do centroavante e se destacando nas competições da categoria sub-17. No sub-20, passou a ser utilizado também aberto pelo lado direito. Já no profissional, consolidou-se como um meio-campista mais recuado, atuando como interior à frente do primeiro volante, o que amplia sua participação nas diferentes fases do jogo.
Em fase ofensiva, busca se aproximar constantemente do setor da bola, posicionando-se na intermediária para atuar como facilitador. É responsável por manter a circulação com fluidez, além de demonstrar boa leitura para acelerar as jogadas no momento adequado.
Fisicamente, não é um jogador de grande destaque. Possui estatura regular e estrutura mais leve, com baixo acúmulo de massa muscular, o que se reflete em um nível de força reduzido. Em compensação, apresenta boa velocidade em espaços curtos e um tempo de reação acima da média, reagindo rapidamente com e sem a bola. Sob pressão, costuma tomar decisões rápidas e eficientes, embora ainda precise ajustar o controle emocional em partidas mais intensas, nas quais tende a cometer um número elevado de faltas.
Tecnicamente, seu principal diferencial está no jogo associativo. Bidon se destaca pelo passe curto, oferecendo constantemente linhas de apoio e participando ativamente das triangulações. Possui ótimo primeiro toque, orientando bem o domínio — frequentemente com o pé mais afastado do corpo —, o que facilita a execução de dribles curtos e a manutenção da posse sob pressão.
Mesmo sem grande força física, consegue atuar de costas para os marcadores, muito em função da agilidade para girar rapidamente. Sua condução também é eficiente, contribuindo para progressões curtas e manutenção da dinâmica ofensiva.
PROJEÇÃO
O aspecto físico surge como um fator determinante para o futuro de Bidon. Sua estrutura corporal pode representar um desafio em ligas de maior exigência física, como as da Alemanha e da Inglaterra.
Por outro lado, esse mesmo perfil favorece seu desempenho em contextos de posse de bola, com construções mais longas e jogo apoiado em espaços curtos — características valorizadas em determinados cenários do futebol europeu.
Do ponto de vista técnico, trata-se de um jogador de alto nível, com potencial para performar bem em ambientes que valorizem o jogo associativo. Pensando na seleção brasileira, Bidon também surge como uma alternativa interessante, especialmente diante das dificuldades recentes na formação de meio-campistas confiáveis.

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