Bruno Praxedes e Diego Rosa, as joias de Inter e Grêmio

Adversários na Copa São Paulo deste ano, Bruno Praxedes e Diego Rosa são as joias de Inter e Grêmio para o meio-campo

Os trabalhos da dupla Grenal nas categorias de base sempre foram reconhecidos em todo Brasil. Neste processo, também é possível ver a prospecção como ponto forte. Por isso, vamos falar sobre dois jovens jogadores que vieram de outros estados, outros clubes e surgem como potenciais titulares num futuro imediato. Bruno Praxedes e Diego Rosa são as joias de Inter e Grêmio.

Com perfis diferentes, são atletas que, pensando no cenário de Seleções de Base e atuando juntos, se completam. Um, é mais armador; enquanto o outro atua nas duas áreas e tem a chegada como seu forte. Hora de conhecer as novas joias de Inter e Grêmio.


Bruno Praxedes

Nascido em 2002, o volante carioca iniciou seu processo de formação ainda no Fluminense. Inclusive, o técnico do Fluminense Sub-20, Eduardo Oliveira, falou sobre a mudança de ares do jogador no The Pitch Invaders #166. No Internacional, foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Jr. neste 2020. Agora, já integra os profissionais da equipe.

joias de Inter e Grêmio
Praxedes estreou já fez sua estreia pelo Inter na Libertadores (Divulgação/Inter)

Logo nas primeiras atividades, chamou atenção do técnico Eduardo Coudet. Pela altura (1.86), capacidade associativa e ótima noção dos espaços; Praxedes surge como opção para a função central do 4-1-3-2 do técnico Colorado.

A sua “personalidade” foi algo que chamou atenção de ‘Chacho’, como declarou em entrevista para GaúchaZH. Falando sobre suas características dentro de campo, Bruno Praxedes é um volante que gosta de achar os espaços na marcação para seus companheiros marcarem. Com boa capacidade para se desvencilhar dos marcadores, seu físico é privilegiado para aguentar os embates.

Ele tem boas características e não joga como um garoto de 18 anos. Necessitamos ainda fazer uma adaptação. O Lo Celso passou por isso, ganhou cinco quilos de massa. O Praxedes vai passar pela adaptação. Ele tem de pensar que tudo vai acontecer mais rápido, pois há uma diferença grande de ritmo do sub-20 para o profissional.

Algumas vezes ele perde a bola, mas tem muita qualidade e tem o último passe. Conversei com um amigo sobre ele e disse que tinha características parecidas com as do Lo Celso. É difícil encontrar um jovem que tenha esse último passe para gol. E ele tem esse passe para o centroavante. Tenho tratado de que ele também aprenda a jogar pelos lados, o que vem fazendo nos treinamentos. Esse é um processo.

Eduardo Coudet, técnico do Inter, sobre Praxedes

Natural da idade, é um jogador que ainda “desliga” durante os 90 minutos de uma partida. Ainda no processo de formação, apesar de estar nos profissionais, está aprendendo a jogar como um meia-aberto e, assim, poder receber até mais oportunidades.

Defensivamente, ainda precisa ser mais observado. Durante a Copinha, era acompanhado por Murilo (mais recuado) e Cesinha (mais adiantado), numa espécie de 4-2-3-1/4-3-3. Naquele momento, se saiu bem. De qualquer forma, é uma situação a evoluir.

DIEGO ROSA

Do outro lado, e também nascido em 2002, o volante Diego Rosa é mais um jogador prospectado pela ótima base do Grêmio – um trabalho que Francesco Barletta, coordenador do clube no setor, falou no The Pitch Invaders #156. Vindo do Vitória/BA, o Tricolor conseguiu utilizar o zagueiro Wallace como moeda de troca na negociação.

Diego Rosa foi campeão do Mundial Sub-17 pela Seleção (Divulgação/CBF)

Recentemente, Diego foi campeão do Mundial Sub-17 pela Seleção Brasileira. Foi titular no torneio e uma das peças-chaves da equipe. Se pudéssemos defini-lo em uma função, seria um típico área-a-área (ou box-to-box).

Diferente de Matheus Henrique (1.75m) e Arthur Melo (1.72), dois dos principais volantes formados no clube nos últimos anos, Diego Rosa é mais alto, tem 1.85m e tem mais imposição física. Apesar disso, engana-se que ele é apenas um volante de força.

“O Diego chega na frente. É o clássico camisa 8 que pisa na área. Sua principal virtude é a surpresa. Será um grande volante aproveitando esta característica”

Francesco Barletta, coordenador da base do Grêmio

Primeiro, precisamos destacar a sua chegada na frente. Diego Rosa é um meio-campista com ótima noção de espaços, tempo de bola, controle orientado e uma finalização acima da média. Não por acaso, fez gols importantes para a Seleção Brasileira no Mundial sub-17.

Forte fisicamente e muito intenso, Diego se mostra um ótimo defensor seja atuando como primeiro ou segundo homem. Se pensarmos no modelo do Grêmio, poderia atuar na posição de Lucas Silva ou até mesmo na de Matheus Henrique/Maicon, apesar de ser menos controlador de jogo do que os interiores do Tricolor.

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Gabriel Corrêa

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