GRAZIE, KAKÁ

Por @Maiiron_ Ricardo Izecson Dos Santos Leite, o Kaká se aposentou. Kaká é um dos meus maiores ídolos, o jogador mais regular do “quadrado mágico” que jogou a Copa do Mundo de 2006. Foi pilar de um Milan grandioso que contava com craques como Pirlo, Nesta, Cafu, Seedorf e uma lenda como Paolo Maldini. Lembro […]

Por @Maiiron_

Ricardo Izecson Dos Santos Leite, o Kaká se aposentou. Kaká é um dos meus maiores ídolos, o jogador mais regular do “quadrado mágico” que jogou a Copa do Mundo de 2006. Foi pilar de um Milan grandioso que contava com craques como Pirlo, Nesta, Cafu, Seedorf e uma lenda como Paolo Maldini.

Lembro de quando ele chegou no Milan, em 2003. E ali já tinha demonstrações de que um grande jogador estava em maturação. Meio homem, meio máquina. Meio homem, meio semi-Deus, começou a dar suas arrancadas imparáveis em San Siro. Ainda jovem e impetuoso corria quarenta metros antes de empurrar a bola no gol adversário. Em uma entrevista ele chegou a dizer que só corria daquele jeito porque, quando olhava para trás, tinha Gattuso, Nesta e Maldini; eles não deixariam algo ruim acontecer. E não acontecia. Kaká era um trabalhador.

Chegou no Milan para ser reserva do cerebral e subavaliado Rui Costa, o colocou no banco. Na sua primeira Champions League pelos Rossoneri, uma decepção: após 4-1 no La Coruña, com dois gols dele, uma eliminação por 4-0 no jogo da volta. Na outra temporada, mais uma decepção. A Batalha de Istambul contra o Liverpool moldou o foco tanto de Milan quanto de Kaká. Era um time fantástico, o melhor Milan deste século e perdeu para um time brioso. Falando em decepções, lembram da Copa de 2006? Houve um boom daquela Seleção Brasileira. Ronaldinho barbarizando no Barcelona, Adriano sendo o Imperador de Milão, Ronaldo galáctico e Kaká sendo o patinho feio; que, na verdade, era cisne. Afundou na derrota contra a França. Kaká foi quem deu um passe brilhante para Ronaldo, até então recordista de gols em Copa, passar Gerd Muller. O seu único lance bom naquele mundial.

Mas teve um 2007 mágico. Kaká trabalhava duro, sabia que não era brilhante como os outros de sua geração. E em 2007 ele subiu ao Olimpo do futebol. Líder de um Milan já sem Schevchenko, carregou o time para o título da Champions League daquela temporada, contra o seu algoz, Liverpool. No mata-mata ele fez gol decisivo contra o Celtic, Bayern e teve uma atuação fantástica em Old Trafford, fazendo dois gols e comandando o baile Milanista.

Kaká, depois disso, foi para o Real e não foi bem. Voltou para Milão e foi regular. Realizou seu sonho e colocou o São Paulo em uma Libertadores. Depois foi desbravar os Estados Unidos no seu último clube, o Orlando City. Ele se aposentou sem metade da pompa que merecia. Em um futebol que os espaços no meio-campo eram maiores, Kaká mesclou a velocidade de um leopardo com a inteligência de um lobo na hora da caça. Kaká é um dos melhores jogadores brasileiros dessa década. Obrigado, Kaká.

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