A VERTICALIDADE DA PORTUGUESA NO PAULISTÃO
A Lusa dirigida pelo técnico Fábio Matias se classificou para o mata-mata com a quarta melhor campanha do estadual e garantiu uma vaga para Série D em 2027
Após uma eliminação traumática para o Mixto-MT na disputa da Série D no ano passado, a Portuguesa começou 2026 com uma ótima primeira fase do Paulistão. A Lusa apresentou um futebol pautado pela verticalidade, aproveitando da parte física de seus atletas e encerrou a primeira fase do estadual na quarta colocação, ficando à frente de clubes como Santos e São Paulo.
A equipe rubro-verde comandada pelo técnico Fabio Matias foi uma das grandes sensações da primeira fase do Campeonato Paulista e um dos principais padrões ofensivos é a capacidade para construir rapidamente seus ataques.
ANÁLISE DA PORTUGUESA DE FÁBIO MATIAS
A Lusa utiliza uma saída de bola em 4+1 ou 4+2, com Gabriel Pires, por vezes, retornando para próximo de Portuga na base da jogada. É uma equipe que busca verticalizar as jogadas a todo momento, transitando rapidamente para o campo ofensivo.
Essa verticalização ocorre com objetivo de encontrar seus jogadores mais avançados em situações de mano a mano. Com isso, conseguimos perceber várias situações de 4×4 e 3×3 para os atacantes com espaços para serem explorados.

Nessa primeira fase de construção, o lateral Caio Roque e os volantes Guilherme Portuga e Gabriel Pires são fundamentais devido a facilidade para encontrar passes verticais. Já em fase ofensiva, os extremos Ewerton e Maceió são acionados com espaço para conduzirem e buscam realizar infiltrações na defesa adversária.
O atacante Renê é uma das peças primordiais para esse comportamento ofensivo funcionar, conseguindo sustentar bem o jogo de costas e apresentando uma boa velocidade para correr nas costas dos defensores.
O volante Guilherme Portuga é o termômetro do time. É o responsável por iniciar a primeira fase de construção e também executar o balanço defensivo corretamente, demonstrando uma boa leitura defensiva para antecipar o adversário e interceptar. Além disso, Portuga é uma peça vital para executar as coberturas em momentos de pressão.
Outro ponto de destaque, é a capacidade que a equipe de Fábio Matias tem para recuperar rapidamente a bola. A Lusa pressiona em 4-1-3-2, com Ze Vitor ao lado de Ruan. Essa pressão é feita de forma mais zonal, com os pontas saltando quando a bola chega nas laterais do campo. Porém, a equipe apresenta dificuldades em correr para trás quando essa primeira abordagem é superada.
Apesar da importância financeira, o Paulistão não é a competição mais importante para a Portuguesa nessa temporada. O clube ambiciona retornar às primeiras divisões nacionais e precisará manter esse nível para conquistar o sonhado acesso para a Série C.
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