QUAIS AS FRAGILIDADES E OS PONTOS FORTES DA NORUEGA DE ERLING HALLAND

Analisamos as vulnerabilidades da Noruega que a Seleção Brasileiro pode explorar para avançar as quartas de final da Copa do Mundo

Brasil e Noruega se enfrentam no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida definirá qual das seleções seguirá na disputa pelo título e garantirá vaga nas quartas de final do torneio.

Considerada a geração mais talentosa da história da Noruega, a atual seleção chama atenção pela qualidade de seu setor ofensivo, formado por jogadores de destaque no futebol europeu. Em contrapartida, a equipe dirigida por Stale Solbakken ainda apresenta fragilidades defensivas, que podem ser aproveitadas pela Seleção Brasileira.

A falta de compactação nos corredores é um problema recorrente na estrutura defensiva norueguesa, principalmente no lado direito, com Sorloth. Justamente por ser um centroavante e não ter cacoete para defender, o jogador gera janela de passes e, por ser no mesmo setor de Vinícius Júnior, o craque brasileiro pode ter diversas circunstâncias de 1×1 contra o lateral Pedersen, que tem dificuldades na marcação. Do lado esquerdo o cenário é menos problemático, mas ainda sim pode ser um caminho para o Brasil, com Rayan diante do lateral Wolfe.

Outro problema norueguês é defender o entrelinhas. Por jogar sem bola na formação 4-5-1, Martin Ødegaard, Patrick Berg e principalmente Sander Berge – o meio-campista mais centralizado – coordenam mal os saltos no portador da bola, deixando muitos espaços na frente da área. Inclusive, dos oito gols sofridos na Copa, cinco tiveram o passe final saindo da faixa central do campo.

O pós-perda da Noruega também é algo negativo. E isso pode ser fundamental para o Brasil, que principalmente com Bruno Guimarães pode ter tempo-espaço para articular as transições. Senegal e Iraque fizeram gols através deste contexto contra os europeus na fase de grupos.

E para finalizar as principais vulnerabilidades dos comandados de Stale Solbakken, é necessário citar a dupla de zaga titular Kristoffer Ajer e Torbjørn Heggem. Ambos são altos e bons nas bolas aéreas, porém, possuem limitações nos duelos pelo chão e também na defesa da profundidade. A Noruega é uma das seleções com mais chutes sofridos por média nesta Copa (14 p/j), sendo grande parte deles dentro da área, contextualizando a dupla de zagueiros.

Primeiramente é importante destacar a capacidade absurda de finalização de Erling Haaland, disparadamente o jogador norueguês mais perigoso diante do Brasil. O camisa 9 marcou 5 dos 10 gols noruegueses nesta Copa, ou seja, 50%. Ademais, possui uma média de 4.7 chutes por jogo, com uma eficácia acima de 80% em finalizações no alvo.

Além de Haaland, outro jogador que pode dar muitos problemas ao Brasil é Sorloth. E não necessariamente por jogar dentro da área, e sim pelo fato de estar fora dela. Por jogar no lado direito ofensivo, o centroavante é uma das opções através de bolas longas na transição, potencializando seu poderio físico para sustentar duelos e acionar Nusa – ponta esquerda – em cenários de 1×1 contra o lateral-direito adversário. Ou seja, Douglas Santos precisará inibir as ações de Sorloth, caso contrário, Haaland e Nusa podem ser acionados em situações letais.

Outro fator no qual a defesa brasileira precisa ficar atenta é na bola aérea ofensiva da Noruega. Das seleções classificadas às oitavas de final, os noruegueses possuem a maior estatura, com uma média relevante de 1,87 m. Haaland, por exemplo, mede 1,95 m. Escanteios e faltas laterais podem ser cruciais para os oponentes da dupla Marquinhos e Gabriel Magalhães.

Por fim, uma outra armadilha do técnico Solbakken para seus adversários é o gatilho de pressão, seja quando o portador da bola está de costas ou quando a bola vai em direção do goleiro. Haaland é uma das armas nesse sentido, pressionando intensamente, e nesta Copa conseguiu marcar recuperando a bola assim no duelo contra o Iraque.

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