Guia do Brasileirão 2020 - Atlético Goianiense

O Campeonato Brasileiro 2020 está prestes a iniciar, por isso o Footure reuniu sua equipe e analisou as 20 equipes que disputam o torneio nesta temporada em parceria com as redes sociais do Brasileirao. Por ordem alfabética, o segundo dia do Guia tem foco no Atlético Goianiense

Dominante no cenário estadual em 2020, o Atlético Goianiense ainda passa por mudanças visando o Brasileirão. A principal delas, além do novo escudo, é no comando técnico: Vágner Mancini foi anunciado no final do mês passado, e terá a missão de comandar o Dragão em seu retorno à principal divisão nacional. O trabalho, porém, não partirá do zero. Isso porque Eduardo Souza, técnico interino, deu continuação ao trabalho de Cristóvão Borges, demitido após sete jogos na temporada, e formou uma base sólida, que busca potencializar os principais talentos da equipe.

Mesclando jovens e atletas mais experientes, o Rubro-Negro de Goiânia tem apenas uma derrota na temporada. Os destaques da equipe fazem parte dos dois eixos, e mantê-los em forma é apenas um dos desafios de Mancini. Novos jogadores têm chegado, e a adaptação deles ao time pode determinar os rumos do Atlético nesta edição do Campeonato Brasileiro.

A time base do Atlético Goianiense
Formação base: Kozlinski; Reginaldo, Oliveira, Gilvan e Nicolas; Édson e Marlon Freitas; Matheuzinho, Jorginho e Ferrareis; Kayzer.

JOVENS ADIÇÕES À ESPINHA DORSAL

A manutenção de alguns dos destaques na campanha do acesso à Série A, no ano passado, foi determinante para o retrospecto positivo da equipe, até aqui, em 2020. Matheuzinho, meia pela direita, é quem mais tem colaborado para o funcionamento ofensivo, seja em contra-ataques ou em situações com a defesa rival mais postada. É ele um dos maiores criadores de oportunidades para o artilheiro Renato Kayzer, reforço do time para a temporada. Outra contratação que também agregou ao Atlético-GO foi o volante Edson, que foi um dos destaques da Ponte Preta em 2019.

A montagem do grupo segue um padrão que se reflete no time-base. Com média de idade de 26,4 anos, a projeção de escalação titular é mais jovem que a maioria dos times na primeira divisão — e essa tendência se reflete nas contratações para a temporada. Henry Vaca, que se destacou pela Bolívia no Pré-Olímpico Sul-Americano deste ano, e Everton Felipe, emprestado pelo São Paulo, são alguns dos jovens que reforçam o Dragão no Campeonato Brasileiro

COMO ATACA O ATLÉTICO GOIANIENSE

O ataque do Dragão tem funcionado bem em 2020. No Campeonato Goiano, foram 23 gols marcados em dez jogos — três deles, por exemplo, saíram em uma goleada diante do Goiás. Sem precisar manter a posse da bola para ser produtivo ofensivamente, o time ataca de maneira rápida, utilizando a velocidade de seus jogadores abertos, principalmente de Matheuzinho. Canhoto, o jogador é versátil, tendo atuado majoritariamente como meia-central em 2019, mas tem atuado bastante partindo da meia-direita nessa temporada.

Um levantamento realizado pelo Footure, em abril, ​aponta o Atlético-GO como um dos times mais diretos do Brasil​. Dentre as equipes da Série A, é a segunda que menos troca passes antes de cada finalização. Ou seja: o Dragão troca menos passes que a média, mas, ainda assim, finaliza mais que a maioria dos rivais. Quem se beneficia com o volume ofensivo é Renato Kayzer. Com sete gols em dez jogos, o atacante finaliza mais de três vezes por jogo, mas também participa da construção das jogadas, longe do gol.

O centroavante também é bastante acionado com cruzamentos, principalmente do lado esquerdo, a partir do lateral Nicolas, de forte presença no ataque e bom aproveitamento levantando bolas na área. Emprestado pelo Athletico, o jogador reveza as bolas paradas com Matheuzinho, e já marcou gol de falta em 2020, na Copa do Brasil, diante do São José.

Os responsáveis por acelerar o jogo no meio, com passes progressivos, são Jorginho e Marlon Freitas. Ora com o primeiro mais à frente, ora lado a lado, os dois têm liberdade para arriscarem conexões com os jogadores de ataque. Com a troca no comando técnico, a tendência é que as ideias sejam mantidas. Em sua apresentação, Vágner Mancini comentou que sua forma de jogar é agressiva. “Ao longo da minha carreira, treinei times que fizeram muitos gols, mas também equipes que se defendiam muito bem”, destacou.

COMO DEFENDE O ATLÉTICO GOIANIENSE

Com quatro gols sofridos em 13 jogos no ano, o Atlético-GO tem apresentado um equilíbrio defensivo. Muito disso por conta da sustentação dada à defesa pelo volante Edson. O camisa 5 se posta como o homem à frente da primeira linha de marcação, o primeiro “1” do 4-1-4-1, sendo o responsável pelos embates à frente da área. Além disso, também é ele quem realiza coberturas nas subidas dos jogadores de defesa, que podem sair de trás para acompanhar a movimentação dos jogadores de ataque.

Matheuzinho é um dos destaques do Atlético Goianiense
Em 2019, Matheuzinho já foi importante para o Atlético Goianiense (Dados: WyScout)

Como o time busca ataques mais rápidos, a linha de defesa não costuma subir tanto, sendo exigida mais próxima de sua área. O setor é liderado tecnicamente por Oliveira, de 24 anos, que ganhou protagonismo após garantir a titularidade na Série B de 2019. De forte presença no jogo aéreo, o defensor é seguro nos duelos por cima e por baixo, saindo da área para embates. O zagueiro é acompanhado pelo capitão Gilvan, que atua no lado esquerdo do setor e destaca-se protegendo a área.

Outro jogador que permaneceu após a campanha do acesso foi o goleiro Mauricio Kozlinski. No ano passado, o jogador terminou a Série B sem sofrer gols em 17 jogos e pegou dois dos três pênaltis que enfrentou. O aproveitamento tem sido similar em 2020: além dos poucos gols sofridos, destaca-se na quantidade de chutes defendidos, ​como aponta levantamento publicado no Footure em maio​.

NAS MÃOS DE MANCINI

O rendimento do Atlético-GO no primeiro trimestre é uma sinalização positiva para o restante do ano. Com a troca no comando, Vágner Mancini terá de manter o time competitivo, mas em um campeonato que irá exigir muito mais da equipe. Os reforços podem ser uma das alternativas para que o sarrafo do Dragão aumente, ainda que a espinha dorsal pareça estar formada. Tendo praticamente uma pré-temporada para si, é possível que o técnico adicione novos elementos ao jogo da equipe, o que aumenta a curiosidade para o retorno do Rubro-negro ao Brasileirão.


LEIA A ANÁLISE DOS OUTROS CLUBES

Athletico Paranaense; Atlético Mineiro; Bahia; Botafogo; Ceará; Corinthians; Coritiba; Flamengo; Fluminense; Fortaleza; Goiás; Grêmio; Internacional; Palmeiras; Red Bull Bragantino; Santos; São Paulo; Sport Recife e Vasco da Gama.

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Henrique Letti

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1 comentário

  1. O Mancini precisa se firmar como treinador. Tive a impressão de que ele perdeu a mão após sair do Vitória, não conseguindo se firmar em um clube grande. Espero que ele consiga levar o Dragão a uma boa campanha.

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