Março 2026: Por que comprar um clube de futebol no Brasil?
Na coluna deste mês, elencamos os motivos que tornam os clubes brasileiros grandes ativos para serem investidos
Uma indústria imatura com ativos subavaliados
O futebol brasileiro carrega um paradoxo, ao mesmo tempo que é o maior exportador de talentos do mundo, também opera sob lógicas institucionais frágeis, baixa governança e finanças caóticas. Isso faz com que clubes, mesmo com história e torcida relevantes, estejam cronicamente subavaliados.
Para o investidor com visão de longo prazo, isso representa uma oportunidade não muito diferente de outros setores, onde se adquirem ativos depreciados e se constrói valor real a partir de gestão, governança e integração em mercados globais.
A indústria do esporte como um todo atingiu um ponto de inflexão, de entretenimento passional para asset class institucional. E o futebol do Brasil, nesse contexto, é uma fronteira ainda pouco explorada.
Teses diversas, mesma lógica, transformar um clube de futebol em uma plataforma de negócios
A compra de um clube pode atender a múltiplas teses estratégicas. No Brasil, essas possibilidades se amplificam, potencializadas por uma amplitude geográfica continental e diversidade econômica, populacional e, até mesmo, de perfil físico dos atletas.
Venda de atletas:
A tese macro que vai impactar todos os clubes, independente de outras. O contexto de toda América do Sul é de venda de jogadores. Seja de maneira direta ou ou utilizando outros clubes parceiros para valorizar jogadores com minutos em campo, a moeda mais valiosa desta indústria. De maneira geral, todos os clubes estarão submetidos ao contexto, construindo retorno com base em venda de jogadores e participação em percentuais de revenda. Considere-se ainda compensações normativas, como o Mecanismo de Solidariedade.
Ainda que seja o maior exportador de atletas, o país é apenas o sexto em faturamento com vendas. Esse delta é uma grande oportunidade que ainda tem muito a ser explorada, principalmente com o uso de tecnologia.
Integração com grupos multiclubes:
Clubes brasileiros servem como o primeiro passo da cadeia produtiva esportiva global. Para conglomerados como Red Bull, City Football Group ou Eagle Football, o Brasil é o “chão de fábrica” de talentos. Além disso, o ganho marginal de acessar talentos com multa estabelecida para o mercado interno torna tudo ainda mais atrativo.
Oportunidades imobiliárias:
Estádios e clubes funcionam como âncoras para desenvolvimento imobiliário, centros de consumo e experiências, ampliando receitas além do campo.
Representatividade:
Em um continente orientado culturalmente pelo futebol, a melhor forma de se posicionar é participando desse jogo. Um exemplo prático é o Clube Laguna da Praia da Pipa no Rio Grande do Norte que se declara o “primeiro clube vegano do Brasil” e consegue envolver (financeiramente inclusive) uma comunidade bem maior que a população local e que se conecta com o seu discurso. Essa tese também pode ser aplicada para a divulgação de uma região, ou até mesmo para um outro setor da cadeia produtiva.
Mídia e propriedade intelectual
Aqui não se trata apenas de possuir times, mas de arquitetar ecossistemas ao redor da propriedade intelectual esportiva. O investidor busca controle ou influência estratégica e aplica um modelo replicável, adquirir o IP esportivo, construir uma nova empresa ao redor, gerar novas receitas e reinvestir no ativo. O objetivo é explorar o potencial comercial oculto do esporte, não apenas especular sobre seu crescimento orgânico.
O Brasil ainda está “barato”
O Brasil oferece algo raro:
- Baixo custo de aquisição (em reais);
- Alta densidade de talento;
- Torcida engajada e cultura esportiva profunda;
- Assimetria de estrutura, gestão e governança que geram oportunidades;
- Novo marco jurídico com a SAF, ainda amadurecendo, todos aprendendo um pouco mais a cada dia, mas já parte do cenário e em grande velocidade de expansão.
Enquanto Europa está consolidada e os EUA se sofisticam em suas ligas fechadas, o Brasil é uma grande oportunidade para construção de valor.
Estamos em meio a uma grande reconfiguração estrutural por adoção de um novo marco legal, mas também por influência tecnológica, cognitiva e cultural. Para quem não viu os sinais dos últimos 10 anos, tudo está acontecendo rápido demais.
O reflexo disso tudo é a inevitável redistribuição de forças, o deslocamento do pólo de poder. Posso afirmar com alguma certeza, que o clube que você torce mudou de tamanho (esportivo e financeiro) nesta década.
Como ilustração desse cenário, vale citar a apresentação de resultados do Flamengo em 2025, seu presidente identificou que um grande risco para a hegemonia esportiva é o rápido crescimento das SAFs. A projeção é de que até o Brasileirão 2029, o atual campeão brasileiro e da Libertadores seja o único clube associativo na Série A do Brasil.
O risco real é subestimar o futebol como negócio
O maior erro do investidor tradicional é tratar o futebol como um setor meramente romântico, ou, no oposto, como uma commodity. O capital está chegando com mais força o esporte em busca de escassez, relevância cultural, fluxo de caixa, plataforma de negócios, canal de distribuição, direitos de transmissão e tantas outras teses que terão muito mais aderência no contexto específico de um país que confunde a sua própria identidade com a do futebol.
Mas não se engane, agora o jogo não se limita a vencer jogos, mas também em construir negócios.
E é essa é a mudança de paradigma, sai o modelo de herança esportiva e entra o de engenharia empresarial.
Futebol brasileiro é o um ativo escasso
A hora é agora. A cada clube adquirido, a cada SAF consolidada, o mercado amadurece e a janela de oportunidades fica mais restrita.
Comprar um clube no Brasil já não é mais só sobre paixão. Esse jogo não é binário. Uma nova camada foi acrescentada, a de construção de valor.
O papel da Footure
A Footure atua onde o capital tradicional não enxerga valor:
- Avalia clubes com critérios econômicos, de marca e de propriedade;
- Ajuda investidores a desenhar suas teses de entrada e saída;
- Oferece inteligência de mercado e due diligence especializada;
- Conecta ativos locais com estratégias globais.
“A Footure está construindo a nova indústria do futebol do Brasil”
Chegou até aqui? Então você merece mais retorno ainda sobre o investimento do seu tempo.
- Seu clube de futebol é investível? Quer ter a resposta preenchendo um questionário de 5 minutos? Acesse o nosso Diagnóstico Rápido de Investibilidade, aqui.
- Quer agendar uma conversa sobre oportunidades de investimento em clubes de futebol no Brasil? Aqui.
- Quer se manter atualizado sobre esse momento de mudança na indústria do futebol? Siga nossos perfis no Instagram: @footurefc e @eduardodias.footure
Comente!